Relacionamento aberto (rev: 15 – 23/08/11)

Escrito em maio 24, 2009 | Categoria: Português, Principal

Antes de qualquer coisa, deixe-me tentar vaciná-lo contra o vírus da maledicência.

Eu não quero que você concorde comigo. Eu nem pretendo que você aceite. Eu quero que você respeite minhas opções, como eu respeito as suas. Eu só quero abrir um canal para que quem tiver curiosidade possa perguntar. Só isso. Quero achar quem já pensa como eu e poder contribuir de alguma forma.

No mundo existem maçãs, pêras, bananas, mangas, etc. Você tem todo o direito de detestar mangas e adorar bananas (sem trocadilhos), mas você não diz para um comedor de manga que ele TEM que gostar de bananas. Por que bananas são a fruta do Brasil (sic) e todo mundo gosta de bananas. Você tem que comer bananas!!! Ou pior: quem come manga é mal carater, quem come manga faz isso como desculpa para ser safado, quem come manga não é confiável.

Não obstante, eu já escutei isso sobre relacionamento aberto. Uma coisa não tem nada haver com a outra necessariamente. Quem se utiliza do relacionamento aberto para fazer atrocidades emocionais com outros não entendeu o que é relacionamento aberto.

Como funcionará

Eu te darei algum material para ler. Não sou psicologo, não sou nada mais do que um apaixonado pelo comportamento humano e adepto do relacionamento aberto a mais de 9 anos (com a mesma pessoa). Então se você perguntar algo sobre relacionamentos eu não irei responder. Só responderei se você me perguntar sobre relacionamento aberto ok?

Qualquer má educação, cinismo barato, comentários chulos eu irei excluir sem nenhuma dor na consciência.

Querendo manter o anonimato

É só deixar um acrônimo ao invés de seu nome se assim desejar. Você pode colocar um email nada haver, mas neste caso não poderei lhe avisar quando responder o seu comentário.

Pesquisa sobre relacionamento afetivo

Responda a uma pesquisa sobre relacionamento afetivo. Não importa qual o tipo de relacionamento que você mantém

Veja alguns resultados parciais sobre esta pesquisa:

O que é um relacionamento aberto?

Relacionamento aberto é uma modalidade de relacionamento afetivo no qual não há pressupostos e tudo é acordado entre os nubentes sem seguir nenhuma regra social, nem nenhum “politicamente correto”. Primando pela responsabilidade e liberdade.

A primeira coisa que você encontra pela internet sobre relacionamento aberto está conectada exclusivamente com a sexualidade. Excluem completamente o amor, o carinho, o respeito e o relacionamento afetivo em si. Olhando depreciativamente, julgando com adjetivos pesados algo que pode e deve ser olhado pelo prisma do amor e respeito.

Quem acha que relacionamento aberto é algum tipo de “cachorrada” é porque está confundindo o relacionamento afetivo (amor, carinho, respeito, etc) com a possibilidade de traição através da sexualidade.

Gosto muito quando encontro pela internet depoimentos como esse:

Em resumo, para quem não entendeu: nosso relacionamento é aberto no sentido mais amoroso da coisa. Não só para sairmos com outras pessoas, não só para o sexo, não para consumirmos outras pessoas. É aberto para os nossos desejos, as nossas vontades, e aos amores que nos inundarem o coração. – Do Blog Vaca Profana

Na prática como funciona.

Quando começamos nosso relacionamento, a primeira coisa que ela disse foi: “comigo pode pular a cerca, pois em nosso relacionamento não existem cercas. Desde que isso não roube o tempo do nosso relacionamento”

Perfeito, regras claras e objetivas. Esta regra para nós foi tão boa que ainda funciona perfeitamente mesmo depois de 9 anos de relacionamento estável.

Cada um de nós pode exercer sua individualidade sem que isso gere desconfianca ou insegurança no outro. Isso não caiu do céu, foi conquistado através de muito auto-estudo, carinho e compreensão mútua.

Eu já falei sobre relacionamento aberto sutilmente neste post.

Em meu relacionamento tanto eu quanto minha namorada temos outros relacionamentos paralelos. Sejam passageiros sejam mais duradouros.

Até a um tempo atrás eu não me permitia me apaixonar, não sei porque. Então aconteceu que me permiti e foi muito bom, gerou alguns nós emocionais menores que foram facilmente resolvidos e posso dizer que é mais do que possível.

Relacionamento aberto é swing?

Não. Swing é troca de casais. Estamos falando em relacionamento afetivo e até onde me consta é popular entre os adeptos do swing que os envolvidos podem transar a vontade, mas ninguém pode se apaixonar. Neste caso, seria um tipo de traição.

Quem tem um relacionamento aberto pode ou não se envolver afetivamente com outras pessoas. Em um relacionamento aberto pode tudo o que for acordado entre os envolvidos.

Desculpa para ser Infiel

Isso não é relacionamento aberto. Se proclamar com relacionamento aberto para então poder pular a cerca não é e nunca foi relacionamento aberto. Cercas são inexistentes neste tipo de relacionamento afetivo.

Veja a pesquisa que eu promovi sobre fidelidade, comparando o que conservadores, liberais e adeptos de swing/manage acham sobre fidelidade.

Um relacionamento aberto é baseado na confiança, sinceridade e carinho mútuo. Se alguém tem outros relacionamentos as custas da mágoa de outrem pode ter certeza de que não estamos falando de um relacionamento aberto de verdade, ou como disse um amigo sobre relacionamentos abertos: é um canalha querendo ser meio-canalha. Certamente se trata de alguém desajustado e pilantra que está fazendo os santos pagarem por seus pecados.

A regra de ouro dos relacionamentos abertos

Para fazer alguém feliz você não pode deixar outro infeliz.

Necessidade da exclusividade

Mas da onde vem a nossa necessidade da exclusividade? Por que achamos que a exclusividade é algo necessário nos relacionamentos? Veja o meu ensaio sobre a necessidade da exclusividade nos relacionamentos afetivos.

Sexualidade

Teriamos somente uma forma de encarar a sexualidade? Será que o amor é refem do sexo ou vice e versa? Será que não teríamos alternativas? Veja mais aqui.

O que Machuca é a Sensação de Perda

Faça uma análise crítica, séria e tentando não se deixar influenciar pela cultura novelesca vigente. Se sua cara metade transar com outra pessoa o real motivo pelo qual a traição doeria é a possibilidade de perder o outro não é verdade? Não é o fato de ter ficado com outra pessoa que lhe aflige o coração, mas a possibilidade de seu affaire se apaixonar por outra pessoa e lhe deixar.

Como normalmente em nossa cabeça somente existe a possibilidade de ficar com uma só pessoa por vez é patente para seu coração que seu cônjuge irá lhe deixar para ficar com a outra pessoa.

Sendo bem realista, analise com exatidão uma hipotética situação de seu cônjuge ter uma noite de amores com outra pessoa. Será realmente que as caricias de outrem lhe incomodam? Seria então a situação de “corno” ? Ou não seria a incomoda situação de perder alguém que ama e ficar sozinho?

Por mais que você arranje desculpas, o que no final está em jogo é a sensação de perda e a incomoda solidão que batem a sua porta. Como adoramos sofrer por antecipação instauramos a insegurança em nosso pensamento e tudo aquilo que você consegue pensar são conseqüências trágicas e fins hediondos para o seu relacionamento. Não precisa ser assim.

Ciúmes

Veja o post que escrevi sobre ciúmes.

Carência

Veja o post que escrevi sobre carência.

Expectativa e decepções

Nos criamos muitas expectativas e isso inevitavelmente se tornará decepção em um futuro próximo. Precisamos aprender como não levar as coisas a se tornarem uma decepção. O mecanismo é fácil de entender, basta aplicar.

Medos, erros, acertos e mentiras.

Veja como lidar com seus medos nos relacionamentos. O medo nos faz mentir e nos torna agressivos.

Brigas

Toda e qualquer briga se resume a estes argumentos e a esta cena:


YouTube Link 

Nada mais tenho a dizer sobre o assunto.

Idealizar demais

Eu noto isso ocorrer mais nas meninas do que nos garotos. Contudo, aqui pode ocorrer aquele mesmo efeito de que os garotos demonstram menos. Eu não consigo me lembrar de em minha adolescência ter idealizado a garota perfeita, a garota dos meus sonhos. Eu queria era namorar, beijar na boca, transar de uma vez.

Ficar idealizando o “perfeito” é dar um tiro no pé. Saber o que quer é bem diferente de idealizar.

Idealizar é aquele sonho pueril que se estende até uma determinada idade em que projetamos as qualidades que queremos em uma pessoa e nos decepcionamos quando a pessoa em questão não se esforça para adquiri-las.

É quase como fanáticos religiosos que querem a todo o custo lhe converter. Tenho certeza que você não quer ser como um fanático idealista e querer converter a todos os seus affaires com suas expectativas comportamentais.

Achamos que temos o toque de Midas, que podemos transformar aquele troglodita em um gentleman só porque queremos. As pessoas não mudam por causa de outras. Não adianta soltar aquele indefectível: “quem ama muda”. Isso é cultura de novela, história da carochinha. As pessoas somente mudam quando elas realmente assim o querem e usam o relacionamento como estopim para a mudança.

