Relacionamento aberto (rev: 13 – 28/7/10)

Escrito em maio 24, 2009 | Categoria: Português, Principal

Antes de qualquer coisa, deixe-me tentar vaciná-lo contra o vírus da maledicência.

Eu não quero que você concorde comigo. Eu nem pretendo que você aceite. Eu quero que você respeite minhas opções, como eu respeito as suas. Eu só quero abrir um canal para que quem tiver curiosidade possa perguntar. Só isso. Quero achar quem já pensa como eu e poder contribuir de alguma forma.

No mundo existem maçãs, pêras, bananas, mangas, etc. Você tem todo o direito de detestar mangas e adorar bananas (sem trocadilhos), mas você não diz para um comedor de manga que ele TEM que gostar de bananas. Por que bananas são a fruta do Brasil (sic) e todo mundo gosta de bananas. Você tem que comer bananas!!! Ou pior: quem come manga é mal carater, quem come manga faz isso como desculpa para ser safado, quem come manga não é confiável.

Não obstante, eu já escutei isso sobre relacionamento aberto. Uma coisa não tem nada haver com a outra necessariamente. Quem se utiliza do relacionamento aberto para fazer atrocidades emocionais com outros não entendeu o que é relacionamento aberto.

Como funcionará

Eu te darei algum material para ler. Não sou psicologo, não sou nada mais do que um apaixonado pelo comportamento humano e adepto do relacionamento aberto a mais de 9 anos (com a mesma pessoa). Então se você perguntar algo sobre relacionamentos eu não irei responder. Só responderei se você me perguntar sobre relacionamento aberto ok?

Qualquer má educação, cinismo barato, comentários chulos eu irei excluir sem nenhuma dor na consciência.

Querendo manter o anonimato

É só deixar um acrônimo ao invés de seu nome se assim desejar. Você pode colocar um email nada haver, mas neste caso não poderei lhe avisar quando responder o seu comentário.

Pesquisa sobre relacionamento afetivo

Responda a uma pesquisa sobre relacionamento afetivo. Não importa qual o tipo de relacionamento que você mantém

Veja alguns resultados parciais sobre esta pesquisa:

O que é um relacionamento aberto?

Relacionamento aberto é uma modalidade de relacionamento afetivo no qual não há pressupostos e tudo é acordado entre os nubentes sem seguir nenhuma regra social, nem nenhum “politicamente correto”. Primando pela responsabilidade e liberdade.

A primeira coisa que você encontra pela internet sobre relacionamento aberto está conectada exclusivamente com a sexualidade. Excluem completamente o amor, o carinho, o respeito e o relacionamento afetivo em si. Olhando depreciativamente, julgando com adjetivos pesados algo que pode e deve ser olhado pelo prisma do amor e respeito.

Quem acha que relacionamento aberto é algum tipo de “cachorrada” é porque está confundindo o relacionamento afetivo (amor, carinho, respeito, etc) com a possibilidade de traição através da sexualidade.

Gosto muito quando encontro pela internet depoimentos como esse:

Em resumo, para quem não entendeu: nosso relacionamento é aberto no sentido mais amoroso da coisa. Não só para sairmos com outras pessoas, não só para o sexo, não para consumirmos outras pessoas. É aberto para os nossos desejos, as nossas vontades, e aos amores que nos inundarem o coração. – Do Blog Vaca Profana

Na prática como funciona.

Quando começamos nosso relacionamento, a primeira coisa que ela disse foi: “comigo pode pular a cerca, pois em nosso relacionamento não existem cercas. Desde que isso não roube o tempo do nosso relacionamento”

Perfeito, regras claras e objetivas. Esta regra para nós foi tão boa que ainda funciona perfeitamente mesmo depois de 9 anos de relacionamento estável.

Cada um de nós pode exercer sua individualidade sem que isso gere desconfianca ou insegurança no outro. Isso não caiu do céu, foi conquistado através de muito auto-estudo, carinho e compreensão mútua.

Eu já falei sobre relacionamento aberto sutilmente neste post.

Em meu relacionamento tanto eu quanto minha namorada temos outros relacionamentos paralelos. Sejam passageiros sejam mais duradouros.

Até a um tempo atrás eu não me permitia me apaixonar, não sei porque. Então aconteceu que me permiti e foi muito bom, gerou alguns nós emocionais menores que foram facilmente resolvidos e posso dizer que é mais do que possível.

Relacionamento aberto é swing?

Não. Swing é troca de casais. Estamos falando em relacionamento afetivo e até onde me consta é popular entre os adeptos do swing que os envolvidos podem transar a vontade, mas ninguém pode se apaixonar. Neste caso, seria um tipo de traição.

Quem tem um relacionamento aberto pode ou não se envolver afetivamente com outras pessoas. Em um relacionamento aberto pode tudo o que for acordado entre os envolvidos.

Desculpa para ser Infiel

Isso não é relacionamento aberto. Se proclamar com relacionamento aberto para então poder pular a cerca não é e nunca foi relacionamento aberto. Cercas são inexistentes neste tipo de relacionamento afetivo.

Veja a pesquisa que eu promovi sobre fidelidade, comparando o que conservadores, liberais e adeptos de swing/manage acham sobre fidelidade.

Um relacionamento aberto é baseado na confiança, sinceridade e carinho mútuo. Se alguém tem outros relacionamentos as custas da mágoa de outrem pode ter certeza de que não estamos falando de um relacionamento aberto de verdade, ou como disse um amigo sobre relacionamentos abertos: é um canalha querendo ser meio-canalha. Certamente se trata de alguém desajustado e pilantra que está fazendo os santos pagarem por seus pecados.

A regra de ouro dos relacionamentos abertos

Para fazer alguém feliz você não pode deixar outro infeliz.

Necessidade da exclusividade

Mas da onde vem a nossa necessidade da exclusividade? Por que achamos que a exclusividade é algo necessário nos relacionamentos? Veja o meu ensaio sobre a necessidade da exclusividade nos relacionamentos afetivos.

Sexualidade

Teriamos somente uma forma de encarar a sexualidade? Será que o amor é refem do sexo ou vice e versa? Será que não teríamos alternativas? Veja mais aqui.

O que Machuca é a Sensação de Perda

Faça uma análise crítica, séria e tentando não se deixar influenciar pela cultura novelesca vigente. Se sua cara metade transar com outra pessoa o real motivo pelo qual a traição doeria é a possibilidade de perder o outro não é verdade? Não é o fato de ter ficado com outra pessoa que lhe aflige o coração, mas a possibilidade de seu affaire se apaixonar por outra pessoa e lhe deixar.

Como normalmente em nossa cabeça somente existe a possibilidade de ficar com uma só pessoa por vez é patente para seu coração que seu cônjuge irá lhe deixar para ficar com a outra pessoa.

Sendo bem realista, analise com exatidão uma hipotética situação de seu cônjuge ter uma noite de amores com outra pessoa. Será realmente que as caricias de outrem lhe incomodam? Seria então a situação de “corno” ? Ou não seria a incomoda situação de perder alguém que ama e ficar sozinho?

Por mais que você arranje desculpas, o que no final está em jogo é a sensação de perda e a incomoda solidão que batem a sua porta. Como adoramos sofrer por antecipação instauramos a insegurança em nosso pensamento e tudo aquilo que você consegue pensar são conseqüências trágicas e fins hediondos para o seu relacionamento. Não precisa ser assim.

Ciúmes

Veja o post que escrevi sobre ciúmes.

Carência

Veja o post que escrevi sobre carência.

Expectativa e decepções

Nos criamos muitas expectativas e isso inevitavelmente se tornará decepção em um futuro próximo. Precisamos aprender como não levar as coisas a se tornarem uma decepção. O mecanismo é fácil de entender, basta aplicar.

Medos, erros e acertos

Veja como lidar com seus medos nos relacionamentos.

Brigas

Toda e qualquer briga se resume a estes argumentos e a esta cena:


YouTube Link 

Nada mais tenho a dizer sobre o assunto.

Idealizar demais

Eu noto isso ocorrer mais nas meninas do que nos garotos. Contudo, aqui pode ocorrer aquele mesmo efeito de que os garotos demonstram menos. Eu não consigo me lembrar de em minha adolescência ter idealizado a garota perfeita, a garota dos meus sonhos. Eu queria era namorar, beijar na boca, transar de uma vez.

Ficar idealizando o “perfeito” é dar um tiro no pé. Saber o que quer é bem diferente de idealizar.

Idealizar é aquele sonho pueril que se estende até uma determinada idade em que projetamos as qualidades que queremos em uma pessoa e nos decepcionamos quando a pessoa em questão não se esforça para adquiri-las.

É quase como fanáticos religiosos que querem a todo o custo lhe converter. Tenho certeza que você não quer ser como um fanático idealista e querer converter a todos os seus affaires com suas expectativas comportamentais.

Achamos que temos o toque de Midas, que podemos transformar aquele troglodita em um gentleman só porque queremos. As pessoas não mudam por causa de outras. Não adianta soltar aquele indefectível: “quem ama muda”. Isso é cultura de novela, história da carochinha. As pessoas somente mudam quando elas realmente assim o querem e usam o relacionamento como estopim para a mudança.

Se o príncipe encantado não quiser mudar, o que você irá fazer? Brigar, espernear, ficar chateada, fazer beicinho, chorar e por fim terminar o relacionamento dizendo algum mantra maldito como: “eu só encontro traste”?

Regras Pressupostas e Traição

Traição é acordar uma coisa e fazer outra. Aqui está o grande problema dos relacionamentos: as regras pressupostas.

Cada um de nós aprendeu aos trancos e barrancos determinados protocolos sociais para relacionamentos. Em cada cabeça essas regras tomaram uma forma, então eu espero que meu parceiro tenha A, B e C de comportamentos só que ele entendeu e pressupõem que deva agir de X, Y, Z maneiras.

Neste modo caótico, quanto tempo demorará para alguém cometer um deslize?

Pressupõe-se que quando você está com alguém não possa ficar com outro. Para alguns, isso implica em não poder nem olhar para outro ser humano. Outros pressupõem que se você não ligou é por que estava com outro(a)… e a lista continua até não mais terminar.

Vamos ser adultos e deixar as coisas claras, comunicação efetiva é a chave para qualquer tipo de relacionamento longo. Tudo que é tratado não é caro.

Por que ter um relacionamento aberto?

