Escrito em maio 24, 2009 | Categoria: Português, Principal
Antes de qualquer coisa, deixe-me tentar vaciná-lo contra o vírus da maledicência.
Eu não quero que você concorde comigo. Eu nem pretendo que você aceite. Eu quero que você respeite minhas opções, como eu respeito as suas. Eu só quero abrir um canal para que quem tiver curiosidade possa perguntar. Só isso. Quero achar quem já pensa como eu e poder contribuir de alguma forma.
No mundo existem maçãs, pêras, bananas, mangas, etc. Você tem todo o direito de detestar mangas e adorar bananas (sem trocadilhos), mas você não diz para um comedor de manga que ele TEM que gostar de bananas. Por que bananas são a fruta do Brasil (sic) e todo mundo gosta de bananas. Você tem que comer bananas!!! Ou pior: quem come manga é mal carater, quem come manga faz isso como desculpa para ser safado, quem come manga não é confiável.
Não obstante, eu já escutei isso sobre relacionamento aberto. Uma coisa não tem nada haver com a outra necessariamente. Quem se utiliza do relacionamento aberto para fazer atrocidades emocionais com outros não entendeu o que é relacionamento aberto.
Eu te darei algum material para ler. Não sou psicologo, não sou nada mais do que um apaixonado pelo comportamento humano e adepto do relacionamento aberto a mais de 9 anos (com a mesma pessoa). Então se você perguntar algo sobre relacionamentos eu não irei responder. Só responderei se você me perguntar sobre relacionamento aberto ok?
Qualquer má educação, cinismo barato, comentários chulos eu irei excluir sem nenhuma dor na consciência.
É só deixar um acrônimo ao invés de seu nome se assim desejar. Você pode colocar um email nada haver, mas neste caso não poderei lhe avisar quando responder o seu comentário.
Responda a uma pesquisa sobre relacionamento afetivo. Não importa qual o tipo de relacionamento que você mantém
Veja alguns resultados parciais sobre esta pesquisa:
Relacionamento aberto é uma modalidade de relacionamento afetivo no qual não há pressupostos e tudo é acordado entre os nubentes sem seguir nenhuma regra social, nem nenhum “politicamente correto”. Primando pela responsabilidade e liberdade.
A primeira coisa que você encontra pela internet sobre relacionamento aberto está conectada exclusivamente com a sexualidade. Excluem completamente o amor, o carinho, o respeito e o relacionamento afetivo em si. Olhando depreciativamente, julgando com adjetivos pesados algo que pode e deve ser olhado pelo prisma do amor e respeito.
Quem acha que relacionamento aberto é algum tipo de “cachorrada” é porque está confundindo o relacionamento afetivo (amor, carinho, respeito, etc) com a possibilidade de traição através da sexualidade.
Gosto muito quando encontro pela internet depoimentos como esse:
Em resumo, para quem não entendeu: nosso relacionamento é aberto no sentido mais amoroso da coisa. Não só para sairmos com outras pessoas, não só para o sexo, não para consumirmos outras pessoas. É aberto para os nossos desejos, as nossas vontades, e aos amores que nos inundarem o coração. – Do Blog Vaca Profana
Quando começamos nosso relacionamento, a primeira coisa que ela disse foi: “comigo pode pular a cerca, pois em nosso relacionamento não existem cercas. Desde que isso não roube o tempo do nosso relacionamento”
Perfeito, regras claras e objetivas. Esta regra para nós foi tão boa que ainda funciona perfeitamente mesmo depois de 9 anos de relacionamento estável.
Cada um de nós pode exercer sua individualidade sem que isso gere desconfianca ou insegurança no outro. Isso não caiu do céu, foi conquistado através de muito auto-estudo, carinho e compreensão mútua.
Eu já falei sobre relacionamento aberto sutilmente neste post.
Em meu relacionamento tanto eu quanto minha namorada temos outros relacionamentos paralelos. Sejam passageiros sejam mais duradouros.
Até a um tempo atrás eu não me permitia me apaixonar, não sei porque. Então aconteceu que me permiti e foi muito bom, gerou alguns nós emocionais menores que foram facilmente resolvidos e posso dizer que é mais do que possível.