Se o príncipe encantado não quiser mudar, o que você irá fazer? Brigar, espernear, ficar chateada, fazer beicinho, chorar e por fim terminar o relacionamento dizendo algum mantra maldito como: “eu só encontro traste”?

Regras Pressupostas e Traição

Traição é acordar uma coisa e fazer outra. Aqui está o grande problema dos relacionamentos: as regras pressupostas.

Cada um de nós aprendeu aos trancos e barrancos determinados protocolos sociais para relacionamentos. Em cada cabeça essas regras tomaram uma forma, então eu espero que meu parceiro tenha A, B e C de comportamentos só que ele entendeu e pressupõem que deva agir de X, Y, Z maneiras.

Neste modo caótico, quanto tempo demorará para alguém cometer um deslize?

Pressupõe-se que quando você está com alguém não possa ficar com outro. Para alguns, isso implica em não poder nem olhar para outro ser humano. Outros pressupõem que se você não ligou é por que estava com outro(a)… e a lista continua até não mais terminar.

Vamos ser adultos e deixar as coisas claras, comunicação efetiva é a chave para qualquer tipo de relacionamento longo. Tudo que é tratado não é caro.

Por que ter um relacionamento aberto?

Este tipo de relacionamento propicia o treinamento de nosso emocional, amadurecendo emoções, tornando-nos mais estáveis. O auto-conhecimento proporcionado pelo relacionamento aberto é indescritível, eu não teria como enumerar a nuance de percepções sobre o mundo, a vida, a essência humana que aprendi, somente por ter que lidar com minhas próprias emoções e pensamentos devido aos desafios que um relacionamento aberto proporciona.

Acho que o mais importante de tudo é que o relacionamento aberto lhe permite ter uma segurança e autoconfiança que são inquebrantáveis.

Imagine seu relacionamento afetivo como um terreno que primeiro você lança as fundações, depois vai erguendo andar por andar de um prédio. Digamos que o arquiteto lhe mostrasse a planta de um outro prédio lindíssimo, destruir a construção anterior para “testar” como ficaria a outra construção não seria uma solução muito lógica, não obstante as pessoas fazem isso o tempo todo com seus emocionais. Depois do 5º. andar, já lhes falta ânimo para construir os outros andares. Demolem tudo, amargam um alto preço por isso e começam das fundações novamente.
Será que não seria possível, construir dois, três, quatro prédios ao mesmo tempo? Claro, vai gastar mais tempo, mais recursos e você precisa ser um ótimo administrador para que não falte nada para nenhuma das construções.
Ter um relacionamento aberto é isso, o incrível disso tudo é que as coisas parecem que se multiplicam ao invés de somar.

Quando você está em um só relacionamento é comum as coisas ficarem em um ritmo mais lento e as vezes estagnado pela convivência diária. Quando você entra em um novo relacionamento aquela empolgação de começo de relacionamento se estende para os relacionamentos antigos também. É algo que eu não sei lhe explicar o porquê, só posso lhe dizer que é assim sempre.

O sexo fica revigorado, a certeza do amor que você sente é renovado, tudo fica muito mais colorido. Só por isso eu acho que já valeria a pena tentar.

Até mesmo uma simples atração física que resulta apenas em envolvimento sexual, sem laços afetivos mais profundos, faz com que a rotina se quebre e gera tesão, atração, carinho, um “grude” na metade da laranja que acorda contigo todos os dias.

Relacionamento Aberto Não se Aprende, Se Sente.

Não digo que seja impossível, mas acho bem difícil um casal em que nenhum dos dois tem experiência no assunto conseguir transformar o seu relacionamento fechado em aberto.

Todos os relacionamentos abertos que eu vi funcionarem e que duram até hoje, com décadas de respeito mútuo e muito amor, começaram quando um dos nubentes já tinha experiência prévia e ensinou o outro como era. Foi assim comigo e com amigas e amigos que também optam pelo mesmo sistema de relacionamento.

Quando dizer que tem um relacionamento aberto?

Quando dizer que tem um relacionamento aberto.

Promiscuidade

Relacionamento aberto nunca foi e nunca será uma relação promiscua. Amigos e amigas que tem seus relacionamentos abertos são muito seletivos. As pessoas a quais eles mantém outros relacionamentos ou até mesmo transas casuais são pessoas as quais elas seguramente gostam bastante. Uma garota que é adepta deste tipo de relacionamento não é “sexo fácil”.

Os garotos são toscos

Eles aprenderam que tem que “chegar” na menina. Uns “caem matando” como se diz nestas bandas. Ao saber que determinada garota tem relacionamento aberto eles já pensam: “é só chegar e já era”. Só se o já era se referir ao fato de que ele vai levar um fora.

Os meninos precisam refinar seus modos e pararem de agir pensando com a cabeça de baixo.

Comunicação Ajuda a Dissipar Emoções

Deixar as coisas claras torna as emoções muito mais atenuadas. Lembre-se que elas só aparecem quando ainda não sabemos lidar com determinada situação.

Foram incontáveis as vezes que acertar os ponteiros deixam-me com uma sensação de alívio depois da conversa.
Quando eu falo acertar os ponteiros não estou me referindo a mania novelesca de querer ter a razão e não levar desaforo para casa. Não é brigando que as coisas se esclarecem e que você irá dissipar emoções.

A raiz das emoções é a ignorância de como agir perante a situação. Quanto mais as pessoas souberem da situação, menos emocionadas elas ficarão.

Não entendeu algo? Quer ver alguma explicação aqui?

Deixe um comentário que eu explico melhor. Pode-se usar do anonimato, mas se você deixar um email nada haver eu não tenho como me comunicar contigo dizendo que respondi sua questão. Se optar por deixar um email inexistente saiba que será sua responsabilidade de vir aqui checar se eu já respondi.

Quer explicar um ponto sobre a sua ótica?

Se você tem uma explicação infalível sobre algum tema aqui abordado. Ou acha que determinado assunto é pertinente ao relacionamentos abertos me mande um comentário e eu irei ler e se achar pertinente adiciono ao texto ok?

Sugestão de Leitura

Leia também

  • Pesquisa sobre relacionamento afetivo
  • Um relacionamento fechado pode tornar-se aberto?
  • As vezes para ser feliz, terá que ser diferente
  • O medo
  • Como um Coração deste tamanhinho pode amar duas pessoas?

  • » Arquivado em Português, Principal

    81 Responses to “Relacionamento aberto (rev: 15 – 23/08/11)”

    Páginas: « 1 [2] Show All

    1. 51
      Dir Says:

      Olá, acabo de entrar no seu site e achei tudo muito interessante.
      Mas uma coisa acabo de refetir. Conheço um casal, que hoje não está mais junto, que optaran por um relacionamento aberto, sugerido pela mulher e o homem aceitou por medo de perdê-la.
      Conclusão: a coisa não deu certo, é claro! Mas durou uns 3 anos. Ao todo, foram 11 anos de relacionamento.

      Mas o que mais me chamou a atenção é que esta mulher, após se apaixonar por outro e abrir o relacionamento, deixou o relacionamento com o namorado às moscas. Vida sexual quase inexistente, o encontrava super pouco, nunca tocavam no assunto da abertura depois que decidiram por isso, ficou fria com o namorado, não o elogiava nunca… etc, afim!

      Se eu aplicar isso para um relacionamento de amizade, tmb não daria certo, já que relacionamento é tmb convívio, estou certa? Se eu, após arrumar uma nova amizade, deixar a primeira de lado, é porque nunca foi amizade de verdade… ou porque está amizade perdeu totalmente a magia de estar juntos.

      Abraços!


      Ela chamou de relacionamento aberto, mas pelo que você me contou ela abandonou o namoro. E isso não é relacionamento aberto…

      Mas acho que não poderiamos dizer que “é porque nunca foi amizade de verdade”, foi sim, só que a vida, circustâncias e opções levaram a caminhos diferentes. Não quer dizer que nunca foram amigos e que tudo era uma mentira. Era verdade, era real… Assim como nos relacionamentos afetivos. Você está certo, para funcionar tem que ter convivência e interação.

      Ela chamou de uma coisa, mas fez outra…

    2. 52
      Dir Says:

      Eu já pensei em propor isso para o meu marido… na verdade, ele é o homem desta história que acabo de contar e a mulher é a ex dele. Mas por ele ter tido uma experiência tão frustrante, acho que seria mais complicado agora falar deste assunto com ele.
      De qualquer forma, quero amadurecer este assunto melhor dentro de mim, saber se é mesmo isso que eu quero e só depois tomar uma atitude.
      Afinal, acho que este é um assunto que precisa da reflexão de ambos antes de uma decisão. Não é uma coisa que se decide em 2 horas de conversa. Além disso, após aberto, o assunto não acabou. Muito pelo contrário, é ai que ele começa, principalmente no início para consertar erros, fazer ajustes, apoiar um ao outro. Isso é relacionamento de respeito, amor e confiança.

      Perguntas: vc e sua namorada ainda tocam neste assunto hoje em dia ou não é mais necessário? Eu sei que a próxima é pessoal, mas existe algo que te incomoda e vcs decidiram não fazer para magoar o outro? ou seja, que tipo de acordo existe entre vcs?
      E outra: Vc pensam m se casar? Achar maiscomplicado quando existem filhos no relacionamento?
      Muito obrigada pela pronta resposta!!
      Super abraço!


