Escrito em março 29, 2009 | Categoria: Português, Principal
Este é o mecanismo básico em nosso sistema operacional humanóide. Todos nós andamos em direção do prazer e corremos da dor. Até aqui lhe parece lógico e aceitável. A confusão se instaura no momento que precisamos definir o que é dor e o que é prazer.
O prazer de um espécime sapiens sapiens não necessariamente é considerado prazer pelo outro. As vezes a dor de um é considerado prazeroso pelo outro. Um pântano difícil de encontrar saída.
Digamos que você em algum momento da sua vida colocou muita expectativa em um relacionamento que se viu frustrado mais tarde. Digamos que a experiência lhe tenha sido tão dolorosa que ficou gravado em seu inconsciente que aquilo você não quer mais. A questão é que isso é feito em áreas do subconsciente nas quais talvez sua lucidez ainda não alcance. Isso monta relações imprecisas.
No exemplo acima, talvez, a impressão que tenha sido gerada pelo inconsciente é que ligação afetiva forte gera dor, então você começará a fugir de ligações afetivas significativas.
Você boicotará inconscientemente qualquer tipo de relação afetiva mais profunda por estar operando na fuga da dor. Isso inevitavelmente lhe fará falar: “eu só arranjo confusão para minha vida”. Volto a frisar: se você fala que algo “sempre acontece” contigo, pode saber, o problema está em você, não nos outros.
Para seu inconsciente não importa as pequenas confusões, importa é que você não sofra a dor que já viveu anteriormente. Isso acontece o tempo todo, quando você ainda engatinhava e enfiou o dedo na tomada. Certamente não lembra do episódio, mas seu inconsciente sim.
Considere que aquele relacionamento malfadado do passado foi como um dedo na tomada, que lhe fez ter medo de chegar perto de uma. Claro que você não deixou de usar um aparelho eletrônico por causa do “trauma da tomada”, pois você aprendeu a lidar com a eletricidade.
Contudo, ao falarmos de emoções estamos lidando com coisas mais subjetivas e pouco treinadas em nós. O que faz com que ao falhar emocionalmente a intensidade da dor gerada nos faça desistir de tentar entender a eletricidade emocional.
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março 31st, 2009 at 0:56
Tambem tenho gostado muito dos seus artigos. Estou de acordo com o M. Says sobre ilusões em cima de um relacionamento. Quem sabe você possa nos presentear com um texto falando sobre as expectativas criadas em cima do parceiro. Devemos esperar muito de uma pessoa? Ou não devemos esperar nada? O que seria melhor para um relacionamento afetivo mais maduro?
Abraço.
Amanhã (1/4, dia da mentira) eu programei o post sobre expectativas
Abraços
março 30th, 2009 at 11:28
Estou gostando bastante dos últimos textos, há uma sincronicidade entre os acontecimentos aqui.
O melhor seria não criar ilusões em cima de um relacionamento, acho que isso ameniza a intensidade do “choque” quando não dá certo. Queria saber se existe algum tipo de relacionamento afetivo em que não haja apego pelo outro. Ainda não avaliei as consequências do choque.
Lhe enviei um email. Se não receber me avise. Foi para o *****@gmail.com tá?
Dia 1/4 vai sair o post sobre expectativas, as ilusões
O relacionamento ideal você terá que achar. O modelo mais confortável. O livro são as alternativas possiveis, é só escolher heheheh