Não. Swing é troca de casais. Estamos falando em relacionamento afetivo e até onde me consta é popular entre os adeptos do swing que os envolvidos podem transar a vontade, mas ninguém pode se apaixonar. Neste caso, seria um tipo de traição.
Quem tem um relacionamento aberto pode ou não se envolver afetivamente com outras pessoas. Em um relacionamento aberto pode tudo o que for acordado entre os envolvidos.
Isso não é relacionamento aberto. Se proclamar com relacionamento aberto para então poder pular a cerca não é e nunca foi relacionamento aberto. Cercas são inexistentes neste tipo de relacionamento afetivo.
Veja a pesquisa que eu promovi sobre fidelidade, comparando o que conservadores, liberais e adeptos de swing/manage acham sobre fidelidade.
Um relacionamento aberto é baseado na confiança, sinceridade e carinho mútuo. Se alguém tem outros relacionamentos as custas da mágoa de outrem pode ter certeza de que não estamos falando de um relacionamento aberto de verdade, ou como disse um amigo sobre relacionamentos abertos: é um canalha querendo ser meio-canalha. Certamente se trata de alguém desajustado e pilantra que está fazendo os santos pagarem por seus pecados.
Para fazer alguém feliz você não pode deixar outro infeliz.
Mas da onde vem a nossa necessidade da exclusividade? Por que achamos que a exclusividade é algo necessário nos relacionamentos? Veja o meu ensaio sobre a necessidade da exclusividade nos relacionamentos afetivos.
Teriamos somente uma forma de encarar a sexualidade? Será que o amor é refem do sexo ou vice e versa? Será que não teríamos alternativas? Veja mais aqui.
Faça uma análise crítica, séria e tentando não se deixar influenciar pela cultura novelesca vigente. Se sua cara metade transar com outra pessoa o real motivo pelo qual a traição doeria é a possibilidade de perder o outro não é verdade? Não é o fato de ter ficado com outra pessoa que lhe aflige o coração, mas a possibilidade de seu affaire se apaixonar por outra pessoa e lhe deixar.
Como normalmente em nossa cabeça somente existe a possibilidade de ficar com uma só pessoa por vez é patente para seu coração que seu cônjuge irá lhe deixar para ficar com a outra pessoa.
Sendo bem realista, analise com exatidão uma hipotética situação de seu cônjuge ter uma noite de amores com outra pessoa. Será realmente que as caricias de outrem lhe incomodam? Seria então a situação de “corno” ? Ou não seria a incomoda situação de perder alguém que ama e ficar sozinho?
Por mais que você arranje desculpas, o que no final está em jogo é a sensação de perda e a incomoda solidão que batem a sua porta. Como adoramos sofrer por antecipação instauramos a insegurança em nosso pensamento e tudo aquilo que você consegue pensar são conseqüências trágicas e fins hediondos para o seu relacionamento. Não precisa ser assim.
Veja o post que escrevi sobre ciúmes.
Veja o post que escrevi sobre carência.
Nos criamos muitas expectativas e isso inevitavelmente se tornará decepção em um futuro próximo. Precisamos aprender como não levar as coisas a se tornarem uma decepção. O mecanismo é fácil de entender, basta aplicar.
Veja como lidar com seus medos nos relacionamentos.
Toda e qualquer briga se resume a estes argumentos e a esta cena:
Nada mais tenho a dizer sobre o assunto.
Eu noto isso ocorrer mais nas meninas do que nos garotos. Contudo, aqui pode ocorrer aquele mesmo efeito de que os garotos demonstram menos. Eu não consigo me lembrar de em minha adolescência ter idealizado a garota perfeita, a garota dos meus sonhos. Eu queria era namorar, beijar na boca, transar de uma vez.
Ficar idealizando o “perfeito” é dar um tiro no pé. Saber o que quer é bem diferente de idealizar.
Idealizar é aquele sonho pueril que se estende até uma determinada idade em que projetamos as qualidades que queremos em uma pessoa e nos decepcionamos quando a pessoa em questão não se esforça para adquiri-las.
É quase como fanáticos religiosos que querem a todo o custo lhe converter. Tenho certeza que você não quer ser como um fanático idealista e querer converter a todos os seus affaires com suas expectativas comportamentais.