      Hoje em dia já está mais que assimilado, 10 anos de convivência faz com que a gente saiba o que o outro gosta ou não gosta.

      A sugestão é que você dê ao seu companheiro a liberdade que você quer para si primeiro. Incentivá-lo a ele tomar os primeiros passos é signigicativo em termos emocionais. Depois dos primeiros passos, ae sim você adere também. Isso é para ele ter uma experiência positiva sobre o assunto.

      Com relação a filhos, eu não posso dizer pois não pretendemos tê-los pois achamos que o mundo já tem muita gente. E se por ventura mais tarde, der na telha, sempre existe a possibilidade de adotar.

      Mas penso que quanto mais naturalmente você lidar com a situação, menos importância isso terá na vida das crianças. Elas só terão que ser instruidas de que as pessoas tem comportamentos diferentes e que um não necessariamente está mais certo que o outro, somente são formas diferentes de ver o mundo e que mesmo com os outros não respeitando suas opções você deve respeitar a deles.

      É assim que eu faria com os meus filhos, se iria funcionar ou não, não sei. Quando eu adotar um escrevo sobre isso eheheh :)

      Sobre os nossos acordos, na realidade só existem dois: “Não importa o que aconteça, sempre voltaremos para casa juntos” e “Pode fazer o que você desejar, desde que isso não roube tempo do nosso relacionamento…”

      No meio do caminho isso gerou conflitos, é claro, mas tudo foi se arrumando. As vezes precisavamos de meses para resolver os conflitos emocionais, as vezes 1 minuto.

      Sobre casamento, nós moramos juntos a quase 10 anos, compartilhamos alegrias e tristezas, compramos casa, carro, moveis e outras coisas juntos. Acho que isso vale mais do que um papel assinado dizendo que nós iremos ter uma vida mútua. Acho que no conceito popular seriamos considerados casados. Contudo não gosto deste rótulos, pois me parece medieval ter que ir a um cartório/igreja pedir permissão para o juiz/padre/pai para ver se “podemos” ficar juntos, como se nosso corpo e emoções pertencessem a outrem…

      Abraços

    3. 53
      Dir Says:

      Só mais uma obs!

      Todo mundo sabe como é estar apaixonado: só se pensa na outra pessoa, quer tê-la ao seu lado, enfim…
      Quando as pessoas em um RA se apaixonam por outra, não existem um período meio compicado, onde ficar com o outro pode ser meio estranho? Por estar com um, mas pensando na outra pessoa?

      No mínimo, meio desconfortante, não?

      Como vc lida com isso? e como lidou no início?

      Abraços,

      PS:. prometo que foi a última pergunta, hehehe


      Fácil, quando você está com uma pessoa, você está com ela. Quando está com a outra, está com a outra. Simples assim. Isso se treina com coisas simples do dia-a-dia como por exemplo: está tomando banho, esteja tomando banho e não pensando no que vai fazer daqui a pouco. Quando estiver trabalhando, esteja trabalhando e não pensando que queria descançar.

      Quando for comer, esteja comendo. Preste atenção no momento presente, na ação que está fazendo agora. A emoção é uma sensação, ela não precisa nortear suas ações e decisões.

      No fundo é usar aquilo que a natureza lhe deu para a finalidade que foi criado. A mente não foi feita para entender, foi feita para planejar e analisar. O coração não foi feito para decidir, foi feito para sentir. Esse problema que tu relatou existe quando seu coração decide ou quando você quer racionalizar um sentimento… No fundo é a mesma coisa que tomar banho pensando no que vai fazer depois. Está tudo conectado.

      Treinamento diário :)

      Certa vez um monge foi perguntado sobre o segredo da felicidade. Ele laconicamente respondeu: “O segredo da felicidade é comer quando tem fome, dormir quando tem sono, caminhar quando tem vontade…” :)

    4. 54
      Dir Says:

      É isso ai! Realmente é uma questão de treinamento. Lógico que isso tmb pode ser meio complicado no início, quando ainda não nos acostumamos completamente com a coisa, mas na vida tudo é uma questão de condicionamento.
      Muito obrigada pelas respostas. Além de rápidas, foram muito focadas!

      A gente se fala!
      Abraços!

    5. 55
      felipe Says:

      ´
      Eu e minha mulher não temos experiencias em relacionamentos abertos e casamos relativamente jovens….

      Ambos casamos virgens, (é …. acredite ¬¬)

      E estamos tentando ter uma vida nova com esse relacionamento aberto… ]
      eu me vejo outra pessoa depois que a gente abriu nosso casamento, apesar de não ter ficado com ngm nem ela….. mas eu estou carinhoso atencioso e preocupado realmente em perde-la de certa forma que eu mudei meu jeito de agir com ela….

      estranho é pensar que é promiscuo .,…. mas eu vou ler o post de ciumes agora para pensar melhor sobre …

      não sei se tem possibilidades de dar certo ou não … mas gostaria de manter contato com você pra poder melhorar minhas concepções e reações…

      agradeço qualquer auxilio


      Sempre leve em consideração que o outro não tem a intenção de nos machucar, as coisas não são intencionais. Compreensão, apoio mútuo e muita compreensão. Tenham um objetivo em comum, isso é que mantém as pessoas juntas, horizontes coencidentes. Propicie a mesma liberdade que gostaria de ter.

      Abraços e boa sorte :)

    6. 56
      felipe Says:

      esse negócio de ciumes é o que realmente atrapalha-me…
      ae acredito que todos os relacionamentos…

      como você diz… a relação entre ciúmes, medo e insegurança é muito próxima, e as mesmas resultam em desgraças…. nunca positivo….

      passei a ver minha insegurança como um sinal de imaturidade pessoal…. de má resolução de mim comigo mesmo…. não de objeto externo para dentro… proposital…. feito de alguém para ferir outro…. vamos ver … espero em breve ter notícias boas sobre meu relacionamento…

      ninguém tem acreditado em relacionamento aberto….

      acho que preciso esperar a mulher tomar as decisões e meu momento de agir virá até mim … estou muito afoito…

      agradeço a resposta abraços

    7. 57
      Mery Says:

      Gostei muito de seu posicionamento, aliás, para ser um bom psicólogo nem sempre é preciso se formal em tal, como é o seu caso. Sim, eu também estou iniciando um RA e confesso que embora sempre tenha tido vontade de agir assim, ainda tenho um pouco de ciumes, daí, queria saber de sua experiencia no caso de encontrar seu RA “prioritáriio” com outra pessoa!! abraços


      O que você quer dizer com “prioritário” ? Abraços

    8. 58
      Bárbara Says:

      Nus…pra mim isso neim funciona…é moderno demais…RELACIONAMENTO ABERTO! aff…seim preconceito por qm adere,mais…qm qr ter isso não pode NAMORAR E MUITO MENOS CASAR;;;parec até brincadeira eu chegar e falar pro meu marido:Ei amor,hj vou sair com fulano,beijus e xau!.
      Meio seim néxo…CASOU? aaaaaah…então veim as famosas “Abridas de mãos”…acabo outros relacionamentos…é vida conjugal…!
      Bom….meu ponto de vista,néh! rs
      Beijãoo a tds!


      Assim como algumas tribos ao sudeste da Índia acham sem nexo você só ter só um marido (elas tem vários maridos). Assim como seria sem nexo para um mulçumano ter somente uma esposa. Assim como é sem nexo para um rabino judeu ter poucos filhos… assim como é sem nexo para tribos africanas as meninas terem seios grandes.

      Me falaram que em um pais tropical as meninas cortam os próprios seios para poder colocar um tipo de saco cheio de um gel para que os seios fiquem grandes… Você já imaginou uma coisa sem nexo como essa de mutilar o próprio corpo só para ter seios grandes… como é que eles chamam mesmo… ah! silicone?

      ehehheheh pois é… coisa cultural… você acha que não pode por que a cultura assimilada pela sua educação disse que não pode, mas na realidade certo e errado está muito mais ligado ao que é validado pelo grupo que você pertence do que a coisas serem possiveis ou não, tudo é possível. Mas o importante é isso mesmo que você disse: respeitar a opção dos outros. Talvez lhe interesse o texto que escrevi sobre a exclusividade nos relacionamentos afetivos: http://swasthya.marcocarvalho.com/necessidade-de-exclusividade-nos-relacionamentos-afetivos/

      Abraços

    9. 59
      rick michel Says:

      Bom,estou passando por um momento um pouco conturbado com a minha namorada e acho q um relacionamento aberto seria ,talvez,uma boa opção nós mudarmos um pouco com q estar acontecendo…mas vc disse que era dificil um ksal q tem um namoro tradicinal dar certo com um relacionamento aberto,faz um pouco mais de 2 anos q nos estamos juntos,vc acho q é possivel q de certo sem estragar o nosso relacionamento?


      Vai precisar de maturidade de ambos. Mais compreensão e menos picuinha… Conseguem pensar com a cabeça do outro?

