Escrito em outubro 22, 2008 | Categoria: Português, Principal
Swámi Shivánanda é um dos mais respeitados Mestres de Yôga que viveu no século XX da nossa era. Escreveu mais de 300 livros sobre Yôga e tem discípulos espalhados pelo mundo todo.
Foi considerado o último grande mestre iluminado da índia. Ele é de linha vêdánta-brahmácharya, ou seja, oposta a nossa tantra-sámkhya, mas mesmo assim concordamos com vários aspectos de seus ensinamentos.
Lembre-se que ele é espiritualista, para ele Yôga serve para se tornar um com Deus. Não o Deus cristão, nem um deus atropomórfico, nem um deus ligado a qualquer idealização religiosa ou dogmática. É outra coisa!
Dado estas informações iniciais veja o que ele diz em sua Autobiografia, na página 37, 9a. edição, editora pensamento, sobre a frase: “Deus é meu professor”.
Em busca de um professor, cheguei a Rishikêsh (…) Há muitos estudantes egoístas que dizem: “Eu não preciso de um professor. Deus é meu professor“. Eles mudam suas próprias vestes e vivem independentemente. Quando se deparam com dificuldades e transtornos ficam desorientados. (…)
A graça do professor é necessária ao discípulo. Isso não quer dizer que o discípulo sentar-se-á inativo esperando um milagre que o levará ao samádhi (meta do Yôga). O professor não pode estudar pelo aluno. É ridículo esperar resultados advindos do professor (…) O professor pode guiar o estudante, esclarecer suas dúvidas, abrir-lhe o caminho, remover as armadilhas, os perigos e os obstáculos, e iluminar-lhe o caminho. Mas é o discípulo que deve dar, por si mesmo, os passos no caminho (…)
Ou seja, para aprender yôga de verdade, você precisará de um professor. E o mais importante, lembre que para o pensamento da linha que Shivánanda seguia, yôga era um caminho para chegar a Deus e friso a frase inicial proferida por ele: “Há muitos estudantes egoístas que dizem: ‘Eu não preciso de um professor. Deus é meu professor‘”. No ocidente isso é muito comum, espiritualistas que falam de desapego e tem um ego do tamanho do Brasil, dizem isso para se furtar a trabalharem seu próprio ego.
Dentro do Swásthya não temos uma visão espiritualista e para nós Yôga é uma forma de você encontrar a essência do Ser Humano, o self, a mônada, o púrusha (literalmente homem em sânscrito). Isso não tem correlação alguma ao conceito de Deus judaico-cristão. Por isso não confunda as coisas, quando ler a palavra Deus em livros de Yôga de linha espiritualista, eles não estão se referindo ao Deus que você idealiza. É outra coisa! Muito embora, existam professores ocidentais que gostam de misturar e realmente estão fazendo referência ao Deus judaico-cristão quando escrevem seus livros.
Se na sua cabeça agora ocorreu: “e como eu vou saber a diferença?” a resposta é simples: procure um professor.
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outubro 25th, 2008 at 1:02
elucidativo!