Achamos que temos o toque de Midas, que podemos transformar aquele troglodita em um gentleman só porque queremos. As pessoas não mudam por causa de outras. Não adianta soltar aquele indefectível: “quem ama muda”. Isso é cultura de novela, história da carochinha. As pessoas somente mudam quando elas realmente assim o querem e usam o relacionamento como estopim para a mudança.
Se o príncipe encantado não quiser mudar, o que você irá fazer? Brigar, espernear, ficar chateada, fazer beicinho, chorar e por fim terminar o relacionamento dizendo algum mantra maldito como: “eu só encontro traste”?
Traição é acordar uma coisa e fazer outra. Aqui está o grande problema dos relacionamentos: as regras pressupostas.
Cada um de nós aprendeu aos trancos e barrancos determinados protocolos sociais para relacionamentos. Em cada cabeça essas regras tomaram uma forma, então eu espero que meu parceiro tenha A, B e C de comportamentos só que ele entendeu e pressupõem que deva agir de X, Y, Z maneiras.
Neste modo caótico, quanto tempo demorará para alguém cometer um deslize?
Pressupõe-se que quando você está com alguém não possa ficar com outro. Para alguns, isso implica em não poder nem olhar para outro ser humano. Outros pressupõem que se você não ligou é por que estava com outro(a)… e a lista continua até não mais terminar.
Vamos ser adultos e deixar as coisas claras, comunicação efetiva é a chave para qualquer tipo de relacionamento longo. Tudo que é tratado não é caro.
Este tipo de relacionamento propicia o treinamento de nosso emocional, amadurecendo emoções, tornando-nos mais estáveis. O auto-conhecimento proporcionado pelo relacionamento aberto é indescritível, eu não teria como enumerar a nuance de percepções sobre o mundo, a vida, a essência humana que aprendi, somente por ter que lidar com minhas próprias emoções e pensamentos devido aos desafios que um relacionamento aberto proporciona.
Acho que o mais importante de tudo é que o relacionamento aberto lhe permite ter uma segurança e autoconfiança que são inquebrantáveis.
Imagine seu relacionamento afetivo como um terreno que primeiro você lança as fundações, depois vai erguendo andar por andar de um prédio. Digamos que o arquiteto lhe mostrasse a planta de um outro prédio lindíssimo, destruir a construção anterior para “testar” como ficaria a outra construção não seria uma solução muito lógica, não obstante as pessoas fazem isso o tempo todo com seus emocionais. Depois do 5º. andar, já lhes falta ânimo para construir os outros andares. Demolem tudo, amargam um alto preço por isso e começam das fundações novamente.
Será que não seria possível, construir dois, três, quatro prédios ao mesmo tempo? Claro, vai gastar mais tempo, mais recursos e você precisa ser um ótimo administrador para que não falte nada para nenhuma das construções.
Ter um relacionamento aberto é isso, o incrível disso tudo é que as coisas parecem que se multiplicam ao invés de somar.
Quando você está em um só relacionamento é comum as coisas ficarem em um ritmo mais lento e as vezes estagnado pela convivência diária. Quando você entra em um novo relacionamento aquela empolgação de começo de relacionamento se estende para os relacionamentos antigos também. É algo que eu não sei lhe explicar o porquê, só posso lhe dizer que é assim sempre.
O sexo fica revigorado, a certeza do amor que você sente é renovado, tudo fica muito mais colorido. Só por isso eu acho que já valeria a pena tentar.
Até mesmo uma simples atração física que resulta apenas em envolvimento sexual, sem laços afetivos mais profundos, faz com que a rotina se quebre e gera tesão, atração, carinho, um “grude” na metade da laranja que acorda contigo todos os dias.
Não digo que seja impossível, mas acho bem difícil um casal em que nenhum dos dois tem experiência no assunto conseguir transformar o seu relacionamento fechado em aberto.
Todos os relacionamentos abertos que eu vi funcionarem e que duram até hoje, com décadas de respeito mútuo e muito amor, começaram quando um dos nubentes já tinha experiência prévia e ensinou o outro como era. Foi assim comigo e com amigas e amigos que também optam pelo mesmo sistema de relacionamento.
Relacionamento aberto nunca foi e nunca será uma relação promiscua. Amigos e amigas que tem seus relacionamentos abertos são muito seletivos. As pessoas a quais eles mantém outros relacionamentos ou até mesmo transas casuais são pessoas as quais elas seguramente gostam bastante. Uma garota que é adepta deste tipo de relacionamento não é “sexo fácil”.