    10. 60
      cristina Says:

      As explicações me convencem, apenas a vivência , a prática é que ainda é dificil. Meu conflito reside no fato da tortura de pensar ou imaginar que os mesmos carinhos e gozos serem também vividos com outra pessoa. È ele sentindo o prazer com outra pessoa, é eu pensar que sou diferente, especial e por isso só comigo ele sente o mesmo prazer. Como isto se resolve?


      Precisamos comparar com algo esdrúxulo para tentar fazer algum sentido. Imagine haver um lugar onde na sua percepção existe o melhor petit gateau do mundo. Que tem a melhor consistência, o melhor sabor, aquela delícia gastronômica. Pois bem, imagine que você viaja para algum lugar onde come um petit gateau tão saboroso quanto o primeiro.

      Uma experiência gastronômica invalida a outra? O gosto do primeiro vai se modificar só por que agora você comeu outro petit gateau em outro lugar? Acredito que o gosto de ambos ficará o mesmo independente de quantos petit gateau você provar na vida…

      Uma nova experiência de vida não anula nem apaga as experiências passadas, assim como as experiências passadas não anulam nem validam as que virão no futuro. Uma coisa não depende da outra necessariamente.

      Se os argumentos racionais acima lhe deram uma luz eles nunca serão suficientes para apasiguar o emocional. A única forma disso acontecer é você vivenciar o outro lado da moeda. Ao invés de você pensar nos “prazeres” em relação ao seu namorado, comece a olhar ao contrário. E se você estiver com outro garoto, o carinho que receber dele invalida o carinho que você sente pelo primeiro? É preciso que você vivencie isso na pele… 99% das nossas encanações não procedem quando colocadas em prática.

      Nós sempre achamos que temos uma orelha enorme que todo mundo vê.. que o corte de cabelo saiu errado e todo mundo vai achar ridículo, que o dedinho mínimo do pé esquerdo é tortinho para a esquerda e isso deixa o nosso pé horrível. Nos temos todas essas encanações corporais que também se extendem para os campos emocionais e mentais. É um padrão de comportamento humano achar que a galinha do vizinho é mais gorda que a nossa.

      A dica que eu dou é VOCÊ ficar com outro garoto para ver como é o outro lado da moeda.

      E isso você está vendo a coisa pura e exclusivamente pelo prisma sexual e o resto? E a afetividade, e o comprometimento, a ajuda mútua, o bem querer onde ficam?

    11. 61
      Cristina Says:

      E quando as pessoas que se relacionam dessa forma se interessam por uma outra que nao aceita a relação aberta, então abandonam ou ficam tentando catequisar a outra; mas dai a outra ja esta gostando ou se apaixonando. Então essas pessoas deveriam relacionar-se somente com o grupo que aceita esse tipo de relação. As monogâmicas não irão mudar mas podem sofrer e frustrar-se com uma relação que não terá futuro. Relação aberta se supõe que todos sabem das pessoas , os monogâmicos principalmente mantêm distância, mas porque querer aquele que não é assim. Não sei se me fiz entender, gostaria muito de uma resposta. Obrigada querido pela primeira resposta.


      Relacionamentos abertos não são para todos e nem são a solução para todos os males da humanidade.

      Um dos pilares do relacionamento aberto é a liberdade. Eu não posso responder por todos, mas a minha atitude é deixar claro desde o primeiro instante como eu procedo e dou toda a liberdade para a pessoa escolher se quer ou não, pq meu gostar não é condicional. Eu não gosto da pessoa por que ela fica ou não comigo. Eu gosto da pessoa e ponto. O que ela decidir fazer com isso é uma livre escolha dela. A melhor liberdade não é aquela que você tem, mas aquela que você concede. Logo, ter relacionamento aberto e “forçar” que outra pessoa tenha é não ter entendido o X da questão.

      Ao ter um relacionamento aberto, você não está carente de atenção, muito menos na “seca”, logo você não precisa precionar em nenhum sentido. É como a alimentação… Quando estamos bem alimentados selecionamos a qualidade e a quantidade de alimento. Mas se estamos famintos nos alimentamos daquilo que estiver na frente.

      Se estamos “nutridos” emocionalmente, não precisamos forçar a barra com nada…

      E eu já tive um relacionamento com uma pessoa que não se sentia confortável com a idéia de relacionamento aberto. Posso dizer que tivemos momentos muito felizes e hoje somos amigáços, sempre estamos nos vendo regularmente, o carinho e o “se importar muito” continuam fortes como nunca.

      Abraços

    12. 62
      Isaac Hernandes Says:

      Oii Eu acho que relacionamento aberto é aquele relacionamento que estar somente no chamado”fica”não é?
      Mas me explique o que é relacionamento aberto no real sentido?
      pois na minha opinião relacionamento aberto estar num relacionamento com uma pessoa mas estar aberto para outras…é o que acho..mas quando a pessoa estar solteira pode-se dizer que tem um relacionamento aberto?
      abraço..


      Você leu o que eu escrevi?

    13. 63
      claudia Says:

      Tenho um relacionamento de 3 anos e há 1 a e 4 m moro com o meu marido, temos uma filha com a mesma idade. Fiquei muito fria depois q tive minha bebe, mei sem amor proprio, rude com ele, frigida na cama. Sempre depois de brigar ameaçava ir embora, a ultima briga foi no começo de março deste ano. Enfim, ele reencontrou uma ex namorada, que por sinal está separada, e saiu com ela algumas vezes. Ele disse que já se sentia separado de mim e portanto livre. Eu não estava separada dele, me senti traída.
      Depois de refletir algumas horas e ter uma conversa franca, onde ele assumiu o erro e me fez enxergar o quanto diferente eu estava do inicio do namoro, decidi por impulso que iria continuar com ele e mais, que ele poderia manter este relacionamento ou caso com esta mulher. Instiguei-o a uma relação a tres (sexual), e ele ficou super animado…
      Sinceramente, como vc postou acima, o que eu sinto é condizente: estou com um medo enorme de ficar sozinha e talvez tenha aceitado esta relação extra conjugal dele. Ainda não teria coragem de ficar com outros homens…
      Ao mesmo tempo fico excitada com a idéia de transar a três,de imaginar o que eles estão fazendo (INCLUSIVE PEDI QUE ELE ME CONTASSE QUANDO FOSSE SAIR COM ELA, Q USASSE CAMISINHA E Q DE MODO ALGUM A ENGRAVIDASSE).
      A nossa relação, apesar de pouco tempo depois da revelação, melhorou em 150%, sinto a minha vagina latejar quando o beijo, coisa q nao acontecia a muito tempo, Tenho desejo, tesão, quero aceitar e fazer carinhos, mudou muito.
      Mas, não sei se vou aguentar esta situação. Agora tenho muito ciumes dele. Vou tentar. Tenho medo de perdê-lo para ela.
      Que coisa louca


      Já conversaram sobre o oposto? Se você ficar com outras pessoas?

    14. 64
      Ju Says:

      Como seria esse fato de “Pode fazer o que você desejar, desde que isso não roube tempo do nosso relacionamento…”? Como é isso no dia-a-dia? Por exemplo, o casal tem um relacionamento aberto, e ele/ela está conhecendo/saindo com outra pessoa, naturalmente, na forma com você explicou, aí chega um determinado dia e a “pessoa 3″ chama ele/ela pra sair, e ele/ela responde: hoje não, hoje é dia de ficar com a “Adriana/Roberto..etc”, seria assim? São esse detalhes que gostaria de entender. Obrigada


      Isso é uma regra que funciona para mim… não necessariamente funcionará para outros. O termo “aberto” significa principalmente que vocês irão criar os seus próprios acordos que irão falhar e outros acordos que irão prosperar. Com isso em mente:

      No meu caso as coisas não são tão formais e certinhas assim: Seg qua é dia de fulano, ter e qui de beltrano, sex e dom de siclano e sábado eu não faço nada. É uma coisa mais fluida e mais expontânea. Mas existe um entendimento entre todas as partes de que todos nós precisamos de atenção, logo, não fica uma briga de criança de “ai hoje é meu dia”… É como risada, se segura dá mais vontade ainda de rir. Se rir de uma vez, gasta e pronto. Tudo aquilo que é represado torna-se mais potente, principalmente emoçoes e vontades… Se deixamos fluir com naturalidade torna-se mais sutil. Tenha isso em mente :)

      Pois nada adianta esta com um querendo ficar com o outro. Isso seria autoenganação e um desrespeito com aquele que estamos fisicamente. Logo, se estamos com alguém é porque queremos realmente estar ali. Neste sentido as coisas se tornam mais verdadeiras. Querer estar naquele momento ali com aquela pessoa não significa que você nunca mais irá querer estar com o outro, ou que aquilo que sente pelo outro irá se diminuir.

      A pergunta que sempre me fazem é: “Ah! E se a pessoa passar mais tempo com as outras do que comigo…” Bom, neste caso não é mais justo realmente ser assim? De que adianta ter a pessoa presente corporalmente, mas com as idéias e coração em outro lugar? Não é um desrespeito com ambos uma situação assim? Falando assim parece óbvio, não obstante é o que os casais se fazem todos os dias até que começam a surgir as pequenas implicancias que nada mais são que sinais de que a presença do outro é uma ameaça ou que inconscientemente queremos que o outro vá de uma vez mas conscientemente não temos coragem de dizer isso. Como isso vai sendo represado, chegará um momento que explode. Será que não é mais justo, humano, carinhoso e verdadeiramente amoroso deixar as pessoas seguirem seu caminho? Este desapego pode ser entendido por muitos como desleixo, mas pode acreditar: é amor verdadeiro. Você gosta tanto da pessoa que o bem estar dela está acima da sua necessidade de tê-la por perto.