Este tipo de relacionamento propicia o treinamento de nosso emocional, amadurecendo emoções, tornando-nos mais estáveis. O auto-conhecimento proporcionado pelo relacionamento aberto é indescritível, eu não teria como enumerar a nuance de percepções sobre o mundo, a vida, a essência humana que aprendi, somente por ter que lidar com minhas próprias emoções e pensamentos devido aos desafios que um relacionamento aberto proporciona.

Acho que o mais importante de tudo é que o relacionamento aberto lhe permite ter uma segurança e autoconfiança que são inquebrantáveis.

Imagine seu relacionamento afetivo como um terreno que primeiro você lança as fundações, depois vai erguendo andar por andar de um prédio. Digamos que o arquiteto lhe mostrasse a planta de um outro prédio lindíssimo, destruir a construção anterior para “testar” como ficaria a outra construção não seria uma solução muito lógica, não obstante as pessoas fazem isso o tempo todo com seus emocionais. Depois do 5º. andar, já lhes falta ânimo para construir os outros andares. Demolem tudo, amargam um alto preço por isso e começam das fundações novamente.
Será que não seria possível, construir dois, três, quatro prédios ao mesmo tempo? Claro, vai gastar mais tempo, mais recursos e você precisa ser um ótimo administrador para que não falte nada para nenhuma das construções.
Ter um relacionamento aberto é isso, o incrível disso tudo é que as coisas parecem que se multiplicam ao invés de somar.

Quando você está em um só relacionamento é comum as coisas ficarem em um ritmo mais lento e as vezes estagnado pela convivência diária. Quando você entra em um novo relacionamento aquela empolgação de começo de relacionamento se estende para os relacionamentos antigos também. É algo que eu não sei lhe explicar o porquê, só posso lhe dizer que é assim sempre.

O sexo fica revigorado, a certeza do amor que você sente é renovado, tudo fica muito mais colorido. Só por isso eu acho que já valeria a pena tentar.

Até mesmo uma simples atração física que resulta apenas em envolvimento sexual, sem laços afetivos mais profundos, faz com que a rotina se quebre e gera tesão, atração, carinho, um “grude” na metade da laranja que acorda contigo todos os dias.

Relacionamento Aberto Não se Aprende, Se Sente.

Não digo que seja impossível, mas acho bem difícil um casal em que nenhum dos dois tem experiência no assunto conseguir transformar o seu relacionamento fechado em aberto.

Todos os relacionamentos abertos que eu vi funcionarem e que duram até hoje, com décadas de respeito mútuo e muito amor, começaram quando um dos nubentes já tinha experiência prévia e ensinou o outro como era. Foi assim comigo e com amigas e amigos que também optam pelo mesmo sistema de relacionamento.

Promiscuidade

Relacionamento aberto nunca foi e nunca será uma relação promiscua. Amigos e amigas que tem seus relacionamentos abertos são muito seletivos. As pessoas a quais eles mantém outros relacionamentos ou até mesmo transas casuais são pessoas as quais elas seguramente gostam bastante. Uma garota que é adepta deste tipo de relacionamento não é “sexo fácil”.

Os garotos são toscos

Eles aprenderam que tem que “chegar” na menina. Uns “caem matando” como se diz nestas bandas. Ao saber que determinada garota tem relacionamento aberto eles já pensam: “é só chegar e já era”. Só se o já era se referir ao fato de que ele vai levar um fora.

Os meninos precisam refinar seus modos e pararem de agir pensando com a cabeça de baixo.

Comunicação Ajuda a Dissipar Emoções

Deixar as coisas claras torna as emoções muito mais atenuadas. Lembre-se que elas só aparecem quando ainda não sabemos lidar com determinada situação.

Foram incontáveis as vezes que acertar os ponteiros deixam-me com uma sensação de alívio depois da conversa.
Quando eu falo acertar os ponteiros não estou me referindo a mania novelesca de querer ter a razão e não levar desaforo para casa. Não é brigando que as coisas se esclarecem e que você irá dissipar emoções.

A raiz das emoções é a ignorância de como agir perante a situação. Quanto mais as pessoas souberem da situação, menos emocionadas elas ficarão.

Não entendeu algo? Quer ver alguma explicação aqui?

Deixe um comentário que eu explico melhor. Pode-se usar do anonimato, mas se você deixar um email nada haver eu não tenho como me comunicar contigo dizendo que respondi sua questão. Se optar por deixar um email inexistente saiba que será sua responsabilidade de vir aqui checar se eu já respondi.

Quer explicar um ponto sobre a sua ótica?

Se você tem uma explicação infalível sobre algum tema aqui abordado. Ou acha que determinado assunto é pertinente ao relacionamentos abertos me mande um comentário e eu irei ler e se achar pertinente adiciono ao texto ok?

Sugestão de Leitura

http://www.cracatoa.com.br/relacionamentos-abertos/

Leia também

  • Pesquisa sobre relacionamento afetivo
  • Um relacionamento fechado pode tornar-se aberto?
  • As vezes para ser feliz, terá que ser diferente
  • O medo
  • Como um Coração deste tamanhinho pode amar duas pessoas?

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    58 Responses to “Relacionamento aberto (rev: 13 – 28/7/10)”

    Páginas: [1] 2 » Show All

    1. 1
      Ela Says:

      Eu acho que a única regra é que as pessoas sejam respeitadas em suas escolhas. E, sobre o mérito do texto, entendo que um relacionamento, digamos, tradicional, também nos permite o treinamento e a estabilidade de nosso emocional. Não acho que o auto-conhecimento proporcionado pelo relacionamento aberto seja superior ao proporcionado por uma relação “não-aberta”. O que importa, enfim, é se um relacionamento é bom ou não. Abraços, Ela


      Muito obrigado pela sua opinião. Eu já tive os dois tipos de relacionamento, para mim o aberto funcionou melhor. Concordo contigo, as pessoas podem conseguir, mas para mim foi o aberto que gerou. Vou polir o texto para não dar a entender que é a única possibilidade. Obrigado.

    2. 2
      Giselle Says:

      Olha, vou te dizer que seu blog tem encaixado como uma luva na minha vida, viu? hahaha Gostei bastante do tema que você abordou, como abordou, das duas ideias, enfim. Atualmente sei que não conseguiria me adaptar a esse tipo de relacionamento, pois ainda tenho muitos “conflitos internos” pra resolver, alguns bem difíceis. Mas nada que a vida não vá dando seu jeitinho – se eu ajudar, claro! Bom final de semana! Bjo

    3. 3
      Amanda Says:

      Eu concordo com você. E acho que a gente não se permite viver relacionamentos abertos porque é carente, inseguro, medroso e/ou não consegue lidar com a própria solidão. Ou, pior: com o que somos de verdade. Nos relacionamentos sem contrato de fidelidade, eu acho que as “máscaras” e as muletas caem. O relacionamento deixa de ser a sua “tábua de salvação”, por exemplo. E aí, as pessoas passam a ter que se haver o tempo todo com a própria auto-estima, com o próprio poder de atração… e se tudo isso for frágil? E se o outro perceber que tudo isso em mim é frágil, ou que é mais seguro e talvez mais atraente que eu? Não dá mais para aposentar essas questões, sob a “desculpa” de que se está num relacionamento estável e, por isso, não se “pode” mais olhar pra outras pessoas ou exercer a capacidade de seduzir. Se houver uma por detrás do relacionamento qualquer coisa do tipo “achei minha cara metade, graças a Deus, não estou mais sozinho”, é provável que isso venha à tona. E não será agradável.

      Eu sempre quis viver relacionamentos abertos, mas achava que nunca daria conta por ciúme, por egoísmo. Mas hoje sei que era porque eu não era de fato uma pessoa inteira. E que, no fundo, encarava estar com o outro como uma necessidade, não como uma vontade. Pra viver junto (saudavelmente) tem que saber ser sozinho – porque é assim que a gente é, mesmo quando casa ou namora.

      Agora, não é fácil encontrar alguém que tope um relacionamento aberto. Homens, principalmente. E o mais engraçado é que, aparentemente, são eles os mais incomodados com os contratos de fidelidade. Vai entender, rs. Se você souber onde eles andam mais exemplares dessa espécie, por favor, me conte, rs.

      Abraço!


      Sim, conheço alguns ehehhe
      Abraços

    4. 4
      Ruleandson do Carmo Says:

      Marco,

      Uma amiga me indicou o texto.

      Bom, respeito a sua opinião sobre relacionamento aberto, cada um sabe o melhor modo de viver uma relação, cada um sabe como consegue viver uma relação, mas não acho que o auto-conhecimento seja propiciado apenas por esta modalidade de relacionamento (ou por qualquer outra) ou ainda que seja uma experiência de amadurecimento exclusiva a este tipo de relação.

      O auto-conhecimento é individual e pode ser aprofundado por qualquer evento ou sentimento (incluindo carências, medos e sofrimentos, um ser “perfeito” não evolui, ele não tem mais pra onde ir).

      Eu também não sei descrever as emoções e amadurecimentos que um relacionamento fechado proporciona ao você saber que há várias pessoas no mundo que te atraem, mas que apenas uma é a que você deseja, que apenas uma pessoa entre bilhões no mundo é a que realmente importa. A vida é sim feita de escolhas e inclusive a escolha de com quem vamos nos relacionar, inclusive a escolha por ter uma relação aberta ou fechada.

      É muito Jean-Paul Sartre pra mim essa de relacionamento aberto! (risos)

      Eu não sou adepto nem favorável ao relacionamento aberto, mas não me incomodo com amigos que o praticam. Só me incomoda alguns quererem sugerir que quem tem um relacionamento aberto é “superior”, “mais desenvolvido” do que os que optam por uma relação romântica dita tradicional. A meu ver pode haver relacionamento aberto, até porque relacionamento é uma coisa e sentimento é outro, mas não acredito em amor aberto.

      Penso que relacionamento aberto e evolução, superioridade não tem nada a ver. Na história do homem, em um levantamento histórico da prática do amor o comum, nos primórdios, era justamente a não fidelidade a uma só pessoa, a visão romântica do amor (uma só pessoa no mundo capaz de preenchê-lo e a quem se deve total fidelidade e dedicação) é bastante recente no mundo.

      “A questão não é ter tudo é escolher alguém e fazer dar certo” (A razão do meu afeto – 1998)

      Eu quero alguém só meu, eu quero ser só de alguém! Com direito a medos, carências, dores, alegrias, beijo na boca e final feliz!


      Sendo feliz é o que importa.

      Abraços

    5. 5
      Alexandre Montagna Says:

      Você está fazendo um bom trabalho de reeducação aqui no blog, Marco. O que mais elogio é abordar a teoria com prática no assunto, conferindo mais legitimidade e seriedade ao texto.
      Forte abraço!

