Escrito em agosto 3, 2009 | Categoria: Português, Principal

Ai que frio. Nossa não para de chover. Que calor. Tempo feio…
A verdade é que nós estamos descontentes o tempo todo, com tudo que nos cerca. Este descontentamento não é uma mania moderna. Remonta as origens do ser humano.
É tão antigo que filosofias antigas como o sámkhya dão nome a este descontentamento: duhkha traya. O triplo infortúnio existencial, que segundo ele é a fonte de todo o mal sobre a terra.
O duhkha traya é aquele descontentamento que temos perante as forças da natureza, o descontentamento com os outros seres vivos e por fim com nós mesmos.
Contentamento e descontentamento é só uma questão de ponto de vista. Você pode reclamar do frio, ou alugar um filme e assistir enrroscado ao seu cobertor de orelha.
Você pode reclamar do calor ou pode lembrar que agora a shaktí vai usar menos roupa.
Você pode reclamar do gosto da comida ou pode cozinhar para aqueles que ama.
Você pode reclamar de qualquer coisa, ou pode escolher viver as coisas boas que todas as ocasiões nos permitem…
A escolha sempre é sua, reclamar ou resolver, fugir ou lutar, desprezar ou amar… O poder da escolha está em suas mão. Horácio estava certo: carpe diem.
Carpe Diem (Colhe o dia), confia o mínimo no amanhã
Não perguntes, saber é proibido, o fim que os deuses
darão a mim ou a você, Leuconoe, com os adivinhos da Babilônia
não brinque. É melhor apenas lidar com o que se cruza no seu caminho
Se muitos invernos Júpiter te dará ou se este é o último,
que agora bate nas rochas da praia com as ondas do mar
Tirreno: seja sábio, beba o seu vinho e para o curto prazo
reescale as suas esperanças. Mesmo enquanto falamos, o tempo ciumento
está fugindo de nós. Carpe Diem, confia o mínimo no amanhã. – “Odes” (I,, 11.8)
» Arquivado em Português, Principal
agosto 4th, 2009 at 13:46
E para complementar, ainda em bom latim, o sútra do presunto:
“Memento Mori”: “Lembra-te que morrerás”
Porque quem acha que vai viver pra sempre deixa o carpe diem para amanhã…
Rômulo Justa