6 ago
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abhyása vairágyábhyam tannirôdhah
O nirôdha vem através da (ábhi) sucessão initerupta (tan) do vairágya e do abhyása.
Literalmente, abhyása designa a repetição de um exercício ou hábito. Já vairágya é a indiferença para com aquilo que os sentidos percebem ou perceberam.
Quando fazemos um pránáyáma por exemplo, algumas vezes sentimos tédio. Achamos que já fizemos por muito tempo. Isso é a falta do vairágya, nossa mente não sabe o que quer, mas sabe que não quer aquela repetição infinita de mentalizações, respirações, etc. O vairágya é quando conseguimos ultrapassar essa fase de inquietação. Outra forma de vairágya é quando, por exemplo, fazemos um yôganidrá e temos uma vivência superlativa e em outro momento queremos repetir aquela vivência e acabamos por não conseguir justamente por estarmos muito conectados a uma vivência passada. Nesse sentido a dispersão é justamente a memória (smriti) daquela vivência boa. A indiferênça para com aquela vivência boa, a tal ponto de não querermos desesperadamente repetí-la é vairágya.
O Abhyása é a repetição de um determinado conjunto de técnicas por muito tempo, meses as vezes. Não é somente uma técnica, mas um sádhana, ou seja, um conjunto de técnicas para produzir determinados efeitos. Aqui é importante frisar que devemos ter uma prática balanceada, pois imagine fazer musculação somente no braço direito. Em algum tempo você conseguiria algum problema estrutural. Será que o mesmo não acontecerá se você só meditar? Swámi Shvánanda dizia que todo desenvolvimento unilateral é pernicioso.
A pesquisa por aqui fará o Google tentar achar conteúdo próximo ao conteúdo deste site, por exemplo: se procurar por "tapete" ele mostrará resultados referêntes a tapetes de yôga e não o tapete que você usa em sua casa.
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