    6. 6
      Raniery Mesquita Says:

      Rapaaaz!!!Onde eu estava que nao havia lido isto antes? São novas lentes sobre um velho tema, ás vezes indigesto para mim.E o analista que se dane!Risos, abraço!

    7. 7
      Raniery Mesquita Says:

      Post Scriptum: que fique bem claro:analista,no caso, é uma figura de liguagem para aquele conselheiro tradicional.Sem alusão aos profissionais do meio.Obrigadooo!

    8. 8
      Washington Machado Says:

      Tambem gostei bastante do texto. Eu sempre desejei ter um relacionamento assim e sabia que não seria fácil. Eu dizia para as pessoas que era a favor, mas isso sempre me marcava negativamente.
      Até que um dia, minha ex-namorada chegou e me disse que poderia ser aberto, detalhe, eu apenas disse ser favorável e nunca pedi isso.
      Eu senti um alivio, mas não saí com ninguem. E a ex disse que não sairia, pois bem saiu, eu contornei a situação, mas enfim, errei por último, ou seja, dei o “troco”.
      Isso foi péssimo porque ficamos um dando o troco no outro até que decidimos parar. Considero isso um grande erro, um exemplo a não ser seguido!

      Eu vejo relacinamento aberto como uma forma mais adulta de viver a relação. Até porque acho dificil conhecer alguem em que eu acredite que será pra sempre!

      Quanto a ser pra sempre eu resolvo isso com a seguinte pergunta:
      1-Estou pronto para só beijar, só tocar e só fazer amor com essa pessoa pelos próximos 50 ou 60 anos de forma sempre prazerosa?

      Se eu respondo não é orque não estou preparado.E nem sempre precisa ser uma quantidade tão grande de anos!

      Mas gostaria de saber como deve ser a abordagem quando aparece uma “outra”, porque penso eu que a pessoa “extra” deve saber desde o inicio que que eu tenho um relacionamento aberto.

      Mas falar em relacionamento aberto é ser crucificado no mesmo momento, e sempre virá uma pergunta do tipo: “então não é um relacionamento sério?” ou “você não gosta dela de verdade?”, e claro que isso chateia.

      Como ir atrás de alguem pensando assim? Como agir sem iludir e sem criar uma inimizade?


      Vai ter que descobrir a forma que mais funciona pra vc… Eu sempre falo das minhas opções e estou tão seguro delas que as pessoas simplesmente assumem uma posição de “isso não é para mim” mas respeitam.

      Abraços

    9. 9
      GUSTAVO LIMA Says:

      Ola Marco,primeiramente gostaria de parabeniza-lo pelo Blog,fiquei conhecendo por indicação de um amigo e cada dia me indentifico mais com suas palavras.
      Gostaria de saber se você acha possível uma relação que começa sendo fechada,com pessoas cultas e inteligentes que conversam de relacionamento aberto a tempos mais não entram em um consenso sobre como funcionaria dar certo.Ou seja,quais os fatores que deverão ser observados para que esta relação consiga experimentar o novo.

      Gustavo Lima
      Belo Horizonte


      Regras claras, simples e que deixem confortável a ambos. Ambos tem que saber onde que doi o calo… e o outro precisa saber e respeitar.

      É fundamental que não fique um joguinho de disputa. A coisa tem q ser saudável e confortável para ambos. A questão é saber se isso realmente fará bem para vocês. É como comida. Assim como para algumas pessoas comer bolo quente dá dor de barriga e para outros não.. é assim com os relacionamentos. Tem que descobrir se é só curiosidade ou se realmente vocês querem enfrentar os desafios emocionais que um relacionamento aberto irá propor.

      Abraços

    10. 10
      Mel Says:

      Olá, gostei muito do texto e estou muito feliz em ver tantas coisas ditas com as palavras sobre assuntos tão dificeis de expressar (principalmente devido aos parametros impostos pela sociedade), só tenho uma coisa a acrescentar: estou iniciando um relacionamento aberto que durante 5 anos foi “fechado”, e nenhum de nós dois tinha alguma experiência anterior com esse tipo de relacionamento. Esta dando muito certo e tudo oq foi dito no texto se encaixa com nossas emoções e sensações do momento, enfim, acho que com maturidade, confiança e muita, mas muita conversa, pessoas que não possuem experiências anteriores podem sim partir de um relacionamento fechado para um aberto e dar certo =)


      Que bom Mel! Fico bem feliz por ti. Que tudo saia da melhor forma possível.

      Abraços e me mantenha informado hehehehe

    11. 11
      Mel Says:

      Olá!
      Está tudo indo muito bem entre eu e meu companheiro, ele até está se deixando apaixonar e sentindo toda aquela sensação de frio na barriga que um início de relação nos proporciona. Por outro lado tb, estamos muito mais próximos e nos amando mais, e nossos momentos são mais intensos. O que mais me incomoda é o fato de que se caso algum dia eu saia com ele para acampar por exemplo e esta outra pessoa esteja lá também, eu não vou me importar mas fico apreensiva de como ela irá se entir, entende? E em um momento como este, com quem o “meu” namorado deve ficar? Ainda não sabemos lidar com esta situação, será que poderia me ajudar?
      Beijos


      Aqui entra a comunicação. Pode ser de qualquer forma. Não tem padrão, não tem certo, mas também não há pressuposto. Vocês terao que entrar em um acordo. Isso quer dizer que vocês dois tem q decidir o que será mais confortável entre vocês dois e ele deve conversar com ela para entender o que será confortável para ela. Quando acharem um meio termo bom para os três é só colocar em prática.

      Outra coisa pertinente é que nem sempre o “acordo” irá funcionar, quando chegar a hora é que vocês irão saber se o que acordaram é realmente confortável emocionalmente. Neste caso cabe a todos terem a lucidez de não ficarem chateados uns com os outros, mas sim tentar entender onde é que falhou. Por que ficou desconfortável e ajustar os ponteiros com muito paciência, com muito carinho e respeito.

      Em algum momento haverá um conflito, não estou falando de briga, estou falando de desconforto emocional, insegurança por alguma das partes. Quando isso acontecer precisará de bastante auto-estudo para entender o pq da insegurança, o pq do medo e então tentar achar uma forma de solucionar.

      PAra sintetizar:
      - Conversem entre vocês
      - Acordem como será
      - chequem se todos ficaram confortáveis com experiência
      - Se houve algo, então conversem novamente para ajustar o acordo ;)

      Acho que é isso, foi isso que eu fiz e posso lhe dizer que demora algum tempo até achar o “acordo” que melhor funciona para todos heheheh

      Carinho e paciência :)

    12. 12
      Um relacionamento fechado pode tornar-se um relacionamento aberto? Says:

      [...] post sobre relacionamento aberto eu disse que achava difícil um relacionamento fechado tornar-se aberto quando nenhum dos nubentes [...]

    13. 13
      VANNY. Says:

      [removido]


      Olá Vani, obrigado pelo comentário. Eu removi seu relato pois não quero que as pessoas que por ventura o lerem associem a relacionamento aberto, já que o que me contou não se parece em nada realmente com a proposta.

      Abraços

    14. 14
      sol Says:

      Nunca tive um relacionamento aberto mas sempre achei que não existem modelos definitivos. Sinto-me aberto a experiência pelo menos no que eu sinto.
      O amor parece algo tão vasto e incontrolável que “gaiolas” não podem pende-lo e muitas vezes não compreendemos isso.
      No meu íntimo ja me senti enamorado de mais de uma pessoa, atraido por outras pessoas, pra mim mostra que a dimensão afetiva é fluida como um rio sem destino…

    15. 15
      Henrique Alves Says:

      minha situação é a seguinte, no começo do namoro propomos ter um relacionamento aberto, depois resolvemos não mais tê-lo, porém depois de dois anos, ela diz ter atração por outro cara, isso para mim certa parte foi bom, ela foi síncera comigo e nunca me trairia por tras, mas é estranho, pois nesses dois anos aprendi a levar este namoro a serio (até demais), mas tomei a decisão por deixá-la fazer o que quer, pois mesmo que eu diga não, ela não deixará de querer ficar com o outro cara, também quando foi proposto por mim ela aceitou, não quero perder ela, mas estou tão decepcionado com essa ação dela, fica parecendo que eu não preencho o meu papel de namorado, estou desanimado com o namororo, o que eu faço para melhorar essa situação?


      - Já falou com ela isso que acabou de falar para mim? Principalmente essa parte: ” fica parecendo que eu não preencho o meu papel de namorado”
      - Se pergunte por que um relacionamento extra te faz sentir-se diminuido? Onde está a insegurança, em outras palavras: está com medo de que?
      - Ela ter outro relacionamento faz com que ela ame menos você?

      São perguntas que você tem que responder para você mesmo ok? Não há solução mágica, o que talvez falte é uma comunicação mais efetiva entre vocês, tenho certeza que ela não faz isso para lhe machucar, mas ter as coisas claras atenua as emoções. E as vezes você terá que falar aquilo que é bem difícil de falar.

      Não estou afirmando para haver “DR” pense o que você quer, depois como é que você tem que falar para que isso aconteça. Comunique-se, quanto mais retemos “segredos” mais combustível o emocional tem para queimar.

      Abraços e boa sorte :)

    16. 16
      adonis Says:

      estou saindo com uma garota a 4 meses .
      eu gosto muito dela e ela tb gosta de mim. e nós optamos pelo relacionamento fechado …
      o problema é que rola muita desconfiança principalmente da minha parte , e essa desconfiança faz com que eu traia ela . eu faço isso pois desconfio que ela faça o mesmo .
      creio que a gente esta tendo um relacionamento aberto mas nós dois nos enganamos e por pura vaidade ( por parte dela …… ela se preocupa demais com o que os outros pensam , entende ?)
      a gente rotula nosso relacionamento como fechado . É só fachada !
      um não se abre com o outro com medo de perder ….entende ???
      o que eu deveria fazer ??? abrir o jogo seria a melhor opção ???

      abraxxx


      Seu relacionamento não é aberto. Relacionamento aberto não é ficar com outras pessoas, relacionamento aberto é quando vocês acordam previamente o que um espera do outro e seguem o acordo. Ficar com outras pessoas é só consequência.

      Vocês terão que trabalhar a comunicação entre vocês para o relacionamento realmente seja aberto. Outra coisa é que a atitude de: “o problema é que ela faz tal coisa” deve sumir. Pois é muito fácil atribuir a culpa ao outro, é muito comodo dizer que tal coisa não deu certo pq o outro fez ou deixou de fazer tal coisa. O mais lúcido é trazer para si a responsabilidade: “o que EU posso fazer para dar certo” o que o outro vai fazer ou deixar de fazer não pode ser usado como pretexto para nada.

