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Tadá drashtuh swárúpê’vasthánam

Quando completarmos a missão de fazer nirôdha nos chittavritti, então (tadá) a real forma (swárúpa) daquele que vê (drashtu) tomará o lugar (avasthana) dos chitavritti.

Aquele que vê, o vedor, é uma referência ao púrusha, o princípio consciênte, a causa não causada primeira do universo. Este conceito pode ser confundido pelo leigo com o conceito de Deus judaico-cristão, mas esta relação é imprecisa já que para aquelas cosmogonias Deus criou tudo e para o sámkhya o púrusha não criou nada já que ele é pura consciência e estabilidade, sem nenhum movimento ou ação.

O máximo que poderia haver é uma confusão com com o princípio criador chamado prakriti (natureza), mas mesmo assim haveriam alguns entraves pois a prakriti é um princípio feminino e o princípio Deus é masculino. São duas formas de ver o universo completamente diferentes.

O Sámkhya em vários momentos deixa transparecer que nasceu em sociedades matriarcais. Seu pensamento é baseado na observação e como os povos daquela época viam que quem gestava as novas vidas eram as fêmeas das espécies, então, devem ter montado seu pensamento atribuindo a criação de todo o universo por um princípio feminino junto com um princípio masculino (púrusha).

O conceito de observador, aquele de vê, vedor, é recorrente no Yôga Sútra e explicado mais a frente.

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