      Uma vez li uma frase que exemplifica bem isso: “Amor de gaiola: se importa mais com a posse do que com o bem estar do outro”. Até tirei uma foto disso, veja no meu face: http://www.facebook.com/photo.php?fbid=1876672247639&set=a.1876668007533.2105820.1566235600&type=1

    15. 65
      Hannah Says:

      Olá…..
      Gostaria muito de saber a opinião de vocês quanto a meu namorado
      que propôs um relacionamento aberto só para ele?


      A minha opinião é que isso é qualquer coisa, menos relacionamento aberto… Embora, eu considere que se todos concordarem com a situação e ela não provocar nenhum tipo de problema para ninguém então não há por que não fazer. O que eu quero dizer é que você não precisa aceitar ao mesmo tempo que não precisa deixar de aceitar por convenções. COntudo se sentir-se oprimida por tal condição, então não deve aceitar.

    16. 66
      Rogério Says:

      Olá, após ler a sua matéria, eu e minha esposa decidimos fazer uma experiência com o relacionamento aberto, pois estavámos atraidos por outras pessoas. Aconteceram alguns desentendimentos devido a nossa inexperiência com essa situação, e , depois de algum tempo, ela me pediu que terminasse com a minha parte do r.a., o que fiz de forma “oficial”, mas ela, que tinha parado de ver o seu “outro”, apenas deixou a situação como se tivessem terminado. Eles tiveram uma briga antes de terminar, porque a ex-namorada dele ligou na nossa casa para saber a decisão da minha esposa, se queria ficar com ele definitivamente ou não. Logo em seguida, ela ligou para ele, e, na discussão, ele disse que ela deveria se jogar pela janela… detalhe: moramos no 10º andar. Passaram uns três meses e ela decidiu voltar a sair com ele, porque precisa da atenção e dos carinhos dele, e do sexo também, é claro. Eu achei isso um absurdo, o sujeito manda ela se matar e depois ela volta a querer ficar com ele. Isso está me gerando um grande sofrimento, tanto que eu perdi totalmente o desejo sexual por ela, e acredito que, no fundo, ela está apaixonada por ele, porque ele diz que ela é a mulher da vida dele e quer se casar com ela. Nós estamos casados há 17 anos e temos mais 3 de namoro, e um sujeito com quem ela começou a sair em dezembro do ano passado está causando toda essa confusão. Fico pensando se ela não está se iludindo com essa situação, e a que ponto irá a minha desilusão com a decisão dela de voltar com esse cara. Desculpe o desabafo, mas estou muito confuso com tudo isso, não sei direito o que pensar. Considerando a sua experiência, o que você tem a dizer.
      Um abraço, Rogério


      Conflitos sempre irão aconecer, é inevitável. A questão é como lidamos com o conflito. O primeiro passo é saber o que realmente queremos para nós. Parece obvio isso, mas não é. O que você realmente quer para você?

      Não importa o que ela esta fazendo ou deixando de fazer, o que realmente importa para você. Onde o Rogério quer estar, ser e sentir daqui a 1 ano, daqui a 5 anos, daqui a 10 anos. Que tipo de coisas você quer ter, ser e sentir nesse período. Se isso não estiver claro na sua mente não há nem como avaliar a situação direito e para piorar o emocional irá distorcer tudo.

      Dentro daquilo que você quer ter, ser e sentir, a sua esposa/marido faz sentido na equação? Parece egoista pensar assim, mas é a forma que conheço para realmente tirar o emocional da jogada e finalmente poder tomar decisões lucidas. As vezes duras, mas lúcidas. Sempre lembrando que por mais dura que uma decisao seja, ela não precisa ser injusta.

      Lembre-se de tudo o que viveram juntos, tudo o que construiram juntos. Projete isso para o futuro… Faz sentido? Se faz, então agora você vai ter que ajudá-la(lo). Esqueça os: “Ah mas ela/ele fez isso… Ah.. mas ela/ele deixou de fazer aquillo….” Concentre seus esforços em fazer o que tem que ser feito para os dois serem felizes. Evite com todas as forças entrar no jogo de combate de egos, onde cada um segura os seus trapos e ficam feito dois touros dando cabeçadas defendendo seu território. As cabeçadas aqui são usar como argumento os erros dos outros.

      Sabe o que quer para si?

      Sem saber para onde quer ir é impossível escolher um caminho para seguir.

      Existe dependencia emocional?

      Filhos, casa, dinheiro? Dependencia financeira do marido para com a mulher ou vive-e-versa entre outras coisas criam um dependencia emocional que faz com que façamos ou deixemos de fazer determinadas coisas em respeito a terceiros que estão envolvidos. Isso ofusca completamente o real sentido de nossas vidas, nos fazendo abrir mão de nossa própria felicidade em nome de uma “causa maior”. Essa renúncia tem um custo afetivo. Chegando ao ponto que não mais poderemos pagar e a bomba explode. Renunciar a suas próprias aspirações pode ser vista como uma demonstração de amor, mas também é uma demonstração de falta de amor próprio. Nunca seremos realmente felizes se não vivenciarmos essa felicidade através de nós mesmos e através da felicidade do outro.

      Deixe de lado o erro do outro

      É fácil apontar o dedo para os outros, o mais corajoso é aquele que consegue apondar os seus próprios erros. Se apontar os erros alheios resolvesse alguma coisa não existiriam divórcios. Então troque a tônica, não adianta em nada falar que ele/ela errou ao invés disso construam juntos uma solução que seja boa para ambos. Assim fica mais fácil para ambos abrirem mão de pequenos pontos e entrarem na opção do ganha-ganha.

      Ache uma forma eficiente de se comunicar.

      As vezes escrever é a melhor forma. Falar ao vivo pode ser mais eficiente, mas em determinados níveis emocionais torna-se um tiro no pé. Quando algo for muito denso, ou muito difícil de falar, melhor escrever. O ato de colocar algo em palavras é um processo racionalizador, depende da sua mente e não do seu coração. Isso deixará as coisas um pouco mais claras. Ajuda a organizar a cabeça.

      Coisa que na fala não dá. Se estivermos emocionados, isso irá refletir nas palavras e terá (muitas vezes) o impacto contrário ao que desejamos. Seja esperto!

      O Coração serve para sentir, não para fazer sentido

      Quem dá sentido as coisas é nossa cabeça e não nosso coração. Não tente entender o que sente, isso só leva a mais confusão mental. Simplesmente sinta. Se algo está doendo é por que tem algo machucando. Se tem uma sensação boa é por que aquilo é bom. Simples assim, sem interferência dos significados mentais.

      A melhor decisão é….

      … aquela que é boa para todos. E é sua responsabilidade fazer com que isso seja verdade. Não espere que o outro resolva seus conflitos. Eles são seus, resolva você mesmo. Ninguém pode fazer a tarefa de casa por você.

      Não importa o que aconteceu…

      Importa é o que vocês querem que aconteça daqui para a frente. Acusar o outro é o mesmo que pedir para ele não querer ajudar… então NÂO FIQUEM SE ACUSANDO…

      A liberdade que quero é aquela que consigo dar…

      É comum querermos certas liberdades e negarmos isso ao outro por medo. Se você quer fazer determinada coisa dentro do seu relacionamento você tem que conseguir deixar o outro fazer também. Ao conseguir deixar o outro fazer aquilo que você deseja ter para si é sinal que há amadurecimento emocional suficiente para arcar com as eventuais consequências.

      Medo de perder…

      É o medo de perder que destroi tudo. Tudo aquilo que tivermos medo de perder um dia perderemos. Isso acontece pela dependencia emocional e expectativas que criamos em relação a outras pessoas. Como o outro é independente de nossos desejos e aspirações começamos a tentar controlar suas ações para que elas se encaixem naquilo que queremos e acreditamos. Com isso vamos tolindo a liberdade de escolha do outro e isso inevitavelmente um dia o outro deixará de renunciar a sua própria vontade e irá querer se libertar da situação. O Medo estraga tudo…

      Sugiro a leitura do livro A cama na Varanda da psiquiatra Regina Navarro.

      Rogério mostre isso a ela. Levando em consideração que ela possa ficar brava por você ter exposto a vida dos dois aqui. Se esse for o caso terá que achar uma outra forma de mostrar isso a ela.