      Como diz o ditado: divida de um não paga a dívida do outro…

      Maturidade nas escolhas, comunicação, entendimento e honrrar os compromissos assumidos, isso é relacionamento aberto. Sem pressupostos, sem “fachadas”.

      Acho que primeiro você tem que trabalhar suas próprias inseguranças, pois se você falar com ela da forma como expos para mim só vai gerar briga, pois cada um vai ficar puxando a sardinha para si meio que em uma competição de egos. Conversem, mas sem ficar empurrando a culpa pro outro, mesmo que o outro empurre a culpa para nós.

      Boa sorte!

    17. 17
      Dário Says:

      Estou começando a esboçar relacionamento aberto. Esboçar, pois não mantenho nenhum dos relacionamentos com estabilidade. Não considero nenhuma delas como namorada.
      No entanto, deixo claro a todas que mantenho outros relacionamentos. Mas no tete a tete, é diferente… gostaria de saber como vocÊ procede no caso de estar com uma e topar com outra.

      abraços

      Da mesma forma de quando estou com uma amigo e encontro o outro. Se pensar bem, é a mesma situação. A única coisa que muda é que quando envolve relacionamento afetivo temos medo de perder, ou medo de algo aconteca pois nosso paradigma é que só podemos estar com uma pessoa.

      Bom, se pudessemos imaginar o mundo perfeito, onde não temos medo de perder ninguém, como seria a reação? o que você faria? Para entender basta pensar no exemplo do encontro entre amigos. Você está com um amigo e chega outro, o que você faz? Proceda da mesma forma. O problema é o medo de perder… lembre disso… se não houver medo em nenhuma das partes (vc e as duas meninas) não terá por onde haver estranheza no encontro.

    18. 18
      Daniel Says:

      Olá!
      Gostaria de saber se para você não haveria problema, por exemplo, se um amigo seu ou mesmo um parente próximo como um irmão, se envolvesse com sua parceira.
      Outra dúvida… você não acredita que esse tipo de relacionamento abra espaço para que vocês conheçam outras pessoas e se envolvam a ponto desses novos relacionamentos tomarem maior espaço no dia a dia, tornando os antigos relacionamentos desinteressantes?
      Abraços!


      Para a primeira pergunta: de forma alguma. Para você entender como é estranha a sua pergunta vou trocar os personagens: “você acha que tem algum problema de um amigo seu, um familiar, alguém bem próximo como um irmão se envolvesse com um amigo(a) seu?”

      Percebeu a diferença? Consegue notar onde está o problema? É no sentimento de posse e uma auto-imagem precária. Nós achamos que a outra pessoa nos pertence, é nossa propriedade unido a uma auto-imagem de que não somos interessates e que se o parceiro(a) se envolver com outra pessoa nós deixaremos de ser interessantes… Se trocarmos o personagem parceiro por “amigo”. Você acha que seu amigo deixará de ser seu amigo porque arranjou outro amigo?

      Isso também responde a sua segunda pergunta :)

      Abraços

    19. 19
      daniel Says:

      Mas, quando me apaixono, necessariamente perco o interesse por outras pessoas!
      Existe paixão neste tipo de relacionamento?


      Bom, primeiro você não precisa se “converter” ao relacionamento aberto. É só uma opção e não uma obrigação… se você se sente melhor em outra forma de relacionamento é lá que você tem que estar.

      A resposta é CLARO que tem… e devolvo a pergunta: será mesmo que perde o interesse? Ou será que você foi programado pois o paradigma diz: “quando está com um não pode ter outro”. Será que o seu desinteresse é uma escolha sua ou um reflexo do meio cultural ao qual estamos envolvidos?

      Reflita sobre isso.. e volto a bater na tecla: “se vc faz amizade com uma outra pessoa, você se desinteressa pelos seus outros amigos anteriores????” Relacionamento afetivo é como relacionamento de amizade (que não deixa de ser afetivo) a unica diferença é que você não transa com seus amigos…

    20. 20
      Says:

      Fui casada com uma pessoa à 3anos e meio, separamos em 11/2008, e em setembro 2009, voltamos e estamos saindo, agora no orkut dele ele colcou que está tendo um relcionamento aberto. Sempre me liga todos os dias e quer sempre saber onde estou e me fala para ter juízo quando saio, e eu idem com ele. Ás vezes não entendo ele.


      Já disse isso a ele? Mas só falar isso nao vai resolver, tem que chegar ao ponto da questão. Só dizer que não entende é muito vago, seja clara e objetiva. O que voce não entende? O que você espera dele? No que ele pode contar contigo. Clareza, objetividade, firmeza, mas sem perder a ternura :)

    21. 21
      Monica Says:

      Parabéns.
      Adorei seu blog, sua maneira simples, aberta e franca de expor o tema e sua vida. Sem neuras e sem tabús. Você é uma pessoa rara. Novamente parabéns.


      Olá! Obrigado pelo apoio.

      Abraços

    22. 22
      Lilica Says:

      Olá!
      Achei muito interessante seu texto, pois ele me fez refletir bastante. Considero-me uma pessoa confiante e bem liberal… gosto de experimentar coisas novas. Já frequentei casas de swing algumas vezes, e confesso que esse tipo de balada me atraiu… percebi também que as pessoas leigas condenam erroneamente esse tipo de diversão. Existe muito preconceito, falso moralismo e pudor com aqueles que julgam sem conhecer.
      Como você disse, no swing, é só curtição, não nos envolvemos sentimentalmente com ninguém… tudo ali é bem físico… é pele! Por isso, acho que pra mim não teria problemas, caso frequentasse a balada com um futuro namorado meu.
      Entretanto, na minha concepçãom o fato de querer que ele me acompanhe e que também curta a balada da forma como ele quiser curtir, está longe de ser um relacionamento aberto.
      A questão pra mim é, exatamente, o envolvimento sentimental e o maldito medo da perda. Como é dificil lidar com isso, não? Egoísmo de minha parte, ou uma tendência da natureza humana? Como poderia trabalhá-lo? Admiro pessoas que conseguem… Um relacionamento aberto sincero, é muito melhor do que um relacionamento convencional cheio de mentiras. Aliás. muito mais saudável! O que me intriga, é, que mesmo sabendo disso tudo, tenho medo de me auto-enganar, pelo fato de não estar preparada para tal. Estou solteira, e gosto de estar solteira… mas sinto falta de alguém.
      E por isso, não sei se aceitaria “dividi-lo” com alguém.


      Para quebrarmos paradigmas precisamos ir no limite deles. Então vou colocar de outra forma (sem trocadilhos ehehhe) para talvez ficar claro:

      Você ama seu pai? Digamos que por uma infelicidade ele fique viúvo. Depois de um tempo ele encontra uma nova companheira. Você sentiria ciúmes? Não iria querer dividí-lo com ninguém?

      A primeira reação é: “ahhh mas pai é diferente…” e eu devolvo com mais uma pergunta: diferente no que? As duas únicas diferença que eu vejo são:

      - A gente não transa com os pais, mas o amor é o mesmo que de um relacionamento afetivo.
      - Não temos medo de perder, pois independente do que aconteça ele sempre será seu pai.

      “Não querer dividir” é medo de perder. Pode ser duas coisas: ou você foi condicionada pela cultura vigente de que “não pode” de outra forma ou o seu “não quere dividir” esconda uma pontinha de falta de confiança no sentido de que talvez você nào seja tão interessante quanto a outra pessoa, o que não é verdade.

      Outra forma é invertendo os papeis, você vivenciar estar envolvida afetivamente com mais de 1 pessoa para ver como se comporta. Pois a forma como você se comportar será em 95% dos casos a forma que seus affairs se comportarão. Pois inconscientemente atraimos pessoas com padrões de comportamento muito parecido com os nossos.

      Começar do zero é a melhor alternativa, pois assim já se começa o relacionamento com as cartas na mesa ao invés de querer mudar as regras no meio do caminho.

      Abraços

    23. 23
      Dona Encrenca Says:

      Simplesmente adorei o Blog,

      Sou adepta do relacionamento aberto tambem, mas algumas coisas foram acertadas agora, concordo com 90% do texto, espero aprender muito com os 10%.

    24. 24
      Sevilha Says:

      Oi,
      Estava navegando e fiquei curiosa sobre este assunto, aqui obtive algumas respostas, obrigada!
      Iniciei um relacionamento, parece ser “aberto” ainda, temos a mesma história, ambos acabamos de nos separar de outras pessoas, sinto que estamos com medo de estarmos solteiros, após uma vida de casados; gostei da independência, mas tenho receios da solteirice e mais ainda de conversar sobre este novo relacionamento, quero-o, mas preciso tomar cuidado ao falar-lhe sobre o que quero, talvez possa afugentar-lhe.
      O tempo está passando e não sei como iniciar esta conversa com ele, tens algumas outras dicas?


      Falar mesmo. Achar a forma de falar. Pois não falar por ter medo da reação da outra pessoa é a mesma coisa que mentir. Omitir é o mesmo que mentir, pois parte do mesmo ponto inicial: o medo.

      Vença seu medo. No começo não é fácil, mas você vai ver que em 90% dos casos é pura encanação da nossa cabeça.

      Se você não fala pois tem medo de perder, em algum momento o que não foi dito poderá ser motivo para romper o relacionamento.

      O medo da reação da pessoa advém de nossas próprias inseguranças. É só descobrir quais elas são. O primeiro de tudo é você ter certeza do que quer para você. Certeza mesmo. Isso irá clarear todo o resto.

      Abraços e boa sorte.

