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Viparyayô mithyájñánamatadrúpapratishtham

Viparyaya é literalmente inventido, pervertido, contrário. Nos sútras é definido como mithyajñána, conhecimento (jñána) contrário, falso, inverso (mithya). Este conhecimento falso é devido a uma percepção errada, a não atenção a fidelidade (pratishtha) a real forma (rúpa).

Aqui rúpa não está somente ligado a uma forma visual, mas a um contexto muito mais abrangente englobando cada percepção como uma forma. Por exemplo: o animal que tenha vermelho e preto fortes em sua coloração está dizendo aos inimigos que ele é venenoso: não me coma! Quão quanto muitos animais somente tenham as cores mas nenhum veneno. A real forma (rúpa) da cor é só uma percepção visual e não o veneno em si.

Uma mera cobra d’água dentro de uma piscina embutiria medo pois a forma (rúpa) de cobra em nosso imaginário está ligado a perigo. Essa interpretação da forma sem a lealdade (pratishtha) a natureza real (rúpa) da cobra d’água é viparyaya.

É considerado um vritti (movimento, dispersão) pois, voltando ao exemplo da cobra na piscina, este conhecimento incorreto (viparyaya) iria gerar agitação mental, agitação emocional: medo e agitação física: sair correndo. Toda essa atividade é uma forma de vritti, não que seja ruim sair correndo de uma cobra, lembre-se que o próprio Pátañjali diz que alguns dos vrittis são dolorosos e outros não dolorosos.

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