    17. 67
      Rogério Says:

      Olá Marco,

      Achei a sua resposta muito interessante, bastante imparcial, o que também foi a opinião dela. Gostaria de acrescentar alguns detalhes a essa história. A minha esposa estava fazendo terapia, e a sua terapeuta, com base naquilo que conversaram, recomendou que a minha esposa se separasse de mim, ou desse um tempo, e fosse viver a sua história com esse sujeito. Isso, é claro, deu uma “pirada” na cabeça dela, ficou muito confusa. Outros fatores como problemas no trabalho, fizeram com que ela ficasse muito confusa e com dúvidas a respeito de tudo.
      Nós tivemos uma longa e calma conversa nesse final de semana, e, segundo ela, a questão não é “eu” ou “ele”, e sim “eu” ou “ela”, pois ela disse ter vivido muito a minha a vida, feito muitas coisas por mim, e agora quer ser um pouco egoísta e ter coisas que eu não dou a ela. Por exemplo: Ele diz que quer ter um filho com ela, algo que eu nunca fui muito interessado em ter, e, agora que ela conseguiu definir que quer ser mãe, devido a terapia que fez, parece que é muito tarde, devido a idade dela (37), e eu, por minha vez, tenho baixa qualidade nos espermatozóides, o que torna muito difícil engravidar uma mulher. Não que ela queira ter um filho com ele, mas esse desejo dele mexe muito com ela.
      Uma informação que eu não coloquei anteriormente, é que tenho uma disfunção sexual, a qual estou tratando atualmente no Hospital das Clínicas, mas ela que viveu com isso durante todos esses anos de relacionamento, cansou, e agora tem um sujeito que não tem esse problema, assim ela não precisa se preocupar com o parceiro durante a relação sexual, e pode aproveitar o sexo como ele deve ser.
      Isso é bastante complicado para mim, também porque na primeira fase do relacionamento aberto, eu havia sugerido que tudo fosse transparente e nada fosse ocultado. Agora já não é assim, ela quer privacidade, não gosta de contar as coisas, primeiro porque não gosta mesmo, e segundo porque alega que eu depois pego algumas coisas que ela contou e “jogo” na cara dela. infelizmente, no meu modo de ver o que faço é confrontar as informações e comparar o que não está batendo. Ainda no meu modo de pensar, se a pessoa esconde algo ou mente, é porque não é coisa boa, eu prefiro tudo as claras. Parece que esse tipo de regra no r. a. depende de casal para casal. Claro, você disse que ficar acusando o outro não leva a nada. Gostaria que você comentasse sobre o que escrevi e como vê a questão da privacidade no r. a.


      Todos tem direito a privacidade. Imagine que eu te pergunte: Rogério, você foi na padaria? E você responde que sim… Então eu continuo: que horas foi? que horas voltou? Quantos pães comprou? Qual o nome do atendente? Tinha quindim? A quantas horas o pão foi assado? Eles tem licensa sanitária? O Alvará está em dia?

      O que você acharia que eu estou fazendo?

      Nós temos um comportamento neurótico em se tratando de namoradas/esposas por que nós invariavelmente projetamos nossa própria personalidade sobre a pessoa. Se alguém vem e tenta cortar sua mão fora você tira rápido a mão e fala: “Tá maluco?”. Até ae tudo bem, pois a mão faz parte do “eu”, contudo nos relacionamentos nós começamos a achar que o outro nos pertence exatamente como as partes de nosso corpo. É como se o outro fosse uma parte extra de nós. Então quando surge alguém que supostamente cria uma ameaça e irá tirar de nós essa nossa “parte extra” nós surtamos exatamente da mesma forma como se alguém fosse tirar nossa mão.

      Quando você fala “confrontar as informações e comparar o que não está batendo.” Se fosse comigo eu iria interpretar essa sua fala como cobrança ou desconfiança. Talvez no atual estágio do relacionamento de vocês que está claramente desgastado por vários fatores pretéritos qualquer coisa, por mais simples que seja, pode tornar-se motivo de conflito.

      Eu sempre recomendo que relacionamento aberto não ajuda a consertar relacionamentos, em muitos casos ele ajuda a piorar bastante. Pois os dois já estão saturados um do outro e não terão motivação nem força emocional suficiente para resistir aos gigantescos desafios do relacionamento aberto que depende de uma confiança, apoio mútuo, respeito e uma dose quádrupla de paciência…. Isso tudo é piorado pela expectativa e pelo condicionamento social que recebemos desde crianças.

      Eu proponho um exercício mental para você Rogério, não responda para mim, responda para você mesmo. Não existe resposta certa e as perguntas não estão em ordem de importância. É uma tentativa de achar a pergunta certa… aquela que você ainda não se fez, ou fez e se recusa a admitir, por medo de desmontar o status quo do relacionamento.

      - Você tem medo de ficar sem a sua esposa?
      - Se sim, medo de que?
      - Se ela realmente optar pela separação, o que isso representa para você?
      - Você tem medo de ficar sozinho?
      - Se ela não tivesse existido em sua vida, como seria sua vida agora?
      - Você fez algo desabonador em sua vida que se arrepende e tenta compensar isso dentro do relacionamento?
      - Existe alguma paixão passada mal resolvida? Que foi jogada para debaixo do tapete?
      - Existe alguma coisa na sua vida profissional que deixou de fazer por causa do casamento?
      - Por que você precisa ficar com ela? (para essa resposta o batido: “pq eu amo muito” não vale)

      Lembrando… eu não preciso (e nem quero) saber de nenhuma das suas respostas.. eu quero que você as responda sinceramente para você!

      Pense sobre isso…

    18. 68
      bru Says:

      meu marido me traiu mais agora ele que ter um relacionamento aberto com a pessoa que ele me traiu em concordo em ter mas não com que me traiu pois me doi pode se chamar de aberto?


      Relacionamento aberto é quando todos concordam… Contudo você tem uma sinuca de bico, pois você pode ou não aceitar. Se aceitar pode tentar colocar condições que podem ou não serem aceitas por ele. Se não aceitar já sabe a consequência.

      A pergunta que te faço é: Se o relacionamento está gerando infelicidade em você, por que você continua com ele? Sendo que a resposta manjada do “Ahhh pq eu amo muito ele” não serve para responder o que essa pergunta realmente quer perguntar.

      Toda e qualquer resposta que você der e que contenha “Ele” na resposta não servirá. Pois o conflito está dentro de você e atribuir a causa a algo externo irá tirar o foco daquilo que você realmente tem a resolver internamente, não lá… aqui!

    19. 69
      Daniela Says:

      Minha dúvida esta em como lidar com as doenças sexualmente transmissiveis em tempo de altos indices de HPV, dados estimam que 40% das pessoas tem e a metade não sabe. Sabemos que preservativo não protege de HPV.


      Você está confundindo relacionamento aberto com promiscuidade :)

      Fora isso.. camisinha e por que não exames regulares?

    20. 70
      I. Says:

      Primeiro gostaria de falar que gostei muito de todos os textos que li e de suas respostas aos inúmeros comentários.
      Recentemente meu namorado (temos um relacionamento de 3 anos) me propôs abrir o relacionamento. Nossa vida sexual não estava lá essas coisas e ele estava frustrado, cansado da rotina. Meu lado racional concordou. Então, 3 dias depois ele veio me contar que teve sua primeira experiência. Foi uma coisa boba, apenas um beijo com uma menina e ele ainda tinha bebido mais que o normal naquela noite.
      Eu desabei emocionalmente: esperneei, chorei, disse que não aguentava. Mas dentro de mim tinha um conflito racional x emocional. Duas semanas se passaram e eu usei esse tempo para refletir sobre a minha situação. Um lado da minha cabeça me mostra os fatos: ele continua carinhoso, atencioso, meu melhor amigo. A nossa rotina sexual melhorou intensamente. Entretanto meu lado irracional só consegue pensar que ele tem menos consideração por mim por ter feito aquilo. Eu tenho medo de acontecer de novo e de sofrer como estou sofrendo agora.
      Não sinto vontade de me relacionar com outras pessoas (mesmo que brevemente, por apenas uma noite). Às vezes sinto vontade de fazer isso apenas para que meu companheiro sinta o que estou sentindo agora, mas sei que esse é o motivo errado, então não faço nada. Entretanto, acho que essa vontade dele vem de frustrações de dentro do nosso relacionamento. Estou num turbilhão de emoções, não sei o que fazer.
      Como foi dito, “relacionamento aberto não se aprende, se sente”. Será que estou tentando aprender determinado comportamento quando eu deveria estar sentindo naturalmente?
      No fundo eu não acho que relacionamentos tradicionais funcionem, porque em algum momento vai existir a mentira. Mas não sei se estou preparada para abrir o meu relacionamento agora.

      Obrigada,


      Que bom… bem lúcida sua decisão de não fazer igual pois era pelo motivo errado. Era mesmo. Fazer para “dar o troco” é o pior motivo, pois só gera o resultado errado.

      Contudo, você pode fazer pelo motivo certo. Para perceber que ficando com outra pessoa você não amará menos o seu parceiro. Que você não irá considerá-lo menos. Que a sensação de rebaixamento que você está não é verídica. Você perceberá que a importância que você dará ao seu parceiro não irá se alterar por você ter ficado com outra pessoa.

      A única coisa a ser vencida é o medo. E o medo corroi tudo. Gerando emoções paralelas em bola de neve. A confusão interna que você sente é vinda do medo. Tente entender medo de que…

      Sugiro como leitura os livros a cama na varanda da Regina Navarro Lins e o livro Tudo o que você nunca teve coragem de perguntar sobre sexo do José Antonio Gaiarsa. Isso irá libertar melhor sua mente.

