Não fale namastê para mim

Escrito em junho 27, 2009 | Categoria: Português, Principal, mudrás

Cada linhagem de séria de yôga tem seu próprio cumprimento. Quando você vai ao Shivánanda Ahsram a saudação utilizada é “Hari Ôm”, no ashram de um dos discípulos diretos de Shivánanda a saudação é “Hari Ôm tat sat” and so on.

Namastê e namaskára são cumprimentos do indiano comum. Não necessariamente pertencem a alguma Escola Filosófica.

A corruptela

O ocidental espiritualizado deu a interpretação de que namastê significa: “o deus que está em mim sauda o deus que está em ti” eu gostaria de saber como é que tanta coisa cabe em uma única palavra… mas tudo bem.

Namastê é um termo do hindi que significa: “hello”, oi. Não acredita? Cheque o dicionário hindi.

Como o hindi tem influência direta do sânscrito, poderiamos dizer que namastê veio de namas + tê, sendo namas: saudação e tê o vocativo de “twa”: você.

Ou seja, “saudação a você”. E pela utilização tornou-se uma coisa só com novo significado, assim como guarda-chuva que te guarda da chuva.

Se sua intenção…

Se seu intento é usar o namastê só por que eu sou professor de Yôga e na sua cabeça isso é legal, mostra respeito, bla bla bla, então sugiro você me saudar com o termo usado pela minha escola: SwáSthya!

Pois usar namastê como saudação para mim tem o mesmo efeito de usar:  abraços, tenha um bom dia, até mais, felicidades, etc.

Mas eu prefiro…

E devo confessar que me irrita um pouco essa história de só por que eu ensino Yôga devo ser saudado por um cumprimento indiano comum. Se você quiser realmente me agradar fale SwáSthya.

Mas eu preferiria mesmo um cumprimento em português, pois somente faria sentido você me saudar com SwáSthya ou até mesmo com namastê, Hari Ôm, etc. se você fosse yôgin e soubesse dos protocolos das Escolas sérias de Yôga, senão fica um pouco afetado.

Se você visitar uma escola de aikidô você irá saudar o sensei curvando-se até o chão ou irá apertar-lhe a mão? Pois é…

Então se você não faz parte do meio cultural e só está falando namastê por que supostamente acha “legal”, então só me estenda a mão. É mais educado e mais polido desta forma.

Outra rapidinha

Mesma coisa para o pronám mudrá. Não incline a cabeça para frente. Inclinar para frente é saudação japonesa, pronám mudrá é indiano. Não misture as coisas.

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    10 Responses to “Não fale namastê para mim”

    1. 10
      antonio Says:

      bom dia,

      Li o livro “faça yoga antes que você precise” e fiquei com algumas dúvidas. Entre elas, tive algumas sobre mudrás. Quando utilizar cada um deles?


      No pújá é costumeiro usar o prônam mudrá, mas outros são possíveis.
      No mantra é usado prônam m., jñána m. e atman m.
      No pránáyáma principalmente jñána m. e atman m. Mas eventualmente prána m., apana m., e outros que conectam dedos específicos.
      No ásana utiliza-se livremente todos os mudrás. Contudo existem alguns que são específicos para determinados arquétipos, mas não dá para explicar resumidamente. É melhor fazer um curso de mudrás.

      Abraços

    2. 9
      MahaHanzanghanzan MahaDasa MahaDalit Dasa Says:

      Jay!
      Antes de mais nada, peço-Lhes Perdão pela forma absolutamente inadequada e pretenciosa com as quais tratei a Todos Os d’Essa Veneranda Escola Transcendental.
      Realmente, em se tratando de um Espaço que não é um Forvm Público, e não sendo admitido o tipo de questionamento por mim usado, porquanto há um Instrumento que se reserva o direito de agir de conformidade com o Seu Próprio Dharma, o que compreendo perfeitamente, julgo-me inconveniente e invasor… Queiram por obséquio relevar a minha grosseiria… Obrigado.
      Quanto ao comentário anteriormente requerido, já não mais faz nenhum sentido. Jay, Ram!
      Não pude saber a Graça de a Pessoa que com veemência me admoestou… Não obstante, além do meu pedido de desculpas, quero Lhe agradecer a Sinceridade de Seu Coração e o Cuidado em Gentilmente me conduzir a entender as Suas Justas Razões.
      Ciente de Sua Compaixão e Misericórdia, Caro Yogi, deixo-O, não sem antes Lhe desejar Boa Energia e Alvíssara.
      Aceitem as minhas mais Respeitosas Reverências Senhores e Senhoras d’Essa Gloriosa Casa … Ki, Jaya!…
      Om Tat Sat.

      “Aquele que é muito Querido a Mim, não agita os outros e não é por eles agitado”… (Shrimad Bhagavad-Gita 12, 15).
      MahaHanzanghanzan MahaDasa MahaDalit Dasa,
      by Hanzanghanz’Áctica Cosmic Comvna.