Eles aprenderam que tem que “chegar” na menina. Uns “caem matando” como se diz nestas bandas. Ao saber que determinada garota tem relacionamento aberto eles já pensam: “é só chegar e já era”. Só se o já era se referir ao fato de que ele vai levar um fora.
Os meninos precisam refinar seus modos e pararem de agir pensando com a cabeça de baixo.
Deixar as coisas claras torna as emoções muito mais atenuadas. Lembre-se que elas só aparecem quando ainda não sabemos lidar com determinada situação.
Foram incontáveis as vezes que acertar os ponteiros deixam-me com uma sensação de alívio depois da conversa.
Quando eu falo acertar os ponteiros não estou me referindo a mania novelesca de querer ter a razão e não levar desaforo para casa. Não é brigando que as coisas se esclarecem e que você irá dissipar emoções.
A raiz das emoções é a ignorância de como agir perante a situação. Quanto mais as pessoas souberem da situação, menos emocionadas elas ficarão.
Deixe um comentário que eu explico melhor. Pode-se usar do anonimato, mas se você deixar um email nada haver eu não tenho como me comunicar contigo dizendo que respondi sua questão. Se optar por deixar um email inexistente saiba que será sua responsabilidade de vir aqui checar se eu já respondi.
Se você tem uma explicação infalível sobre algum tema aqui abordado. Ou acha que determinado assunto é pertinente ao relacionamentos abertos me mande um comentário e eu irei ler e se achar pertinente adiciono ao texto ok?
http://www.cracatoa.com.br/relacionamentos-abertos/
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julho 1st, 2010 at 9:21
Olá, acabo de entrar no seu site e achei tudo muito interessante.
Mas uma coisa acabo de refetir. Conheço um casal, que hoje não está mais junto, que optaran por um relacionamento aberto, sugerido pela mulher e o homem aceitou por medo de perdê-la.
Conclusão: a coisa não deu certo, é claro! Mas durou uns 3 anos. Ao todo, foram 11 anos de relacionamento.
Mas o que mais me chamou a atenção é que esta mulher, após se apaixonar por outro e abrir o relacionamento, deixou o relacionamento com o namorado às moscas. Vida sexual quase inexistente, o encontrava super pouco, nunca tocavam no assunto da abertura depois que decidiram por isso, ficou fria com o namorado, não o elogiava nunca… etc, afim!
Se eu aplicar isso para um relacionamento de amizade, tmb não daria certo, já que relacionamento é tmb convívio, estou certa? Se eu, após arrumar uma nova amizade, deixar a primeira de lado, é porque nunca foi amizade de verdade… ou porque está amizade perdeu totalmente a magia de estar juntos.
Abraços!
Ela chamou de relacionamento aberto, mas pelo que você me contou ela abandonou o namoro. E isso não é relacionamento aberto…
Mas acho que não poderiamos dizer que “é porque nunca foi amizade de verdade”, foi sim, só que a vida, circustâncias e opções levaram a caminhos diferentes. Não quer dizer que nunca foram amigos e que tudo era uma mentira. Era verdade, era real… Assim como nos relacionamentos afetivos. Você está certo, para funcionar tem que ter convivência e interação.
Ela chamou de uma coisa, mas fez outra…
julho 1st, 2010 at 9:47
Eu já pensei em propor isso para o meu marido… na verdade, ele é o homem desta história que acabo de contar e a mulher é a ex dele. Mas por ele ter tido uma experiência tão frustrante, acho que seria mais complicado agora falar deste assunto com ele.
De qualquer forma, quero amadurecer este assunto melhor dentro de mim, saber se é mesmo isso que eu quero e só depois tomar uma atitude.
Afinal, acho que este é um assunto que precisa da reflexão de ambos antes de uma decisão. Não é uma coisa que se decide em 2 horas de conversa. Além disso, após aberto, o assunto não acabou. Muito pelo contrário, é ai que ele começa, principalmente no início para consertar erros, fazer ajustes, apoiar um ao outro. Isso é relacionamento de respeito, amor e confiança.
Perguntas: vc e sua namorada ainda tocam neste assunto hoje em dia ou não é mais necessário? Eu sei que a próxima é pessoal, mas existe algo que te incomoda e vcs decidiram não fazer para magoar o outro? ou seja, que tipo de acordo existe entre vcs?