    25. 25
      Bia Says:

      Tenho um namorado há cinco anos.Nos conhecemos, apaixonamos, e vivemos momentos muito felizes! Aprendi muitas coisas com ele e abri os olhos pra boas e novas perspectivas.Entretanto desde o quarto ou quinto mês de namoro, ele demontrou interesse sexual e afetivo por outra menina.Eu chorei,sofri quis terminar.Mas ele disse que a escolha dele era ficar comigo,que ele só sentia e não iria as vias de fato.E que aquele sentimento iria passar.Passou!Mas depois de alguns anos veio outra menina!Rs…Outro sofrimento, etc etc etc…Confesso que me apaixonei por outro rapaz e foi avassalador e que se ele me quisesse eu terminaria aquele meu relacionamento para ficar com ele.Até meso pq ele não aceitaria que tivesse dois namorados.
      Se vc perguntar pq eu sofro, eu sinceramente não sei a resposta. E se afirmar que sou hipócrita, vou sofrer, mas não saberei me defenfer e nem te dar uma resposta.
      A questão é que não dou conta, não suporto toda vez que acontece.E dessa última vez ele me disse que tinha interesse sexual por outra menina, que é de um outro estado e que iria lé concretizar.Cinco anos depois, eu não pide como dizer não, não podia imperdir a pessoa que amo de ter seu momento feliz e de tentar concretizar aquilo em acredita.Ele foi e demoeou mais doque o imaginado.A pessoa que ele ficou não gosta do fato dele ter uma namorada, marcou ele com um chupão no pescoço, creio que pra me atingir.Ele quis ficar um outra menina lá tb e gerou um concflito entre eles dois.E quando ele voltou eu tive nojo dele.Não gostava de olhar a marca e oensar na cena toda sabe?Cíume, não sei…Nunca tive problemas em viagens que ele sozinho, em ele ir ao cinema com ex namoradas que tentaram beija-lo,com amigas (digo que não tenho problemas, mas foi algo conquistado tb…Eu sempre sofria e chorava por saudade nas viagens.E qto as saídas sozinho, eu tb ficava meio assim , mas não demonstrava, tentava pensar que não tinha problema e que como ele javia dito, eu era a escolha dele).
      Só que dessa vez está insuportável.Cheguei a conclusão que somo realmente diferentes e que tentei me interessar por outras pessoas para ser igual a ele.Mas não consegui…Não consigo ser igaul a ele.Acho ele lindo e o amo!Quero que ele deja muuuuuuuuuuuuuuuuuito feliz na escolha dele.MAs com alguem poligâmico como ele.Um ploigamia bonita e não hipócrita.To sofrendo muito pois o amo e não quero que ele mude por mim sabe?Não é justo abrir mão de si por outra pessoa.mas tb não acho justo ele ficar tentando me convencer da escolha dele.As vezes ele me parece meio confuso sabe?Diz que não sabe se será sempre assim e tal…Mas não quero ficar nessa de de repente.
      A questão é que nos amamos.Queremos ficar juntos por um bom tempo ainda,Somo parte um do outro.Vivemos muitas coisas juntos e talvez numa separação seja isso que doa mais.Mas temos esse impasse.Somo diferentes dmais nesse ponto.Injusto né?
      Parabéns pelo blog!Parabéns pela escolha!Parabéns por ter encontrado alguem que compartilhe da sua escolha com vc! E desejo que seja feliz!Que sejam felizes!


      Ficar se violentando é pior! Toda a questão está no autoestudo, para entender o porque real das coisas. Não aquilo que dizem para você como “certo” ou “errado”. A real raiz dos sentimentos. O que eu posso dizer é que 99% das suas angustias tem raizes no medo. Medo de algo, possivelmente medo de perder… A outra coisa é que sempre que uma emoção surge é porque nao sabemos lidar com o acontecido e nossa psiquê usa as emoções como reação instintiva de proteção.

      Se autoestudar neste mecanismo fará vc ficar mais forte. Contudo o que o seu namorado faz não é relacionamento aberto. Se ele pode ficar com outras meninas, mas ficaria louco da vida se você tivesse outro namorado definitivamente não é relacionamento aberto ok?

      Abraços

    26. 26
      Dayane Says:

      Oi!Eu e meu companheiro temos mais de 4 anos que vivemos juntos e no total de 6 anos de relacionamento. Eu sempre fui muito careta. Venho de família tradicional onde não se podia comentar as “coisas”, então demorei uito para me conhecer, conhecer as possibilidades, experimentar as opções, etc. Com esse companheiro eu passei a me comecer melhor, pois ele tem essa coisa de ficar sussurando que gostaria de me ver com outra mulher ou homem, que se eu me sentisse atrída por um não era para eu passar vontade e tal. No começo como puritana que eu era eu achava um absurdo, mas passei a pensar mais na ideia. Hoje me conheço melhor e sei que desejo muuuiiitooo outra mulher. Mas não tenho coragem de falar para meu companheiro que quero sair com ela, pois apesar de parecer que ele é ‘Aberto’, ele é muito ciumento e fica grilado com qualquer coisinha. Eu gosto muito dele e não quero deixá-lo, mas será que ele aceitaria numa boa mesmo? Eu não me importaria que ele saísse com outras mulheres e nem mudaria me jeito com ele, mas eu achei que ia esquecer, que era só uma sensação passageira, mas não é. Hoje sinto muita falta de estar com essa pessoa…


      O problema é a sensação de perda. Você deve achar uma forma de falar que demonstre que o seu outro relacionamento não é uma ameaça para ele. Que o seu envolvimento com a outra pessoa não significa que você irá deixá-lo por ela.

      Você tem que encontrar uma forma de fazer com que seu companheiro não se sinta ameaçado pelo seu outro relacionamento. Pois no final das contas é isso que incomoda, a idéia de perder vc.

      Por isso a comunicação tem que ser sem ruido.

      Abraços e boa sorte.

    27. 27
      silvana Says:

      ola meu namorado terminou comigo, e eu sofri muito, e agora eu lhe propus um relacinamento aberto pra ver se da certo, nunca tive um mais vou tentar pq nao quero ficar longe dele pois o amo muito. so que ele nao entende de relacionamentos abertos pois fui seu primeiro relacionamento serio.como vou fazer pra explicar pra ele? me ajuda a resolver isso pq alem de tudo ele é mais novo do q eu 7 anos. obrigada


      Eu não recomendaria. Seu emocional já está bagunçado pela separação, o relacionamento aberto requer que pelo menos um dos nubentes esteja muito estável emocionalmente para segurar a barra quando o outro surtar por inseguranças.

      Um dos princípios básicos do relacionamento aberto é a liberdade. Libertar o parceiro e a si próprio. Fazer isso para “consertar” as coisas é uma tentativa de segurá-lo, ou seja, justamente o contrário da proposta. Isso requer que estejamos bem emocionalmente e tenhamos um trabalho de autoconhecimento para resolver nossas próprias inseguranças e medos.

      Você tem certeza que ele quer mesmo? E mais importante, você tem certeza que você quer isso para si?

      Relacionamento aberto não serve para consertar as coisas, pois os desafios emocionais que irá enfrentar possivelmente irão azedar ainda mais o relacionamento se vc estiver fazendo isso só para “mante-lo”. Lembrando que manter é sinônimo de prender e a proposta é justamente ao contrário… é deixá-lo ir… ele fica pois QUER ficar e não por que você o segura de alguma forma. Nem que essa forma seja segurá-lo pela proposta de poder se relacionar com outras pessoas…

      Consegui explicar direito? Ficou com alguma dúvida?

      Sugiro que você se liberte primeiro, se permita amar mais pessoas. Pois esse é o primeiro passo. Se você quiser mesmo adotar este modelo de relacionamento, VOCÊ tem que se permitir e abrir espaço (emocionalmente falando) para realmente gostar de mais de uma pessoa ao mesmo tempo. Se VOCÊ nào estiver segura e confortável com isso, pode ter certeza que a sua proposta ao ex vai dar errado em algum momento.

      Abraços

    28. 28
      Mente em parafuso Says:

      Sei que já faz algum tempo que o texto foi postado aqui, porém preciso de ajuda e por isso escrevo.

      Tenho um relacionamento fechado há quatro anos, porém a minha parceira e eu já não conseguimos levar as falsidades adiante (nunca iremos sentir nada por outra pessoa, ou mesmo você será única(o) para todo o resto da vida). Por isso, decidimos abrir o relacinamento, está sendo muito difícil, pois como é de se imaginar, eu estou pirando, entrando em parafuso com a idéia da “perda” e também da minha companheira trocando carícias com outro alguém (tenho senso do meu egoísmo nestes pensamentos). Mesmo assim somos um casal bem à frente nos nossos pensamentos e conversas, e foi isso que nos uniu.
      Eu já tive um relacionamento fechado anteriormente, e ela nunca havia se relacionado. Tentei forçar uma briga para que ela me “chuta-se” de vez, e eu pudesse fugir desta situação com a idéia de que nunca iria dar certo mesmo.
      Sei que uma das minhas principais dificuldades é enfrentar o que me foi enfiado goela a baixo pela sociedade até os meus atuais 21 anos (ela tem 20), também acredito que a imaturidade e a inexperiência dos dois no assunto atrapalha um pouco, ela está bem melhor do que eu.
      Outra dificuldade é meu libido que está a “mil por hora” (ambos estão), isso também eu já esperava, afinal, deixamos de lado um relacionamento onde não havia mais surpresas para viver um onde tudo é novo novamente.
      Espero que alguém tenha algum pensamento que possa me ajudar a me adaptar a este novo mundo que se abriu – sempre discuti sobre o assunto e sou a favor, porém nunca me imaginei me envolvido, agora sei o quanto necessito evoluir.

      Nota: gostei muito do ‘post’ sobre o comparativo da alimentação com a carência de sentimentos, parabéns.

      Abraço,


      Pode deixar o seu email sem problema, ele nunca é divulgado e facilita para eu avisar quando respondo.

      A questão é trabalhar a insegurança e o medo de perder. Precisa ficar claro para ambos onde é que pega. O que doi. PAra que um ajude o outro a ficar mais forte.

      Michel de Montaigne, filósofo francês uma vez disse: “A primeira coisa a ser considerada em questões de amor: um tempo de adaptação” Ou seja, é isso ae. Terão várias pedras no caminho. Até você e sua namorada conseguirem sentir a certeza emocional de que um outro relacionamento não indica perda demora um pouco. Eu estou a quase 10 anos no mesmo relacionamento aberto e funciona. Mas nem sempre foi fácil, tivemos provações doloridas.

      Foque no que importa. Você ama ela? Ela te ama? O que seu coração sente? Quando você fica com outra menina você automaticamente pensa em deixar a sua namorada? Sim? Não? Possivelmente não… é a mesma coisa com ela. Só por que ela está com outra pessoa não quer dizer que ela vai te deixar. Assim como só por que você está com outra menina nào quer dizer que você irá deixá-la.

      Troque os papeis. Inverta as situações. Olhe por outras óticas. O que machuca é a sensação de perda.. é nela que você tem que trabalhar.. é entender porque está tendo a sensaçõa de perda e trabalhar-se no sentido de amadurecer o emocional para não “pirar”.

      Qualquer coisa grite..

