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Vrittayah pañchatayyah klishta aklishta

Pátáñjali classifica os vrittis em cinco categorias (pañcha) e considera que alguns são dolorosos (klishta) e outros não (aklishta). Encontramos no sânscrito uma peculariedade parecida com o português: a negação do termo através do prefixo “a”. Ex: moral, amoral, temporal, atempora, etc.

Klishta vem da raiz kliS (perigo; sofrimento, agonia, afligir, agoniar) e recebe diretamente os significados de sua raiz. Quando falamos que um vritti é prazeiroso ou doloroso estamos afirmando somente uma constatação de como o yôgin ou o samsárin (não-yôgin) percebe estes movimentos da consciência chamados de vritti. A questão é que pelo paradigma cultural ocidental, devemos nos afastar do “mal” e aproximarmo-nos do bem. Contudo faz parte da evolução do Yôgin passar pelas duas cadeias, tando a boa quanto a ruim, pois em termos universais esta dualidade é uma mera opinião e não uma realidade. Todo evento pode ser considerado bom ou ruim, prazeiroso ou doloroso, tudo dependerá de quem o interpreta. Veja sobre o bem e o mal explicados a partir da tolerância.

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