11 jul
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Os seres humanos usam símbolos a muito tempo, provavelmente os símbolos surgiram junto com os primeiros hominídeos a pisar na terra.
Os símbolos foram criados pela necessidade de nos comunicarmos. Criamos um meio de com uma simples figura possamos resgatar em nossa consciência uma quantidade muito grande de informações. Como uma chave que abre um baú cheio de pergaminhos.
A publicidade sabe muito bem como impregnar em um ícone atributos conscientes e inconscientes para que eles funcionem como um yantra.
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Este símbolo conscientemente lhe diz que é a marca da Nike (Trademark, com todos os direitos reservados a Nike). Você já associou isso a esportes, calçados e etc. Nesse exato instante seu inconsciente já fez as associações que os publicitários deixaram implícito na propaganda através dos atributos que o esportista tem, como por exemplo, fama, dinheiro, beleza, etc. Gerando empatia com o maior numero de pessoas que se identifiquem com um ou mais atributos daquele esportista.
Um pequeno símbolo, que comunicou muito de forma mais eficiente do que se tivéssemos lido todas as informações em um jornal. Isto é um yantra, um mecanismo que através de um símbolo nos causa reações conscientes e subconscientes.
Algumas traduções possiveis da palavra yantra são: nome de algum instrumento para segurar, suporte, barreira, nó, traço, instrumento cirurgico, qualquer instrumento ou aparato, motor, mecanismo, força, etc.
O poder do yantra vem do número de pessoas que através do tempo utilizaram-no, reforçando seus atributos. Nos dias de hoje isso é chamado de marca e este mecanismo é tão poderoso que vale muito dinheiro! É só pegar os “yantras” de companhias como Coca-Cola, Microsoft, Nike, Google, etc. Somente a marca já vale milhões.

Ôm
Símbolo universal do Yôga e do hinduismo para todas as escolas e épocas.
É o mais conhecido yantra do Yôga, traçado chama-se ômkara pronunciado chama-se pranava. Este símbolo é tão antigo que sua origem é incerta. Podemos dizer que ele vem de um período tão antigo como as primeiras civilizações que habitaram o local que hoje é chamado de Índia, em um período anterior a invasão ariana. Sua escrita curvilínea em nada se assemelha ao traçado retilíneo do dêvanágari que é o alfabeto utilizado para escrever sânscrito.

Aqui a progressão de como o símbolo curvilíneo foi sendo transportado a forma retilínea do dêvanágari. O comum em textos filosóficos é ter o Ôm no seu original arcaico e curvilíneo. A outra possibilidade é que no dêvanágari o Ôm era escrito como na última possibilidade e com o tempo houve uma adaptação que mesclou o traçado curvelíneo com o retilíneo.
A silaba do Ôm é composta pela união de três sons: A + U + M. A união do `A` com o `U` gera o som de “ô” fechado, contudo em alguma época existiram autodidatas que aprenderam este mantra somente lendo textos antigos sem nenhum professor que lhes mostrasse o som, por conseqüência esta deturpação foi passada adiante instaurando a confusão do AUM. É muito comum encontrar livros que sequer mencionam Ôm, somente utilizam AUM. Outros autores defendam a existência dos dois, o que é verdade, pois os dois mantras existem, mas não são a mesma coisa: o Ôm é considerado o som do universo, já AUM é o som de uma pétala do anahata chakra. Existem também autores que por motivos de transliteração escrevem AUM explicando que ele deve ser lido Ôm.
O erro de confundir o Ôm com AUM já passou de uma geração para outra e acabou se instaurando como uma verdade. Para aqueles que conhecem os princípios do mantra sabem que uma coisa é pronunciar Ôm e outra bem diferente é vocalizar AUM.
No dêvanágari existem as vogais ô e au como podemos observar para que pronunciemos o som `au` é necessário assinalar isto na escrita.
Em um ambiente filosófico podemos definir o Ôm como o corpo sonoro do Absoluto. Em um ambiente mais leigo é preferível dizer que o Ôm é o símbolo do Yôga e do hinduísmo, a não ser que você queira dar aula explicando o conceito de absoluto, corpo sonoro e mais um monte de questões que seu interlocutor fará.
O Ôm é descrito em algumas upanishad como sendo o alento de Brahma, que erroneamente é traduzido simplesmente como Deus. Digo erroneamente, pois traduzir Brahma como Deus é deturpar a cultura Hindu fazendo-a encaixar-se dentro de nossos paradigmas judaico-cristãos criando mais frenesy ocidental em achar que “tudo é a mesma coisa”.
A uchandôgya upanishad afirma que do Ôm emergiu o traya vidya, os três vedas: rig vêda, sama vêda, yajur vêda. Ao pronunciar o Ôm estaríamos recitando todos os três vêdas. Para se ter uma idéia do que isso representa cada vêda é separado em brahmanas, mantras, aranyakas e upanishads que por sua vez são compostos por um sem número de textos. Imagine nesses 500 anos de história brasileira, só no legislativo quantas leis foram feitas? Quantas constituições, decretos, códigos. Imagine quando tivermos 2000 de Brasil, imprima todas essas leis e coloque em estantes. Vai ocupar mais ou menos o tamanho dos vêdas.
Em muitas upanishads e shastras o Ôm está ligado a forma mais fácil, rápida, segura, precisa, importante, etc., para se chegar a ao samádhi.
Representa também os três gunas: tamas, rajas e satwa; a trindade hindu: Brahma, Vishnu e Shiva; os três estados de consciência: vigília, sono e sonho; criação, manutenção e destruição – não por acaso também os atributos da trindade hindu.
No Ômkara encontramos as seguintes partes:
Você pode ter uma medalha com o símbolo do Ôm, veja como.

Todas essas informações são meros fogos de artifício para saciar nossa sede por simbolos e significados, mas todas elas sem a prática do Yôga não vão resultar em nada, só acumulo de conhecimento, no máximo alguns minutos de atenção em uma roda de amigos. Divirta-se com estas informações, mas faça Yôga!
A pesquisa por aqui fará o Google tentar achar conteúdo próximo ao conteúdo deste site, por exemplo: se procurar por "tapete" ele mostrará resultados referêntes a tapetes de yôga e não o tapete que você usa em sua casa.
4 Responses for "O que são símbolos e um pouco mais sobre o Ôm"
[...] Pode pegar em neste post em que eu falo sobre o Ôm. [...]
[...] - Ôm, não tem tradução, só significados. Bhur - terra, o lugar onde habitamos. Bhuva - céu, aquele azul que a gente vê todo dia. Swaha - [...]
[...] significado de Ôm você pode ver aqui e de namaH, [...]
lllllllllllllllllllllllleeeeeeeeeeeeeeeeeeeggggggggggggaaaaaaaaaaaaallllllllllllllllllllll!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
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