      Abraços

    29. 29
      Cesar Machado Says:

      Compartilho de suas opiniões. Estou escrevendo um livro que se chama Paridade Sexual, com assuntos similares aos que você aborda, com um enfoque no comportamento feminino, e também tenho um blog que trata de assuntos do livro. O endereço do blog segue abaixo. Lerei mais os seus artigos.

      http://www.elanuaecrua.com.br

      Grato


      Obrigado pela visita, lerei os seus também em breve. Abraços

    30. 30
      Rubens Says:

      oi, recentemente descobri uma traição do meu ex-namorado… mantivemos um relacionamento de dois anos e tres meses…
      somos homens e viviamos bem, alguns atropelos… mais da minha parte que em grande parde do tempo me senti carente…
      quando descobri essa traição ele me propos um relacionamento aberto…. perguntei: e como é isso?
      cada um vive sua vida e pronto….. não deixando de sermos parceiros em tudo…
      resolvi terminar a relação pq o que sinto por ele não permite tal situação…


      Por sorte acabei de escrever um texto que talvez lhe ajude: a diferença entre compromisso e exclusividade http://swasthya.marcocarvalho.com/necessidade-de-exclusividade-nos-relacionamentos-afetivos/

      Abraços e boa sorte.

    31. 31
      Eduardo Says:

      Olá amigo, estou passando por uma situação que… Não é algo impossível, mas parece ser muito difícil, pra mim. Namoro a 9 meses com uma garota, esta, sempre se disse apaixonadérrema por mim. hahahaha. Sempre falou que foi apaixonada durante quase um ano até se confessar, ‘ficou’ comigo durante um mês naquela expectativa “será que ele gosta de mim?” até o dia que a pedi em namoro. E estamos juntos até agora…
      Bom, nove meses, não é tanto se for pensar, mas é um bom tempo, e até aqui tivemos muito tempo pra construir uma relação, fechada… Sempre teve ciúmes exacerbado, sabe? Mas de um dia para o outro, sim, de um dia para o outro ela me propôs um namoro aberto… A princípio eu nem relevei, ela sempre disse que tinha medo de ser traída por mim (afinal, ela tinha sido em todos os seus relacionamentos anteriores). Depois percebi que era uma proposta séria… Aceitei, mas ao chegar em casa (estava na dela) pensei melhor e analisei, o que a levou a pensar nisso? Passa de tudo pela minha cabeça, sabe? Estar afim de outro cara, não estar mais afim de mim ou até medo de eu cansar dela. Não sei, mas a idéia é SIM, muito interessante, como eu pude ler aqui… Mas me impressionou foi o fato dela, que sempre foi uma pessoa insegura me mostrar essa possibilidade, e por mais que eu sempre falei, demonstrei e assegurei que seria fiel à ela isso me surpreendeu, e muito. Agora, eu estou entre uma dúvida substâncial… Não sei se aceito a proposta, é interessante, é saldável… Mas eu sou muito Carente! Ela só pode ter tido uma iluminação divina, sei lá! hahahahaha. Só e diz uma coisa. É BOM? Continua igual?


      É bom? Para mim é o melhor! eheheh Mas cada um tem seus paradigmas e seus sistemas de valores. Não tenho como dizer se será bom para ti e para ela.

      Conversem… conversem… as coisas precisam ficar claras. Relacionamento aberto passa por uma comunicação MUITO transparente. Se não tiver isso.. o navio afunda. Quanto mais as coisas não são ditas, mais desastres está se plantando no futuro.

      Abraços

    32. 32
      Pesquisa sobre relacionamento afetivo Says:

      [...] ainda mais em se tratando de relacionamentos afetivos. Você já me viu escrever sobre ciúmes, relacionamento aberto, sexo e amor, sobre a necessidade da exclusividade e tantos outros posts sobre [...]

    33. 33
      Bella Says:

      Olá Marco!
      Estou vivendo um momento muito pleno da minha vida e pela primeira vez ao lado de uma pessoa que sinto que é realmente um parceiro para mim.
      Estou ‘quase’ me sentindo preparada para propor um relacionamento aberto. Na verdade eu já tenho um pensamento um pouco diferente ‘desde sempre’, pois questiono essas regras impostas pela sociedade. Porém, até hoje só vivi relacionamentos fechados e em um deles sofri muito com uma traição. Lembro-me da sensação que eu tive pois o que me fez sofre não foi o fato em si, mas a sensação de ter sido enganada. Isso tudo, enquanto eu também tinha desejos, mas reprimia já que o combinado era a fidelidade comum que a sociedade coloca como certa.
      Hoje, a pessoa com quem vivo, é incapaz de praticar esta fidelidade. Porém, ainda não teve coragem de viver um relacionamento aberto. Ou seja, hoje vivemos uma situação em que ele faz, escondido e eu sei, tbm escondido pois não digo que sei. Quero mudar essa situação, pois se sei e dou conta de aceitar, quero também a liberdade que ele tem, apesar de ser “escondido” de mim.
      Minhas principais dúvidas são mesmo práticas. Será que pode me explicar um pouco melhor até que ponto chega a transparência nos relacionamentos abertos? Assim… Uma pessoa sabe com quem a outra está saindo? Sabe que numa determinada noite o outro vai sair com determinada pessoa x ou y… ? Ou apenas deixa-se no ar? Pq se eu for sair com outro cara num determinado dia, ou eu vou contar claramente, ou vou precisar mentir. E pelo que estou lendo aqui… o relacionamento aberto busca eliminar as mentiras. Certo?
      Bem… Também não sei se meu namorado vai ou não aceitar… Apenas torço que possamos continuar a felicidade que TEMOS!!!

      Obrigada
      Abraço


      A beleza está em justamente você e ele definirem todas estas regras. Sem pressupostos. Não existe certo ou errado. Existe o que irá funcionar bem para vocês. Para algumas pessoas a regra é: pode fazer o que você quiser, desde que eu não fique sabendo. Para outras querem saber todos os detalhes. Para outras basta saber que vai sair, mas não interessa onde, quem e onde.

      Cada um pode tratar o melhor arranjo que puder, sempre lembrando que este arranjo será mudado algumas vezes até você acharem aquele que funciona melhor.

      Comunicação, sinceridade e muita compreensão mútua. Haverá um periodo de transição ao qual irá ser gerado uma ansiedade muito grande e ambos precisarão de maturidade emocional.

      Boa sorte :)

    34. 34
      Felipe Says:

      Fala Marco,
      passei este post para uma amiga ler, ela afirma veementemente que relacionamento aberto é uma hipocrisia. Como sei que ela é uma pessoa inteligente, mas se recusa a escutar meus argumentos, acho que suas explicações vão esclarece-la melhor. Mais uma vez parabéns pelos textos, aguardamos o livro! =)
      Correção no segundo subtítulo:
      QueREndo manter o anonimato


      Fixed!

      Valeu pela ajuda na correção!

    35. 35
      Mariana Says:

      Oi, eu gostei muito do texto, é difícil se falar sobre esse assunto já que a nossa sociedade discrimina esse tipo de relacionamento, eu só queria que as pessoas respeitassem mais nossas escolhas. Eu nunca tive oportunidade de conversar como alguém e esclarecer algumas dúvidas que foram tiradas aqui. Mas eu acho que um relacionamento aberto é igual a qualquer outro num sentido mais amplo(da procura da felicidade) e cada um tem a sua forma de ser feliz. Eu vivo esse relacionamento e é exatamente como você falou, é muito mais rico que um relacionamento fechado, a gente tem emoções nunca sentidas antes, é bom demais!!!
      Parabéns por tratar desse tema de forma tão séria.


      Obrigado pelos elogios. Ainda bem que em tempos de internet podemos achar fácil as pessoas que pensam como nós.

    36. 36
      Joice Gilberty Says:

      Muito interessante o texto. Será que vc poderia me ajudar? Conheço a cerca de um mês um rapaz 13 anos mais novo e desde então mantemos um relacionamento. Ele gosta muito de mim e eu dele, mas me sinto desconfortável em passear por ai com ele, pois temo os comentários das pessoas. Sinto que ele fica constrangido tb! por outro lado, mesmo nós nos comportando diante de todos como amigos, sei que os amigos dele sabem da nossa relação e inclusive me vigiam quando me vêem em alguma festa. O que eu gostaria era de saber como conversar com ele pra que mantivéssemos um relacionamento aberto, teríamos nossos momentos juntos e os momentos de liberdade pra sair com os amigos e quem sabe algo mais, sem cobrança é claro! Quero uma fórmula pra que possamos ter um relacionamento duradouro e saudável que na fórmula convencional não irá funcionar. me ajude…como eu implanto esse sistema?


      Conversando… Não existe outra forma eheheh PErgunte o que ele acha da possibilidade. Mas explique o que você entende por aberto e como você gostaria que fosse e veja o que ele acha do assunto.

      Uma possibilidade é você dizer para ele que se ele quiser ficar com outras meninas você não se importa. Desde que isso não consuma tempo do relacionamento de vocês. A melhor forma de ter liberdade é dar liberdade :)

      Deixe claro as regras. Se quer saber, se nao quer saber de nada, se só quer saber por cima, sem detalhes, essas coisas. Lembrando que essas coisas sempre falham, pois não temos experiencia prévia. Quando algo acontecer fora do acordo, tratem de não ficarem bravos, mas sim falar que aquilo não foi legal e que precisam ajustar. É muito fácil a coisa se tornar emocional (leia-se irracional). Precisamos aprender como nos relacionar de forma madura e consciente.

      Mas a fórmula mágica não existe. É conversa, carinho mútuo e muita compreensão.

      Boa sorte!

    37. 37
      Casada Says:

      Olá
      Sou casada há 5 anos, tenho 30 e ele 40. Sempre fui instável nas relações e confesso que me empolguei quando fui pedida em casamento e acabei aceitando. Eu o amo, mas gostaria muito de manter um relacionamento aberto, mas no sentido apenas de ter as minhas aventuras virtuais, que raramente seriam reais. A minha fantasia é essa, ter relacionamentos pela internet sem interferir no meu casamento. Mas não sei como abordar esta situação com ele. Uma vez toquei de leve no assunto e ele , de pronto, já foi me acusando de já ter uma pessoa e por isso estava querendo falar no assunto. Eu não estava, mas me calei, com medo de ele interpretar desta forma , que eu o estava traindo. Mas, é uma coisa inevitavel, eu sinto necessidade de me apaixonar vez ou outra, de renovar minhas emoções me relacionando com outros, mesmo que seja muito esporadicamente. Por outro lado me sinto culpada por ter que fazer escondido. Não quero abrir mão de nenhuma das duas coisas, gostaria de conciliar se fosse possível. Como faço para abordar novamente este assunto sem que ele se sinta “traído” ? Até porque eu gostaria que ele vivesse outras experiências também, não tenho grilo com isso, desde que, claro, não interfira no nosso casamento. Nosso casamento é legal, temos algumas brigas, mas é bom, porém sinto que toda vez que me relaciono com outros, mesmo que apenas virtualmente, nosso relacionamento melhora. Como faço para propor esta possibilidade a ele?