E outra: Vc pensam m se casar? Achar maiscomplicado quando existem filhos no relacionamento?
Muito obrigada pela pronta resposta!!
Super abraço!
Hoje em dia já está mais que assimilado, 10 anos de convivência faz com que a gente saiba o que o outro gosta ou não gosta.
A sugestão é que você dê ao seu companheiro a liberdade que você quer para si primeiro. Incentivá-lo a ele tomar os primeiros passos é signigicativo em termos emocionais. Depois dos primeiros passos, ae sim você adere também. Isso é para ele ter uma experiência positiva sobre o assunto.
Com relação a filhos, eu não posso dizer pois não pretendemos tê-los pois achamos que o mundo já tem muita gente. E se por ventura mais tarde, der na telha, sempre existe a possibilidade de adotar.
Mas penso que quanto mais naturalmente você lidar com a situação, menos importância isso terá na vida das crianças. Elas só terão que ser instruidas de que as pessoas tem comportamentos diferentes e que um não necessariamente está mais certo que o outro, somente são formas diferentes de ver o mundo e que mesmo com os outros não respeitando suas opções você deve respeitar a deles.
É assim que eu faria com os meus filhos, se iria funcionar ou não, não sei. Quando eu adotar um escrevo sobre isso eheheh
Sobre os nossos acordos, na realidade só existem dois: “Não importa o que aconteça, sempre voltaremos para casa juntos” e “Pode fazer o que você desejar, desde que isso não roube tempo do nosso relacionamento…”
No meio do caminho isso gerou conflitos, é claro, mas tudo foi se arrumando. As vezes precisavamos de meses para resolver os conflitos emocionais, as vezes 1 minuto.
Sobre casamento, nós moramos juntos a quase 10 anos, compartilhamos alegrias e tristezas, compramos casa, carro, moveis e outras coisas juntos. Acho que isso vale mais do que um papel assinado dizendo que nós iremos ter uma vida mútua. Acho que no conceito popular seriamos considerados casados. Contudo não gosto deste rótulos, pois me parece medieval ter que ir a um cartório/igreja pedir permissão para o juiz/padre/pai para ver se “podemos” ficar juntos, como se nosso corpo e emoções pertencessem a outrem…
Abraços
julho 1st, 2010 at 10:12
Só mais uma obs!
Todo mundo sabe como é estar apaixonado: só se pensa na outra pessoa, quer tê-la ao seu lado, enfim…
Quando as pessoas em um RA se apaixonam por outra, não existem um período meio compicado, onde ficar com o outro pode ser meio estranho? Por estar com um, mas pensando na outra pessoa?
No mínimo, meio desconfortante, não?
Como vc lida com isso? e como lidou no início?
Abraços,
PS:. prometo que foi a última pergunta, hehehe
Fácil, quando você está com uma pessoa, você está com ela. Quando está com a outra, está com a outra. Simples assim. Isso se treina com coisas simples do dia-a-dia como por exemplo: está tomando banho, esteja tomando banho e não pensando no que vai fazer daqui a pouco. Quando estiver trabalhando, esteja trabalhando e não pensando que queria descançar.
Quando for comer, esteja comendo. Preste atenção no momento presente, na ação que está fazendo agora. A emoção é uma sensação, ela não precisa nortear suas ações e decisões.
No fundo é usar aquilo que a natureza lhe deu para a finalidade que foi criado. A mente não foi feita para entender, foi feita para planejar e analisar. O coração não foi feito para decidir, foi feito para sentir. Esse problema que tu relatou existe quando seu coração decide ou quando você quer racionalizar um sentimento… No fundo é a mesma coisa que tomar banho pensando no que vai fazer depois. Está tudo conectado.
Treinamento diário
Certa vez um monge foi perguntado sobre o segredo da felicidade. Ele laconicamente respondeu: “O segredo da felicidade é comer quando tem fome, dormir quando tem sono, caminhar quando tem vontade…”
julho 1st, 2010 at 11:02
É isso ai! Realmente é uma questão de treinamento. Lógico que isso tmb pode ser meio complicado no início, quando ainda não nos acostumamos completamente com a coisa, mas na vida tudo é uma questão de condicionamento.
