Significa literalmente número, no sentido de enumerar. É um sistema filosófico naturalista. Você pode ler não-místico, ao qual não se atribui causas sobrenaturais a nada.

O sámkhya kariká, escrito por Íshwára Krishna começa dizendo o problema cental é o: dukhatraya. O triplo infortúnio existencial. Nós sempre estamos infelizes com nós mesmos, com os outros seres vivos que nos rodeiam e com as forças da natureza.

Sempre achamos que estamos gordos ou altos, magros, feios, peludos ou sem pelos, carecas ou cabeludos, cabelo liso demais ou enrolado demais, etc.

Temos reclamações para com o mosquito em nosso ouvido, a aranha em nosso quarto, a barata na cozinha, o cachorro que deixou um presente no tapete, o gato que não para de miar, a cobra que me dá medo, etc.

Reclamamos que chove em demasia ou com a seca que assola. O calor que está matando ou o frio que está de quebrar os ossos, o mar que não dá onda para surfar, etc.

É este problema existencial que o sámkhya quer resolver, ou pelo menos mapear para que possamos criar caminhos que nos tirem deste infortúnio. É aqui que entra o yôga, o caminho prático que leva o praticante até a libertação (kaivalya) deste ciclo existêncial.

Tara Michael, em seu Manual de Yôga diz: “onde termina o sámkhya começa o yôga”. Essa afirmação se dá pelo simples motivo que o sámkhya somente especula e teoriza. Basicamente é um mapa sobre o universo, causas, conseqüências, princípios, etc. Já o yôga é o meio prático de como percorrer esse mapa para chegar a um estado de consciência no qual o sámkhya descreveria como libertação.

Veja a cosmogonia (tattwas) do sámkhya. É a opinião do sámkhya sobre como o universo é construido.

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