A ilusão do livre arbítrio

Escrito em novembro 7, 2008 | Categoria: Português, Principal

Dilbert.com

Ilusão do livre arbítrio

Todos nós achamos que fazemos escolhas o tempo todo. Mas na realidade você só está repetindo padrões de comportamento e encaixando a realidade a aquilo que consideramos normal. Calma, já explico.

Nós fugimos da dor e buscamos o prazer. Dentro deste paradigma tudo aquilo que de alguma forma nos cause sofrimento nos faz gerar ações instintivas para nos afastar da dor. Na mesma medida nos faz gerar ações instintivas em busca do prazer. Até este ponto ok, você acha lindo e maravilhoso.

A questão é que a cabeça do primata humano, não há como dizer que a dor dele é prazer e o prazer dele é dor. Confuso? Quem em sã consciência ficaria sofrendo de ciúme o tempo todo por causa de algumas letras escritas em algum lugar? Não obstante existem pilhas e mais pilhas de ciumentos que gostam de sofrer. Isso mesmo, gostam de sofrer. Pois o padrão de comportamento adotado pelo bípede sapiens-sapiens o leva a arranjar alguém que proporcionará para ele o que ele já está acostumado a sentir: “prazer do sofrimento”. Parece paradoxal, mas é assim que funciona. Nós ficamos viciados nos neuroreceptores criados pelas emoções, sejam ela prazeirosas ou dolorosas.

Aqui entra a história do livre-arbítrio

Por mais que racionalmente você tenha dito que escolheu seu parceiro por que o ama, por que ele lhe completa, e todo aquele falatório de apaixonado, na realidade quem o escolheu foi seu inconsciênte levando em consideração aquilo ao qual você já está acostumado. Mesmo que isso signifique sofrer.

A indicação de que isso está acontecendo, é você proferir a frase: “eu só arranjo traste”. Quando você fala isso, ou algo parecido, que se acenda a luz vermelha. É você mesmo que quer que seus relacionamentos naufraguem. A pergunta que cabe aqui é: “o que foi que você escolheu?”

Nada, isso dentro da filosofia chama-se determinismo. Que diz que o indivíduo não tem poder de escolha nenhum e é resultado do meio que vive.

Qual é a saída?

É simples de explicar, difícil de implementar. Já que o resultado desta escolha insconsciênte é um tipo de comportamento, você terá que usar de uma força descomunal para trocar de comportamento, fazer outra coisa. Isso com o tempo irá gravar novas formas de comportamento e isso irá afetar uma rede de decisões suas impossível de prever. Mudar um pequeno comportamento tem reflexos em outros maiores.

Como as engrenagens de um relógio que por menor que seja, está movimentando e sendo movimentada pelas maiores.

Para isso o yôga tem seu próprio arcenal para trabalhar sobre isso: código de ética, mentalizações, ásanas musculares, respiratórios e outros quetais que irão ajudar a pessoa a mudar o que ela quiser e para onde ela quiser.

Se quiser se aprofudar no assunto, procure sobre samskáras, vásanas, egrégora e karma.

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2 Responses to “A ilusão do livre arbítrio”

  1. 1
    Thalyta Says:

    Adorei o textoo!!! É tudo de bom!!!
    bjobjo

    e bom final de semana!!

    Swásthya! ;)

  2. 2
    Anisio Says:

    Nossa, padrão o texto Marco!

    Impressão minha ou o tema da vez é samskára e vásana? Tenho visto em todo canto…

    Ou eu estou prestando mais atenção nisso, quem sabe.

    Gostei do “outros quetais”, hehe

    Abraço.

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