15 May
Olhe só por onde eu passeio.
Esta é uma reunião chamada sat-chakra na qual fazemos algumas técnicas do yôga com o intuito de usar o poder do grupo para criar arquétipos.
Vida complicada essa de instrutor de yôga não acha? Se quiser ver mais fotos do sat-chakra, visite o blog da Uni-Yôga do Alto da XV em Curitiba.
14 May
Tattwa pode ser traduzido como verdade ou princípio. É aplicado no sentido de enumerar as qualidades, partes, composição de algo. Por exemplo: os tattwas de uma árvore poderiam ser: a raiz, o tronco, ramos, folhas, flores e frutos.
No caso do sámkhya temos 23 tattwas na vertente mais antiga e 24 ou 25 nas mais novas.
Chama-se nir (sem) íshwara aquele sámkhya que não tem em seus tattwas o íshwara como princípio. Ele somente foi incluído na época do yôga sútra e foi na idade média é que obteve notoriedade.
A vertente clássica, se chama: sêshwarasámkhya, ou seja com (sa) íshwara. No sânscrito há um fenômeno fonético que faz o A+I virar E, por isso sa+íshwara torna-se sêshwara.
Veja abaixo da imagem a descrição de cada parte.
12 May
Significa literalmente número, no sentido de enumerar. É um sistema filosófico naturalista. Você pode ler não-místico, ao qual não se atribui causas sobrenaturais a nada.
O sámkhya kariká, escrito por Íshwára Krishna começa dizendo o problema cental é o: dukhatraya. O triplo infortúnio existencial. Nós sempre estamos infelizes com nós mesmos, com os outros seres vivos que nos rodeiam e com as forças da natureza.
Sempre achamos que estamos gordos ou altos, magros, feios, peludos ou sem pelos, carecas ou cabeludos, cabelo liso demais ou enrolado demais, etc.
Temos reclamações para com o mosquito em nosso ouvido, a aranha em nosso quarto, a barata na cozinha, o cachorro que deixou um presente no tapete, o gato que não para de miar, a cobra que me dá medo, etc.
Reclamamos que chove em demasia ou com a seca que assola. O calor que está matando ou o frio que está de quebrar os ossos, o mar que não dá onda para surfar, etc.
É este problema existencial que o sámkhya quer resolver, ou pelo menos mapear para que possamos criar caminhos que nos tirem deste infortúnio. É aqui que entra o yôga, o caminho prático que leva o praticante até a libertação (kaivalya) deste ciclo existêncial.
Tara Michael, em seu Manual de Yôga diz: “onde termina o sámkhya começa o yôga”. Essa afirmação se dá pelo simples motivo que o sámkhya somente especula e teoriza. Basicamente é um mapa sobre o universo, causas, conseqüências, princípios, etc. Já o yôga é o meio prático de como percorrer esse mapa para chegar a um estado de consciência no qual o sámkhya descreveria como libertação.
Veja a cosmogonia (tattwas) do sámkhya. É a opinião do sámkhya sobre como o universo é construido.
11 May
O yôga hoje é uma nação, e sua força se expande por todo o mundo. No Brasil são 5 milhões de praticantes, nos EUA são 15 milhões e pelo mundo chegamos a casa de centena de milhões de pessoas. E ainda estamos em plena expansão.
A expansão do yôga não é moda, é fato. Nenhum modismo dura 5 mil anos. Somente por ter atraido muita gente forte, formadora de opinião, e gerar tantos resultados positivos se perpetuou por tantas gerações.
Quer trabalhar em um mercado crescente como esse e ser feliz? Fonte e vídeo: yoga10.com.
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Para ser instrutor de Swásthya yôga você irá passar por um treinamento filosófico na qual irá aprender os pontos importantes da filosofia e como vivenciá-la. Depois passará por um treinamento profissional para aprender aquilo que envolve “dar aulas”. Converse comigo:
marco.carvalho@uni-yoga.org.br
(41) 8441-2012
(41) 3264-6495
11 May
Muitas escolas já incluiram o yôga como disciplina em seus curriculos, recentemente as escolas da região de Boston, vamosa por abrigar universidades como Havard, Boston University e M.I.T., que formaram gênios como Bill Gates e Paul Allen, também aderiram ao Yôga.
Alunos que praticam yôga são geralmente mais focados e estudos comprovam seus efeitos no controle da ansiedade antes de exames, e no aumento das atividades cerebrais.
A aula de yôga pode contribuir com todas as outras aulas que você faz. - Fonte e vídeo: yoga10.com
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11 May
Administrar o stress é muito importante para um executivo. Ter uma mente mais focada também é imprescindível. Todos os dias recebemos milhares de informações que desviam nossa atenção e roubam nosso tempo. Uma mente bem treinada para a concentração é um diferencial e tanto para um mercado cada vez mais competitivo.