      Falando exatamente o que para mim para ele. Exatamente nestes termos. A reação dele é puro medo de perder. De alguma forma, você tem que primeiro informar isso. Que não quer deixá-lo por nada nesse mundo. Que se sente bem com ele, que gosta dele, mas que por outro lado tem estes pontos que você expos. É inevitável que ele tenha uma reação emotiva pelo medo de perder, você tem que transmitir uma segurança muito grande para que ele sinta que não vai te perder. Isso é um processo e só uma conversa não irá resolver. Tem que ter paciência e ir aos poucos. A melhor forma é dar para ele a liberdade que você quer. Informe a ele que você não se importa que ele se envolva com outras mulheres, desde que não atrapalhe o relacionamento de vocês. Primeiro ofereça a ele o que você quer para si.

      Abraços e boa sorte.

    38. 38
      clara Says:

      Boa noite! Tudo bem?
      Para começo de conversa…quero te dizer que estou tentando aprender um pouco sobre isso, então, se eu falar bobagens, por gentileza, me desculpe.
      Vivi um casamento de 20 anos que foi um fracasso em todos os sentidos.Sei o que não quero mais na minha vida.
      Por outro lado, conheci um rapaz, 10 anos mais novo do que eu, e estamos tentando organizar um relacionamento aberto.Só que antes de falarmos às claras, vi a foto dele na internet com outra pessoa.Isso me confundiu muito.Ele disse que tinha me falado que era um relacionamento aberto.Falar é uma coisa,ver é outra.Me sinto confusa,perdida.Num relacionamento aberto, sempre tem que ter uma “namorada”? Tem alguém de quem se goste mais? Tem alguém que compartilha das coisas da tua vida? Por que se escolhe uma pessoa? Nosso tempo, foi maravilhoso.
      Acho que a frase que escreveste no texto, dizendo que a felicidade de um não pode trazer a infelicidade para o outro é perfeita. Só preciso decidir se serei mais feliz com ou sem ele.
      Um abraço.


      Pode tudo o que vocês acordarem. Tudo precisa ser conversado e acordado, nada pode ficar pressuposto e olhe que mesmo assim teremos alguns percalsos emocionais para resolver.

      Nós montamos níveis diferentes de comprometimentos com as pessoas. Isso não tem nada haver com gostar mais ou menos, é exatamente isso: comprometimento. Com uma pessoa eu tenho comprometimento e cumplicidade totais, inclusive de futuro. Com outra pessoa eu tenho comprometimento emociona, mas não fazemos planos juntos, com outra eu tenho um outro tipo de compromisso e assim vai.

      Mas isso não quer dizer que gosto mais de uma do que da outra. O gostar não tem nada haver com o compromisso. São coisas distintas que nós confundimos.

    39. 39
      Raissa Says:

      Olá amigooo…estou defendendo uma causa na faculdade sobre ser a favor de relacionamento aberto!!!
      vc como praticante seria a melhor pessoa pra me ajudar…
      queria alguns argumentos pra defesa de causa, será q poderia me ajudar…se tivér como mandar pro meu e-mail eu agredeceria muitoo…pois não tenho muito tempo para ficar procurando na net e nem como salvar o site do seu blog!!! =/

      muito obridaaaa!!!


      O que precisa especificamente?

      Abraços

    40. 40
      Marina Says:

      Em primeiro lugar, gostaria de parabenizá-lo por divulgar essas percepções tão importantes a respeito de relacionamentos. Este espaço que você criou permite não apenas a progressão dos seus estudos sobre comportamento humano e relacionamentos afetivos, mas também pode ajudar muitas pessoas que estão nessa busca.
      Acredito ser impossível sermos plenamente felizes em relacionamentos limitadores, que não permitem que expressemos todos os nossos desejos e necessidades, tudo em nome de medos, inseguranças e carências. A felicidade só pode ocorrer plenamente quando há liberdade, quando cada um pode ser o que é, sem precisar reprimir sua natureza.
      A forma convencional como as pessoas se relacionam, ou seja, a monogamia, é uma forma adaptada para poupar o ser humano de ter que encarar seus sentimentos de posse, de ciúme, de medo. Mas esse tipo de relação está naturalmente condenada ao fracasso, pois as pessoas não podem ser felizes ao se submeteram a tantas castrações. E as pessoas lidam com essa infelicidade se acomodando ou iniciando novas relações. Mas o problema, na maioria das vezes, não tem a ver com o parceiro não ser a pessoa certa, mas com a nossa forma de encarar relacionamentos. E se isso não for percebido e o padrão for mantido, os problemas se repetirão nos relacionamentos futuros.
      Com base nessas idéias, viver um relacionamento aberto parece ser a solução ideal, mas isso não é tão simples quanto parece. Não basta decidir ter um relacionamento aberto. É necessário haver um comprometimento com as transformações interiores que precisam acontecer. Afinal, a forma como nos relacionamos é um reflexo de nossas crenças e das nossas percepções. O relacionamento aberto exige reflexões constantes a respeito de nós mesmos, exige a busca pelo autoconhecimento e a disposição em superar as limitações da nossa consciência.
      Eu vivi relacionamentos convencionais, cujas experiências me impulsionaram a reflexões profundas, já que eu não conseguia me sentir plena. Essas vivências me trouxeram uma nova forma de pensar os relacionamentos, que é o que chamamos de relacionamento aberto.
      Atualmente, eu vivo um relacionamento aberto, mas que está em processo de construção. Eu compartilho da sua visão e gostaria muito de saber a sua opinião sobre uma questão específica:
      Quando alguém diz ter uma relação aberta, supõe-se que essa pessoa tenha um companheiro(a) principal, com quem tem uma relação “base”. Naturalmente, ocorrem outros envolvimentos paralelamente, que podem ser passageiros ou podem durar mais. Num relacionamento paralelo mais duradouro, considere a hipótese de a terceira pessoa desejar ter um relacionamento “base” com um dos membros deste casal. E se há um vínculo emocional com essa terceira pessoa, isso pode gerar um conflito, pois acho complicado manter dois relacionamentos “base” com a mesma cumplicidade. Como você enxerga esta situação?


      Concordo contigo no ponto de que não é do dia para noite que um relacionamento aberto acontece. Precisa de tempo, exatamente como Michel De Montaigne disse: “primeira coisa a ser considerada em questões de amor: um tempo de adaptação”

      Com relação a sua pergunta, eu acho que não depende do que eu acho, depende do que as pessoas estão dispostas. Eu acho tudo possível, a questão é saber se todos os envolvidos concordam com a situação e se sentem bem com ela. Todo o resto seria expeculação minha.

      Acho que a grande sacada do relacionamento aberto é justamente a ausência do “supõem-se”. Não podemos supor nada. Talvez a única suposição possível seja a de que não haja pressupostos, já que considerar que um relacionamento aberto seja um relacionamento principal e vários flutuantes já é um pressuposto e isso não existe. Cada qual deve achar a fórmula que lhe deixe feliz, com ausência de conflitos, o resto é rótulo…

      Consegui responder? Ou embaralhei mais ainda?

    41. 41
      Raissa Says:

      argumentos para defesa..tipo…motivos pra ter um relacionamento aberto….entende??

      obrigada!


      Vamos esquecer um pouco o relacionamento aberto. Digamos que nossos papeis estivessem trocados e você fosse a pessoa que entendesse de namoros (os convencionais) e eu o estudante que irá defender a causa dos namoros e te perguntasse:

      - Quais são os motivos para namorar?
      - Quais são os argumentos de defesa para namorar?

      A resposta para tudo isso não é obvia? “por que é bom….”. Não era isso que você iria me responder?

      A resposta se aplica aos relacionamentos abertos.

      O interessante é você operar pelas seguintes diretrizes:

      - Relacionamentos afetivos (abertos, fechados, etc) não são coisas as quais existem motivos ou benefícios aos quais convençam pessoas
      - não queira fazer proselitismo
      - Assuma a postura de que não quer convencer ninguém (e não queira mesmo)
      - Vá pelo viés da livre escolha e não pelo convencer ninguém.
      - Não tente convencer ninguém de que relacionamento aberto é melhor que o fechado. É só mais uma opção!

      Como eu falaria:

      Normalmente desfruta-se do convencional sem criticá-lo e critica-se o novo sem desfrutá-lo. Vou falar sobre relacionamentos abertos, e o que é um relacionamento aberto? É uma modalidade de relacionamento afetivo na qual não há pressupostos e tudo é acordado entre os nubentes. Primeiro quero deixar claro que ninguém é obrigado a ter um relacionamento aberto, assim como ninguém deveria ser obrigado a ter um fechado, só por convenção social.

      [vc precisa gerar empatia com quem lhe ouve através de algo que eles já conheçam]

      Quando você se apaixona você quer ser feliz com a pessoa, não quer? Claro! Todo mundo quer… e o adepto do relacionamento aberto quer a mesma coisa…

      Imagine um casal apaixonado, já sentiu isso? Agora imagine isso multiplicado por 2, por 3, por 4, por 5 …. Imagine um relacionamento no qual você não tem medo de perder ninguém, imagine um relacionamento na qual a felicidade do outro é a sua própria, imagine um relacionamento onde encontrar um novo amor não signifique dispensar o anterior e que todos podem fazer isso sem precisar enganar, mentir, magoar… Imagine um mundo onde isso é possível. E é!

      A primeira coisa a ser considerada em questões de amor: um tempo de adaptação. Um relacionamento aberto é maravilhoso, só que tem os seus percausos como qualquer outro tipo de relacionamento.

      O importante é que a pessoa se sinta feliz, seja com relacionamentos abertos ou fechados, não importa! Importa é que sejamos felizes. Importa é que nossas ações não magoem ninguém e que possamos viver em um mundo onde a mentira e a desonestidade não precisem existir. Os relacionamentos abertos são isso: uma tentativa de não precisarmos mentir para ninguém para sermos felizes da forma que nós somos.

      ————————-

      Ajudei em algo?