      Outra! É importate você não ficar entrando em parafuso por daquilo que você pressupôem que ELE está sentindo. É impossível adivinhar uma coisa dessas. Converse com ele. Diga seus medos. Isso irá gerar a sensação de cumplicidade que você está sentindo ameaçada.

      Bjos e qualquer coisa me escreva.

    21. 71
      Vivian Says:

      Ola! Tenho 28 anos, casada há mais de 3 com uma pessoa com quem estou desde os 17…(unico homem que conheci)… este ano, algo que nem sei explicar, aconteceu e estou pensando em um relacionamento aberto (gosto dele, mas estou sentindo interesse por me relacionar, nao se sexualmente com outras pessoas). Nao quero traí-lo, mas tbem nao sei como abordar esse assunto com ele… como começar uma conversa como essa?


      Da mesma forma que você começaria uma conversa sobre a reforma em sua casa. Aquela mudança estrutural que você gostaria de fazer, mas que acha que ele não irá gostar. Como você iria abordar o assunto? Use a mesma tecnologia. As meninas são mestres em falar daquela forma X que derrete o coração masculino ehehhe

      Outra possibilidade é você focar naquilo que você quer que aconteça. O que você quer que aconteça? Com isso na cabeça, pense: como eu tenho que falar para que isso aconteça? Tenho certeza que você vai chegar em um modo fácil. Certamente vai ter que vencer o seu próprio medo.

      Ultima dica é você dar a ele primeiro a liberdade que você quer para vc. Já de comum acordo de que em um futuro próximo vc tb vai querer uma experiência dessas.

      Boa sorte e qualquer coisa me avise.

    22. 72
      Carmem Flores Says:

      Como fazer esta proposta ao meu marido, pois ja fazem alguns anos que fiz esta mesma proposta a ele e ele me ignorou. Sinto que quero isso, mas ao mesmo tempo quero que ele saiba que nao e so para curtir outros homens, sem magoá-lo, pois a primeira coisa que passará na cabeça dele e quero sair com outros homens. Amo meu marido e quero viver algo diferente na minha vida e com ele ao meu lado.


      A melhor forma é você dar a ele a liberdade que você quer para si. É você de comum acordo, com tudo conversado estimulá-lo a ficar com outra mulher. Isso irá gravar na cabeça dele de que ficar com outra pessoa não pressupoem que ele deixará de amá-la, muito menos significa que ele deixará você. Isso será importante para que quando você for ficar com outra pessoa ele tenha a referência emocional de que ficando com outras pessoas isso não significa que você irá deixá-lo.

      tenha sempre em mente que o que maxuca é a sensação de perda e privação do outro. Na nossa sociedade é inaceitável você amar mais de uma pessoa ao mesmo tempo, pois no nosso registro comportamental como só ficamos com uma pessoa por vez, ficar com outra significa não ser mais amado. Isso não é verdade. Mas como é algo cultural, está enraizado lá no fundo do nosso ser e precisa de tempo, maturidade e muito amor para conseguir plantar um novo meio de ver relacionamentos afetivos.

      Sempre que ele ou vc responderem de forma agressiva ou emotiva aos percausos que certamente irão surgir tenha a clareza mental de perceber que isso se deve ao medo de perder o outro. Todo o trabalho consiste em, de forma sistemática, implantar a certeza emocional de que ninguém precisa deixar ninguém para viver outras experiências de vida.

      Qualquer coisa me escreva.

      Abraços

    23. 73
      Rafael Says:

      Olá,
      Minha namorada temos um R.A e agora ela está se mudando para outro estado, ela já teve um relacionamento aberto anteriormente e ambos achamos uma forma mais intima e cúmplice de relacionamento, no entanto como estaremos longe ultimamente tenho tido medo de perde-la, racionalmente, quando paro para pensar eu entendo e consigo superar isso facilmente até, mas as vezes me sinto inseguro, acredito que conversar com ela é a solução, e fazemos frequentemente isso, como é meu primeiro R.A. existem alguns pontos que eu acho que ainda não estou preparado para viver, apesar de concordar na teoria. Gostaria se possivel que me desse algumas dicas de como lidar com isso.
      Acha que é possivel manter um R.A. a distância?
      E outro ponto que tem me incomodado, Contar ou não contar os “envolvimentos extras”. Não queria ter de colocar uma regra nesse quesito, acredito que deva partir da pessoa a vontade de contar ou não. Mas no inicio acha que são necessárias regras desse tipo? E como solidificar a questão da confiança?


      Então, eu não tenho experiência com relacionamentos a distância. Não posso te dizer nada.

      Com relação a dizer ou não dizer acho que vai da naturalidade. Tem gente que gosta de saber os detalhes, tem gente que gosta de só saber que ficou, outras não querem saber de nada. Vai de cada um. Isso realmente é você e ela que tem que decidir o que é mais confortável.

      Solidificar a confiança depende muito dos horizontes de vocês dois juntos. Na realidade depende muito mais do que vocês querem para o futuro. Unido a isso uma sucessão de eventos nos quais vocês escolham ficar um com o outro.

      Abraços

    24. 74
      Nana Says:

      Olá, terminei um namoro por causa da dita cuja exclusividade, ele acha que isso não é existe e que não tem nada a ver com gostar e tal… gostei mto do que eu li e queria conversar um pouco mais sobre isso…me sinto confusa a respeito…


      Leu minhas considerações sobre o que a exclusividade representa nos relacionamentos afetivos?

      Qualquer coisa é só responder o email automático que o site gera avisando que o comentário foi respondido. Eu receberei a resposta em meu email.

      Abraços

    25. 75
      wilmar Says:

      Olá Markus e todos que leêm e participam desse marvilhoso site. Bom eu e minha namorada em vez de relacionamento aberto, somos adeptos ao swing, e essa opção foi naturalmente fluindo entre nós. O fato da opção do swing, foi uma forma de esquentar o nosso relacionamento que após 2 anos de namoro e traições fomos atrás de aventuras e apimentar a coisa entre nós. Digo uma coisa, após o swing, já 4 anos, a fidelidade, o amor, a confiança o companheirismo aumentou em 100 por cento entre nós. enqto namoro, nunca disse a ela que a amava e sempre estava querendo fugir do relacionamento, agora falo sem medo que a amo e isso é recíproco. Coloco uma diferenciação entre swing e RA, no primeiro só fazemos sexo com outros sempre juntos e isso é compromisso, jamais separados, o que nao acontece no RA. Mas, jamais diremos que, quem tem RA está errado, de jeito algum, achamos que tudo vale qdo se quer conservar uma amor, desde que a proposta seja mútua. Parabéns pelo site.


      Que legal Wilmar. Isso que eu gostaria de escutar de todos que aparecem por aqui… eu faço assim pq me faz bem, mas respeito você que faz diferente :) Se todo mundo pensasse assim tenho certeza que teriamos menos conflitos bélicos :)

    26. 76
      Iberê Says:

      Seguido leio o teu blog, interessantes teus posts.
      Te escrevo pra divulgarmos nosso blog, que ainda está em processo de expansão. rsrs
      Se quiser nos acompanhar e dar umas boas risadas de vez em quando:
      http://www.o-cercadinho.blogspot.com
      Será um prazer te ter nos visitando lá, viu?
      Abração,

      Heitor, Iberê e Wanderlei

      O que é O Cercadinho? Segue uma apresentação para te situares…

      Em cada relacionamento afetivo, os envolvidos ficam restritos a um espaço, O Cercadinho, onde acontecem as interações. Em algumas fases, está cheio de “queridas” (como diria nosso amigo Iberê), mas em outros, quase vazio. O Cercadinho é o resultado das conquistas amorosas, onde cada um preenche à sua maneira e gosto. Pode ter o critério de cotas e uma de cada: loira, morena, mulata, ruiva e/ou japa. O estilo Censo do Ibope, com faixas etárias e tipos variados. Até monogâmico com apenas uma mulher selecionada.
      Neste blog, somos três homens escrevendo relatos e histórias, sem pretensão literária sobre O Cercadinho. Heitor faz o estilo confuso e rebuscado. Apaixonante e cafajeste, este é Wanderlei. Seco, direto, objetivo e um pouco bagual com sentimentos, assim é Iberê.
      Nos textos, contraste de jeito, forma de escrita, mas em todos a disputa, competição em cativar mais devotas para O Cercadinho pessoal. Não haverá limites, pudor e senso, vamos querer duelar pela conquista de cada leitora.
      Entre no nosso Cercadinho e boa leitura.

    27. 77
      Mari Says:

      Amei os posts, parabéns! Porém, não sei como conseguir um parceiro que tope um relacionamento aberto dessa forma, digamos, lúcida e respeitosa que você apresenta no seu texto. Acho que pessoas dispostas estão em falta, pelo menos no meu meio. Os homens em geral e as mulheres também são bastante tradicionais nesse sentido (no tocante ao que acreditam ser fidelidade). O que fazer então para quebrar tantos paradigmas do que é um bom relacionamento amoroso? Como convencer uma pessoa a embarcar nessa comigo? De fato, tenho certeza que meu namorado não aceitaria… E olha que eu já o traí e acredito que ele também já ficou com outras (acho que vivemos a máxima: o que os olhos não veem o coração não sente)… E mais: como não entrar numa furada com um pseudo-liberal?
      Nossa… Minha cabeça fervilha de dúvidas.