Executivos das principais empresas do mundo têm praticado essas técnicas com o intuito de maximizar suas potencialidades, por saberem que conhecendo-se melhor obterão invariavelmente mais resultados. - Fonte e vídeo: yoga10.com
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11 May
O yôga através dos respiratórios conscientes e outras técnicas, contribui para a redução do desgaste das competições e ajuda a manter a mente mais focada. Grandes campeões como Rickson Gracie, Tiger Woods, Guga, Venus Williams e muitos outros aprenderam a integrar os efeitos do Yôga ao seu esporte favorito. - Fonte e vídeo: yoga10.com
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3 May
No I-23 é apresentado mais uma forma de chegar ao samádhi, através de Íshwara pranidhána.
Pranidhána literalmente é manter-se fixo em algum lugar, também pode designar a contemplação ou processo mental abstrato. Felizmente o autor define o termo no I-24.
Íshwara literalmente é aquele que é capaz. Foi definido no Yôga sútra como uma parte peculiar do púrusha (púrushavishêsha) que não é o púrusha puro (mrishta), no sentido de que não é a própria mônada, mas sim uma parte dela. Reside em um lugar (shaya) nem além nem atrás (apará) das conseqüências (vipáka) das ações (karma) e das aflições (klêsha).
Ishwára pranidhána também é a última proscrição ética, os nyamas que estão escritos no segundo livro do Yôga sútra.
Dentro do código de ética do yôga clássico o niyama íshwára praṇidháná pode ser interpretado de diversas formas. Estas formas de entendimento estão mais ligadas a bagagem cultural e ao sistema de crenças e valores do praticante do que realmente aquilo que Pátañjali quis dizer.
Para entendermos preciso que você se utilize do seu poder mental de criar conceitos abstratos assim como se faz necessário você não tentar encaixar estes conceitos em qualquer outro tipo de sistema de crença ou valores.
É comum as pessoas quererem traduzir íshwara de forma simplória: “entregar a deus”.
Vamos aos pontos:
Karma é o conceito de ação e reação. Não tem nada haver com destino. É simplesmente a constatação de que tudo o que você fizer gera conseqüências. Ao movimentar o seu braço você desloca o ar e este irá mover a poeira que está sobre a mesa que por sua vez cairá dentro do copo do suco que você tomará, a poeira será digerida e sabe-se lá o que mais irá acontecer pelo simples motivo de você ter movimentado o braço.
Klêsha literalmente designa aflição, vem da raiz klis que é dor, sofrimento. Ánanda é o estado de felicidade inefável. É um estado de consciência ao qual se vivencia a felicidade por ela mesma, sem nenhum motivo.
Klêsha é o estado oposto ao de ánanda e para chegar a este estado de felicidade inefável precisamos passar pelas cadeias do klêsha. É como a citação que diz: “a aquele que não só venceu as cadeias do mal, mas também as do bem: a este eu chamo de sábio”. O yôga vai levar o praticante a coisas boas, mas também o levará a enfrentar tudo aquilo pelo qual tentamos fugir: medos, anseios, coisas mal resolvidas, deficiências, etc. Tudo isso será um degrau na evolução do praticante e será necessário passar por estes klêsha para seguirmos em frente.
Agora preciso que você abstraia o seu pensamento e tente imaginar um estado de existência ao qual você continua emanando karma e klêsha, mas não está mais preso a conseqüência deles.
Vamos tentar colocar isso em termos do cotidiano para dar um exemplo de como fazer isso acontecer com pequenas coisas: você está prestes a ganhar uma promoção. Um não-yôgin ficará ansioso[1] (klêsha), tentará fazer alguma coisa a mais para impressionar, mas pela ansiedade faz coisas erradas e mal feitas[2] (karma).
Um yôgin continuará fazendo o que ele sempre faz, independente da promoção. Suas ações estão fora da expectativa de seus resultados. Junto a isso não se gera expectativas, ilusões, desalentos. Muito menos exaltação ao ganhar a promoção. O que será reforçado é a confiança e o poder que o yôgin tem.
Depois de saber tudo isso, vamos redefinir:
Íshwara praṇidháná pode designar tanto a tentativa (manter-se fixo) de vibrar na mesma tônica deste estado de consciência ao qual a conseqüência do karma e do klêsha não entra em questão, assim como pode designar o processo abstrato em si.
Íshwara praṇidháná está ligado a agir e não em reagir. Preciso da promoção, pois minha mulher ficou grávida e por isso preciso ganhar mais dinheiro. Isso é reagir. Agir seria fazer tudo o que lhe foi designado a fazer de forma perfeita e por acaso seus superiores quiseram lhe promover por verem em você uma atitude empreendedora e positiva. É acertar o alvo com a flecha de forma precisa por estar comprometido com todas as ações que envolvem atirar uma flecha menos uma: a intenção de acertar o alvo. É o comprometimento em fazer a ação de forma perfeita, independente do resultado dela.
[2] A conseqüência do klêsha gera ações (karma) atabalhoadas e os resultados delas não serão bons.