Muito obrigada pelas respostas. Além de rápidas, foram muito focadas!
A gente se fala!
Abraços!
julho 6th, 2010 at 14:56
´
Eu e minha mulher não temos experiencias em relacionamentos abertos e casamos relativamente jovens….
Ambos casamos virgens, (é …. acredite ¬¬)
E estamos tentando ter uma vida nova com esse relacionamento aberto… ]
eu me vejo outra pessoa depois que a gente abriu nosso casamento, apesar de não ter ficado com ngm nem ela….. mas eu estou carinhoso atencioso e preocupado realmente em perde-la de certa forma que eu mudei meu jeito de agir com ela….
estranho é pensar que é promiscuo .,…. mas eu vou ler o post de ciumes agora para pensar melhor sobre …
não sei se tem possibilidades de dar certo ou não … mas gostaria de manter contato com você pra poder melhorar minhas concepções e reações…
agradeço qualquer auxilio
Sempre leve em consideração que o outro não tem a intenção de nos machucar, as coisas não são intencionais. Compreensão, apoio mútuo e muita compreensão. Tenham um objetivo em comum, isso é que mantém as pessoas juntas, horizontes coencidentes. Propicie a mesma liberdade que gostaria de ter.
Abraços e boa sorte
julho 7th, 2010 at 13:18
esse negócio de ciumes é o que realmente atrapalha-me…
ae acredito que todos os relacionamentos…
como você diz… a relação entre ciúmes, medo e insegurança é muito próxima, e as mesmas resultam em desgraças…. nunca positivo….
passei a ver minha insegurança como um sinal de imaturidade pessoal…. de má resolução de mim comigo mesmo…. não de objeto externo para dentro… proposital…. feito de alguém para ferir outro…. vamos ver … espero em breve ter notícias boas sobre meu relacionamento…
ninguém tem acreditado em relacionamento aberto….
acho que preciso esperar a mulher tomar as decisões e meu momento de agir virá até mim … estou muito afoito…
agradeço a resposta abraços
julho 19th, 2010 at 12:32
Gostei muito de seu posicionamento, aliás, para ser um bom psicólogo nem sempre é preciso se formal em tal, como é o seu caso. Sim, eu também estou iniciando um RA e confesso que embora sempre tenha tido vontade de agir assim, ainda tenho um pouco de ciumes, daí, queria saber de sua experiencia no caso de encontrar seu RA “prioritáriio” com outra pessoa!! abraços
O que você quer dizer com “prioritário” ? Abraços
julho 22nd, 2010 at 9:07
Nus…pra mim isso neim funciona…é moderno demais…RELACIONAMENTO ABERTO! aff…seim preconceito por qm adere,mais…qm qr ter isso não pode NAMORAR E MUITO MENOS CASAR;;;parec até brincadeira eu chegar e falar pro meu marido:Ei amor,hj vou sair com fulano,beijus e xau!.
Meio seim néxo…CASOU? aaaaaah…então veim as famosas “Abridas de mãos”…acabo outros relacionamentos…é vida conjugal…!
Bom….meu ponto de vista,néh! rs
Beijãoo a tds!
Assim como algumas tribos ao sudeste da Índia acham sem nexo você só ter só um marido (elas tem vários maridos). Assim como seria sem nexo para um mulçumano ter somente uma esposa. Assim como é sem nexo para um rabino judeu ter poucos filhos… assim como é sem nexo para tribos africanas as meninas terem seios grandes.
Me falaram que em um pais tropical as meninas cortam os próprios seios para poder colocar um tipo de saco cheio de um gel para que os seios fiquem grandes… Você já imaginou uma coisa sem nexo como essa de mutilar o próprio corpo só para ter seios grandes… como é que eles chamam mesmo… ah! silicone?
ehehheheh pois é… coisa cultural… você acha que não pode por que a cultura assimilada pela sua educação disse que não pode, mas na realidade certo e errado está muito mais ligado ao que é validado pelo grupo que você pertence do que a coisas serem possiveis ou não, tudo é possível. Mas o importante é isso mesmo que você disse: respeitar a opção dos outros. Talvez lhe interesse o texto que escrevi sobre a exclusividade nos relacionamentos afetivos: http://swasthya.marcocarvalho.com/necessidade-de-exclusividade-nos-relacionamentos-afetivos/
Abraços