      Mari, você não tem que convencer ninguém a fazer desta ou daquela forma. Senão seremos exatamente como as religiões que impoem UM certo e todo o resto é errado. O que você precisa fazer é deixar claro desde o início como você é. É preciso dar a liberdade que você quer para quem você gosta. Ao invés de pedir liberdade.. dê liberdade.. isso é muito transformador. É difícil para caramba NÓS aceitarmos mudar de paradigma. É necessário que VOCÊ se permita ser assim, e ser assim é você permitir que seus affairs façam o mesmo.

      Mas não pode ser aquela coisa monôtona de ai.. você fez então eu tb vou fazer. É um trabalho emocional de ter um passarinho na mão e deixar ele voar, se ele voltar para sua mão, ótimo, se não… tem outros passaros por ae.

      Por via de regra você não pode usar como argumento o que o outro fez ou deixou de fazer para fazer ou deixar de fazer :D Terão conflitos, terão desentendimentos, terão desafios como qualquer outro tipo de relacionamento. Leia coisas sobre poliamor.

      Como disse no texto, não é impossível, mas é bem mais difícil transformar um relacionamento fecha em aberto, do que já começar com as regras bem definidas :D Mas boa sorte. A minha sugestão é você propor para o seu namorado que ele saia com outras meninas, mas sem aquele toma-lá dá cá. É preciso viver a experiência emocional de não querer possuir a vontade do outro. Que nós nunca temos controle, mas imbestamos que temos.

      Abraços

    28. 78
      Carol Says:

      Se você pudesse escrever experiências de quem entra como “o outro” em um relacionamento aberto. Eu gostaria de ler. Acabei de conhecer um cara que é casado em relacionamento aberto. E tem as suas regras com a mulher dele. E eu tô saindo com ele e estou super confusa. Sofrendo um pouco. Porque eu absolutamente não sei o que pode, o que não pode, o que eu deveria falar com ele. Ou se eu devia sair correndo logo e nem pensar isso. Já fui uma vez a outra. E me senti péssima. é muita mentira. E isso, eu acho horrível. Mas está me parecendo um replay, e eu estou amedrontada. Não quero ser apenas um objeto sexual. é claro que eu quero achar um namorado, sei lá para que tipo de relacionamento (repensando, experimentando, revendo). Estou tão, tão confusa, que eu nem sei o que escrever. Eu sempre pensei um relacionamento aberto, como uma coisa mais perto de “one night thing”, sabe? Uma vez e nunca mais, em um acaso do destino. Mas… um relacionamento. O que pode? O que não pode? Um relacionamento monogâmico não garante que as pessoas vão ficar juntas. E nem um relacionamento aberto. Mas é a maneira de se relacionar. E eu estou me relacionando com ele. E tem emoção nisso. E eu posso sair com ele na rua? E se encontrarmos a mulher dele? Sei que cada acordo é diferente, mas….. Não, não quero ser um objeto sexual. E não sei o que eu sou. E estou sofrendo. E acho que vou sair correndo. Mas tenho vontade de ficar. E o que fazer com as vontades?


      Olá carol.

      Você tem que conversar com ele. Ver o que pode e o que não pode. Relacionamento aberto é justamente isso: comunicação. É não operar por pressupostos “o que pode o que não pode”… Vocês é que tem que definir se sair na rua de mãos dadas pode. Você precisa conversar com ele sobre o que você gostaria que fosse e ele irá lhe dizer como ele pode. Vocês farão ajustes pois não será 100% da forma como você quer e nem 100% da forma como ele quer. Mas tem que conversar. Falar para ele que isso é uma coisa nova para você e que você precisa da ajuda dele, que tem várias coisas que você não entende como serão e que você precisa da ajuda dele para entender melhor e que possivelmente você fará várias perguntas bobas mas que pede paciencia da novata (sorria olhando nos olhos).

      Fale, comunique-se. Você não precisa agradar, você precisa ser você. Ele gosta de você como você é. Seja você com seus medos, receios e alegrias. Isso é o que basta. Se não bastar, bola para frente que a fila anda ;)

      Qualquer coisa me escreva mais.

    29. 79
      Renata Says:

      Olá, estou ficando com uma pessoa há cinco meses. Como ele vivia me perguntando se eu levava a sério ou não, achei que namoraríamos. Numa dessas vezes que ele perguntou, respondi que por mim estaríamos namorando. Ele aceitou. Depois disso, ele foi numa excursão sozinho. Quando voltou, comentou que tinha tantas pessoas legais e que sentiu muita vontade de ficar com alguém. Então ele propôs que só ficássemos e tivéssemos um relacionamento aberto. Eu topei, mas disse que ele deveria ser companheiro, carinhoso; a única diferença em relação a um namoro seria que cada um teria liberdade para fazer o que quisesse e ficar com quem quisesse.Eu adorei a idéia, pois divido apartamento com uma amiga que tem relacionamento aberto. Sempre percebi que a relação deles é de muito carinho, e não tem aquela cobrança pesada do relacionamento fechado. Pois bem… não foi o que aconteceu comigo. Meu “ficante” nunca pode sair comigo ( e não estou cobrando que ele deixe de fazer o que gosta por mim). Por exemplo, hoje é segunda-feira e não o vejo desde quarta-feira passada. É claro que fiz outras coisas nesse meio tempo: fui a um show, sai com as amigas, aproveitei várias atividades do fórum social temático, mas procuro convidar ele para participar de algumas das minhas atividades. Já ele nunca pode ir e nunca me convida para nada (minto, ele me convidou para ajudá-lo a comprar uma estante pro quarto dele no sol escaldante do meio dia). Ele só me convida para ir na casa dele de noite.

    30. 80
      Bruna Says:

      Olá, gostei muito do seu post. Gostaria de entender um pouco mais como fica a sua relação com a sua esposa em relação aos parceiros dela, e vise versa.

      - Voces trocam um com o outro as experiências com demais parceiros (as)?
      - Chegam a saber respectivos nomes de parceiros, por exemplo, ” Ahh… e hoje, vc vai sair com o Fulano de tal”? Ou “Como foi a noite com a Fulana de tal?”
      - Já chegou alguma vez a mostrar alguma foto? Ou até mesmo ficar com alguém que ela já conhecia, ou vise e versa? Quando materializado por um rosto, não aumenta o ciúmes ( achar que o outro(a) é mais bonito(a) do que você/ ela)?
      - Como vcs combinam as agendas. Por exemplo, sábado estão os dois juntos em casa. Vc tem um encontro, e ela a princípio não parece ter nada. Voce simplesmente comunica que vai sair à noite? Ou rola um “convencimento”, um joguinho de “pode não pode?”.
      - Como fica a questão de se falar ao telefone, ou celular? Vc conversa com outras perto dela (pelo cel.)?
      - Os amigos de vocês sabem que o relacionamento é aberto? Não houve preconceito, principalmente de amigas em relação à sua esposa (de achar que ela é trouxa, ou que é vagabunda… coisa de gente ignorante).

      Enfim, as minhas dúvidas não são sobre o conceito, ou como propor e etc. Mas sim como é o cotidiano, o dia-a-dia, a prática de tudo isso..

      Sei que regras são combinadas, e isso vai depender do relacionamento. Mas me interessa, pela sua experiência, em saber como VCS lidam com isso. O que dá certo, o que dá errado.

      Bjs

    31. 81
      Soraia Says:

      Olá,

      Escrevi ontem sobre ciúme e hoje escrevo para perguntar outras coisas.
      Namoro há pouco mais de um ano com o um cara que já teve um RA antes e não deu certo (por inúmeros motivos e não quer dizer que tenha sido por sido).

      Nós nos conhecemos quando ele namorava essa outra pessoa e nos tornamos muito amigos. Na época, eu namorava um outro cara muito ciumento, em um relacionamento fechado. Mas, com as conversas eu e esse meu amigo (meu atual namorado) tínhamos, eu comecei a ficar curiosa (eles praticavam swing e além de ter um relacionamento aberto).
      Acabou que o relacionamento dele não deu certo e nem o meu e, depois de alguns anos, nossas afinidades se tornam interessantes a ponto de virar um relacionamento.
      Por enquanto estou muito feliz e esse relacionamento só tem nos unido. O que eu acho mais complicado é estabelecer “regras” (o ideal é acordos). Para quem nunca viveu um RA, somente vivendo as situações é que vamos sentindo o que faz e o que não nos faz mal. O que tem me deixado encucada é que, devido a uma situação específica que me deixou ciumenta, parece que estou querendo impor “regras” novas, como se não estivesse querendo ter um RA.
      Gostaria de saber de você se em algum momento aconteceu de sua parceira (ou de você) virar e dizer: “Olha! Essa situação específica está me incomodando demais.” Como lidaram com isso? Você (ela) desistiu da outra pessoa para tranquilizar sua parceira? Vocês entraram em um acordo com o que podia ou não podia ser feito? Ela aceitou?
      Sei que conversa é sempre o melhor caminho, mas às vezes acho que já conversamos tanto que vira um eterno retorno ao mesmo assunto.

      Beijos

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