Vejamos o que diz o Faça Yôga:

Na prática básica de ády ashtánga sádhana, o mantra é utilizado para aplicar a vibração de ultra-sons no desesclerosamento de nádís, que são os meridianos por onde o prána circula em nosso corpo físico energético.

É muito fácil falar de nádís, a questão é sentí-las. Sentir efetivamente a energia percorrendo seu corpo e indo de acordo com sua vontade. Isso é possível, basta educar a vontade e sua capacidade de concentração. Enquanto você não sentir por si os efeitos estará meramente acreditando no que o instrutor diz e é neste ponto que a porca torce o rabo.

Como podemos praticar yôga sem usar o verbo crer? Pois acreditar é deixar o yôga no mesmo patamar que qualquer seita, onde se fala muito e se sente pouco. Neste ponto o yôga pode ser usado para ludibriar os incaltos, prometendo mundos e fundos. Charlatanisse pura. Nós como professores temos que cuidar para que isso não aconteça, afinal yôga e crendices não combinam.

O instrutor deve direcionar a prática naquilo que percebe que o aluno irá realmente conseguir perceber, pois de nada adianta passar mentalizações fantásticas se o aluno está com uma baita dor nas costas de ficar muito tempo sentado. Seria mais útil fazê-lo se conscientizar de seus músculos antes de sofisticar a percepção com coisas mais sutis. Por isso, não queira dar adiantamento ao aluno, o conduza a perceber por si só os efeitos no ritmo dele. Deixando com que pouco a pouco sua percepção vá ampliando os horizontes de sua consciência.

Devo reconhecer que isso é a obra prima do magistério do Yôga, já que é muito mais fácil vomitar vários termos sânscritos, algumas mentalizações fantásticas e pronto.

Por que eu disse isso?

Para que você considere o quadro a seguir com esses olhos céticos. Todas essas informações abaixo são mero folguete para matar nossa curiosidade e são mera teoria que tem pouca valia. Que adianta saber o nome de cada nádí se você não as sente? Então sente e pratique! Mas por curiosidade dê uma espiada:)

as Nádís

Clique na imagem para ela ficar maior. Eu já vi esta imagem em algum livro, mas não recordo qual. Do site onde a encontrei a legenda diz “from David V. Tansley, Subtle Body - Essence and Shadow, (1977, Art and Imagination Series, Thames and Hudson, London)

Apesar de grande e detalhada o dêvanágari não está legível infelizmente. Se alguém tiver esta imagem onde eu possa ler os nomes eu apreciaria o link.

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