    3. 8
      MahaDalit Dasa Says:

      Fiz-Lhes um comentário sobre o “uso” de a “saudação”, já tão do gosto dos Ocidentais, e, por isso mesmo, Auspiciosa, “Namastê”, ou, “Namaskar(a)”… Mas, por Vcs tão vilipendiada… E, vindo sempre a esta Alvissareira Página, nunca a vejo… Aliás, vi-a em a ocasião na qual fora aqui depositada… Não mais… Curioso!… Perdoem-me a ousadia, sem no entanto querer ser grosseiro… Cadê o referido comentário?… Há um meio de o encontrar, haja vista o provável imenso volume de comentários aqui, diariamente, postados?… Quero, se isto, evidentemente, for da prática desta Veneranda Escola, ser notificado sobre o destino dado à aludida consideração… Porque, ainda que a mesma não aplauda a exclusão da famosa saudação, é de alguma forma uma apreciação digna, porque gestada em coração zeloso pela busca de um entendimento maior entre os desta atual Humanidade. Obrigado. Namastê!… Om Tat Sat.

      MahaHanzanghanzan MahaDasa MahaDalit Dasa,
      by Hanzanghanz’Áctica Cosmic Comvna.

      Olá, todo o conteúdo deste site é de minha autoria e responsabilidade. Faço parte do Método DeRose com muito orgulho, mas respondo por meus próprios atos e meus atos não são responsabilidade das instituições ao qual pertenço. Tenho certeza que não foi seu intuito fazer nenhum tipo de insinuação perniciosa referente a conduta das instituições a qual faço parte. Contudo, sou plenamente responsável pelos meus próprios atos, por isso se precisa culpar alguém pode me culpar.

      Sobre o comentário fantasma.

      Certamente eu lembraria de receber um comentário com um nome tão peculiar. Contudo não recordo de nenhum comentário assinado com este nome ou email. Por isso pode ter havido uma falha na postagem do comentário, afinal nenhum sistema é livre deles.

      Contudo, devo ser sincero contigo. É minha política pessoal reservar-me o direito de aprovar ou não os comentários já que este espaço não é um forum público. Se urge em seu íntimo o desejo de criar uma réplica para com as palavras que proferí, então é melhor criar o seu espaço (site, blog, etc.) e publicar lá os seus pensamentos. Esta é a forma democrática da internet. Mesmo que na hipótese de eu não aprovar o seu comentário, você tem toda a liberdade de expressar-se através de foruns públicos e do seu próprio espaço. Assim como eu respeitaria a sua liberdade de, em caso eu venha a escrever um comentário em seus sites, você aprovasse ou não a minha participação e não me sentiria melindrado pela recusa.

      Tente ir no senado federal, na Camara dos deputados, ou até mesmo na Camara de vereadores da sua cidade que são lugares chamados de “casa do povo” e tente subir a tribuna para discursar. Vai notar que o regimento da casa impede que isso aconteça.

      Cada casa tem suas regras, e neste site a regra é essa. Contudo, realmente não recordo de ver nenhum comentário seu por aqui.

    4. 7
      Camila Says:

      SwáSthyaa!!!!!!!!

    5. 6
      Vinicius Pessoa Says:

      *ocorrer

    6. 5
      Vinicius Pessoa Says:

      Ah Marco! Obrigado!

      Às vezes tenho calafrios ao escutar essa palavra…
      “Namastê”

      De uma forma geral, é suficientemente satisfatório se alguém me lança um olhar. Direto, fixo e sincero.

      Mas relevo…
      o cumprimento, acredito eu, é a menor das gafes que podem ocorrem no choque cultural entre algum leigo (desenformado ou o que é pior, mal informado) e alguém do mêtier…

      Paciência…

      Marco
      Um abraço !

    7. 4
      Wellington Albuquerque Says:

      Arigatô!!!
      Brincadeira, mais eu achei engraçado sua observação sobre o pronám mudrá, e fiquei imaginando as situações. Me fez lembrar as piadas,que sempre perguntam se estou virando um Herbívoro.
      rs….
      Mas faz parte. Afinal um passo para evolução, é sempre lembrarmos que um dia já estivemos um degrau a baixo, e em vez de olharmos o que nos esperava a frente olhávamos para os que estavam atrás.
      SwáSthya!!!

    8. 3
      Fernando Salvio Says:

      Interessante mesmo. Aqui no Brasil, com certeza vai virar moda esse negócio de cumprimentar com Namastê, depois da novela da Globo. Infelizmente…

    9. 2
      Daniel Tonet - Goiânia / GO Says:

      SwáSthya!

    10. 1
      Nelson Galvão Says:

      Me amarrei muito no texto. Parabéns. Namastê, ops, quer dizer, SwáSthya!!!! Hahahahahahahahha.

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