Este trabalho vem sendo feito por mim e a Instrutora Júlia Teixeira a alguns meses. Assim que conseguir um foto dela postarei na seção Fale Comigo para que se você quiser conversar com ela possa também. Vamos ao trabalho.

O Yôga Sútra é uma obra escrita por volta do século III a.C. na região que hoje é chamada de Índia por um sábio chamado Pátañjáli. A época em si é controversa, autores europeus atribuem a escrita do tratado por volta do século IV d.C. Enquanto os acadêmicos se degladeiam por causa de datas nós podemos debater sobre o que importa mesmo, o conteúdo do tratado de Pátañjali.

Em seu tratado Pátañjáli não deu nenhum nome ao Yôga que estava descrevendo, logo, cada um deu o nome que quis. Yôga de Pátañjáli, Rája Yôga, Pátañjála Yôga, Pátañjáli Raja Yôga, Ashtánga Yôga, Yôga Clássico, Yôga Darshana são algum dos nomes. O que importa é que ele tenha as partes definidas pelo seu codificador:

  • Yama - prescrições éticas (baseado no não fazer)
  • Niyama - proscrições éticas (baseado no fazer)
  • Ásana - técnicas orgânicas e corporais.
  • Pránáyáma - técnicas respiratórias
  • Pratyáhára - abstração dos sentidos
  • Dháraná - concentração
  • Dhyána - meditação
  • Samádhi - meta do Yôga.

Se por ventura você praticar Ashtánga Yôga e nunca sequer tiver ouvido falar em código de ética ou em bom sânscrito: yamas e niyamas, pode saber que o que está aprendendo é um Ashtánga Yôga moderno e não aquele sintetizado por Pátañjáli.

O mesmo acontece com os Yôgas Classicos ensinados fora desta estrutura descrita por Pátañjali. Pode saber que está aprendendo um Yôga Clássico “Moderno”.

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