i_21.gif

i_22.gif

Tívrasamvêgánámásannah
Mridumadhyádhimátratwáttatô’pi vishêshah

Tívra é algo forte, intenso, violento, severo, pungente, pontudo, etc. Como curiosidade: Tívránanda é outro nome de Shiva.

Como vimos ánanda é felicidade, designa o estado de consciência no qual os yôgins conseguiram entrar em um dos tipos de samádhi. Nesse caso o nome Tívránanda está fazendo referência a aquele que chegou nesse estado de felicidade inefável através da severidade, da força, da violência. Reforçando assim o ponto de que realmente o yôga não é algo passivo ou molenga, ao contrário, pode ser extremamente vigoroso e difícil.

No caso do sútra, tívra é usado como advérbio de intensidade dizendo que é um samvêga intenso, que por sua vez designa veemência, agitação, fúria.

Ánám é usado quando alguém faz uma referência à outra, mas também é quando algo se torna propício, aqui é uma forma metafórica de dizer que o praticante deve se curvar a prática intensa e veemente para ficar propício (ánám) a aproximação (ásanna) ao samádhi.

Novamente vemos palavras como força, violência, veemência sendo empregadas por Pátañjali, mostrando novamente suas raízes brahmácharyas de repressão, força, submissão a um método.

No sútra I-22 temos a afirmação que a extensão (api) dos méritos (vishêsha) conquistados irá depender da intensidade com a qual o praticante se dedicar: fraca (mridu), média (madhya) ou acima/forte (abhi).

Veja Também

  • Comentário dos Yôga Sútra - I-40 - O tamanho da consciência
  • Comentários dos Sútras I-14 - Prática sem interrupção
  • Importância do dois primeiros sútras - Pátañjali não criou o Yôga.
  • Comentário do Yôga Sútra - I-41 Observador, observação e objeto