    42. 42
      Raissa Says:

      Oiiee…adoreeeiii os argumentooos…vou usar com certezaaa….
      muito obrigadaaaa…
      ajdou muito muito muitoooo….vlw…^^

      BjOos…bom fds

    43. 43
      Marina Says:

      Sim, você conseguiu responder. O fato é que tudo isso ainda é bastante novo pra mim e eu sinto que esses meus excessos de reflexão estejam relacionados ainda a uma tentativa de manter alguma segurança, o que não é possível. Aliás, nunca é possível. Essa segurança que a gente tenta manter é sempre uma ilusão, em qualquer tipo de relação.
      Então eu decidi parar com essas especulações prévias e deixar fluir.
      Quero agradecer pelos seus apontamentos e por ter somado algo para mim. Vou continuar explorando seu site, pois muita coisa me interessa. Também sou praticante de Swásthya Yôga.
      Um abraço!


      Boa sorte!

      Swásthya!

    44. 44
      Val Says:

      Tudo muito legal

    45. 45
      André R. Says:

      Tenho uma pergunta…
      Como vc pode saber que o seu parceiro/a ao ficar com outra pessoa não se apaixonará por ela. Isso não pode acontecer? Meu maior medo é esse. Acho que uma ficada ou uma transa não acabam um relacionamento…
      Adoraria uma resposta.
      abs e parabéns pelo artigo. Adorei!


      E qual o problema do parceiro(a) se apaixonar pela outra pessoa? Em que isso implicaria? No nosso imaginário cultural se uma pessoa se apaixona por outra isso significa que nós estamos fora da jogada, mas será que não é possível amar duas ou mais pessoas ao mesmo tempo? Será que não é possível somar e multiplicar ao invés de dividir e subtrair?

      Por que você acha que só é possível amar uma só pessoa por vez?

      Não seria possível considerar os relacionamentos como nos fazemos como as amizades? Ter um novo amigo não impede que mantenhamos as amizades anteriores… por que será que um novo amor pressupoem a aniquilação de amores anteriores?

    46. 46
      André R. Says:

      Mas vc não corre o risco de ser “abandonado”.
      Exemplo: seu parceiro/a te larga para ficar com outra pessoa. Vc não vai ficar com aquela imensa dor no coração de “ninguém me quer” etc e tal?
      Podê parecer clichê, mas não vi melhor forma de escrever!
      grato
      abs
      André


      E isso não pode acontecer até mesmo em um relacionamento convencional?

    47. 47
      André R. Says:

      Claro que isso pode acontecer em um relacionamento fechado.
      Mas te pergunto: Vc tinha dito que está com a mesma pessoas há 9 anos não é? Vc não tem medo, ou nunca sentiu medo de perder sua companheira?
      Sei que pode acontecer. Mas pra mim pelo menos, o maior problema é a perda.
      abs
      André
      obs: Desculpe por tantas perguntas…mas ainda estou aprendendo…


      O problema sempre é a perda… e o medo de perder é que nos torna possessivos… voltando ao exemplo das amizades, nós não sentimos ciúmes quando nossos amigos saem com outros amigos… nós não achamos que vamos perder os amigos porque eles fizeram novas amizades…

      Por que nos relacionamentos temos medo de perder e nas amizades não? Ache a resposta para isso e terá matado a charada.

    48. 48
      Agapê Says:

      Marco,
      Fui criada em uma família burguesa tradicional. Logo, todas as minhas percepções por muito tempo estavam fundamentadas sob estes pilares. Contudo, depois de amadurecer, principalmente com a faculdade, comecei a construir uma outra forma de viver, de pensar, agir… Questionar pressupostos socialmente estabelecido em todos os âmbitos tornou-se parte de mim. Comocei a me conhecer melhor, mas nem sei se conhecer é a palavra ideal, pois acho que a gente “constrói”. Conheci há algum tempo uma pessoa que se tornou meu companheiro. Ele é muito importante para mim e sei que eu para ele, pois conseguimos em todos estes anos enfrentar a vida, e crescer, nos autoquestionar, questionar a sociedade em que vivemos, enfim, com ele aprendi a ser muito reflexiva e não me acomodar com as situações.

      Até então tivemos um relacionamento fechado. Passamos por problemas comuns a todos, e sempre com muita conversa e compreensão conseguimos superar os momentos mais difíceis. Por motivos profissionais tivemos que morar em cidades diferentes. Não nos víamos com frequencia, mas mantivemos nosso relacionamento fechado e fomos fieis. Contudo, depois de voltarmos a morar juntos, algo começou a nos consumir. Demoramos a identificar onde o problema estava. Aquele crescimento mútuo parecia que tinha se perdido. Alguma coisa estava faltando, e eu percebia que a cada dia isto o angustiava mais, me afetando também. Outro dia conversamos sobre relacionamento aberto. Pela minha criação isto parecia algo inaceitável. Ele achou que poderia me perder, mas disse que se não falasse que sentia falta de novas experiências estaria negando ele mesmo.

      Conversamos muito. Ele até ficou surpreso por eu não considerar esta possibilidade como um desrespeito. Lendo seus artigos compreendo a questão da necessidade de exclusividade na sociedade atual, e sou estremamente crítica em relação a isto. O moralmente estabelecido me faz procurar outros caminhos.

      Mas sinto insegurança. Lógico que ele não espera uma resposta minha, porque não é algo que eu tenho que responder. É algo que começamos juntos a conversar agora. Nunca nenhum de nós teve um relacionamento aberto.
      O medo da perda. Vc falou tanto disso, mas é o que mais confunde minha cabeça. Mas se continuar como estava, considero que já nos perdemos.

      Quero estar com ele, mas não penso que um relacionamento aberto deva acontecer só para não perdê-lo. Mas temo não conseguir controlar esta insegurança, que sei que se fundamenta nos 18 primeiros anos da minha vida devido minha criação.
      Questiono também a “relação base”. Moramos juntos. Não sei como isto funcionaria num relacionamento aberto.
      Pelos meus ideais de vida, sei que um relacionamento aberto me trará experiências únicas. Mas boa parte das vezes que me deparo pela primeira vez com algo tão diferente do que fui condicionada a ser, me sinto insegura mesmo sabendo que devo romper com isto..

      Talvez meu post nem mereça um comentário, acho que é mais um desabafo.
      Mas queria dizer que ler seus artigos, os comentários sobre eles e suas considerações são contribuições importantes para minha reflexão.
      Foi o único site sério sobre o assunto, sem preconceitos e pressupostos que o site de busca indicou.

      Obrigada!


      Obrigado pelo seu comentário. Quando o li fiquei com duas impressões positivas, a primeira é que você é exatamente o tipo de pessoa para a qual eu escrevo: alguém que tem a capacidade de se analisar e se aperfeiçoar constantemente.

      A segunda é que você tem razão, eu não preciso responder seu comentário pois tenho certeza que você achará as respostas necessárias para levar você e seu companheiro rumo a felicidade mútua.

      Talvez a única coisa que gostaria de reforçar é que não importa como funciona para mim, pois a mágica do relacionamento aberto é essa: ausência de formulas prontas. Tenho certeza que você e seu companheiro acharão aquela fórmula que vai encaixar como uma luva para vocês, basta usar como parâmetro o nível de felicidade e a ausência de conflitos…

      Abraços e felicidades, mantenha contato, se tiver alguma dúvida sinta-se a vontade de deixar um recado.

    49. 49
      Apex Says:

      Olá!

      Belo tópico, você se preocupou bastante em mostrar para um público bem conservador o ponto de vista maduro do relacionamento aberto. Parabéns!

      Eu gostaria apenas de fazer uma pergunta curiosa, que me veio em devaneios após algumas conclusões.

      A idéia do relacionamento aberto consiste em poder se relacionar, apaixonar, “amar” várias pessoas paralelamente, certo? Ou o amor de verdade só existe com a pessoa que está com você há 10 anos? Ou não existe amor? Ou existe, mas com outro nome ou conceito?

      A idéia de manejar um relacionamento a longo prazo juntamente com vários relacionamentos passageiros ao decorrer da cronologia de vocês é muito, muito interessante. Mas gostaria de entender como gerenciar o ganhar e perder ( coisas boas e ruins ) , o sentir ( coisas boas e ruins ) ou ignorar. Eu não consigo imaginar minha namorada fazendo sexo com outra pessoa, sentiria a dor disso. Carrego a maioria dos traços conservadores do “Amor-Dependência”.

      Mas é aquela velha coisa, não dá para saber se é gostoso sem experimentar. Aposto que você no começo passou por alguns emocionais também, faz parte.

      Grato!


      Aí que está a beleza disso, descobrir o como. E este como vem através da tentativa e erro mesmo. Recheado pela compreensão mútua.

      Respondendo a sua pergunta sobre amar diferentes pessoas é simples responder. Você mesmo, ama muito, e muito mesmo, pelo menos três pessoas simultaneamente e não vê conflito nenhum nisso… Sim estou falando de você…. você já faz isso…

      Pense…. antes de seguir lendo…. Pensou? Descobriu a charada? Ainda não? Pense mais um pouco antes de seguir lendo….

      Pensou?

      Você ama seu pai, sua mãe e sua namorada… ama mesmo estas três pessoas … Até pude escutar o seu “Ah! Mas é diferente….” diferente no que eu pergunto? A única diferença que vejo é que você não transa com seus pais, pois o amor é o mesmo. Então o problema não é amar várias pessoas simultaneamente.. é outra coisa… Qual é essa outra coisa? Por que é possível amar várias pessoas simultaneamente desde que se transe só com uma delas? Por que isso?

      Veja http://swasthya.marcocarvalho.com/sexo-e-amor/ que mostra isso que disse de forma visual e as vezes caem algumas fichas. Talvez também goste de ler meu ensaio sobre a necessidade da exclusividade http://swasthya.marcocarvalho.com/necessidade-de-exclusividade-nos-relacionamentos-afetivos/

      Abraços

    50. 50
      Tamy Says:

      Oi
      Preciso mtu dii ajuda too ficando c/ um garoto de 18 anos ele ja xegoo a m pedi em namo mas no orkut delle tá o nome delle e de outra menina e no perfill ta como um relacionamento aberto e too querendo sabe um poucoo mais sobre isso Relacionamento Aberto.

      O q posso faze c elle ja tem uma namorada?


      - Primeiro você tem que decidir o que quer para si. Independente de ficar ou não com o garoto.
      - Depois veja se ficar com o garoto vai ajudar, atrapalhar ou ser neutro para onde você quer rumar…
      É isso :) Escolha real e consciênte. O coração não foi feito para decidir, foi feito para sentir. É a cabeça que escolhe. Então escolha o melhor para você e o resto deixe o coração sentir…

      Abrax :)

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