Originalmente publicado no site YôgaAntigo.com

“Qual o principal objetivo pelo qual você pratica ou deseja praticar Yôga?”

Com esta pergunta o site Yôga Antigo fez sua pesquisa para levantar qual a motivação das pessoas para a prática. Para os curiosos, vamos logo aos números:

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Com estes números você pode tirar suas próprias conclusões, o importante a ressaltar é que sempre que desejamos fazer algo, seja Yôga, Dança, Línguas, etc… sempre escolhemos pelo emocional. Calma, eu explico melhor.

Existem basicamente dois tipos de pessoas que procuram o Yôga: o que não sabe exatamente o que é, nunca praticou, mas tem uma certa afinidade pela filosofia; e aquele que procura o Yôga por um motivo específico, ele quer fazer Yôga porque é bom para a coluna, por ser bom para a mente, por que o médico recomendou, etc.

Estes 6 anos de experiência me mostraram que o segundo tipo fará algumas aulas e acabará desistindo. O primeiro, mesmo que de forma intermitente, continuará no Yôga por muito tempo. Claro que existem exceções em ambos os lados.

No primeiro caso ocorre que de alguma forma nosso emocional é ativado para que gostemos de determinada arte, seja Yôga, Dança, Línguas, etc. Este processo nos deixa sem muitos recursos racionais para explicarmos nosso gosto. Sempre acabamos por nos apoiar em algum motivo como os descobertos na pesquisa, mas no fundo, se tirarmos esses motivos teremos uma única razão emocional: porque gostamos! Inclusive isso esconde algo mais inconsciente, que é nosso desejo latente de nos descobrirmos.

O engraçado é que somente com a experiência que o professor poderá identificar qual aluno está falando: “quero fazer Yôga porque gosto!” não é do tipo que vai parar daqui a um mês daquele que diz “quero fazer Yôga pois meu médico recomendou” e se tornará um entusiasta pela filosofia. O que quero dizer é, aquilo que a pessoa diz não necessariamente condiz com o verdadeiro impulso que a levou a prática.

O que mantém as pessoas no Yôga não são os efeitos ou os motivos, mas o conteúdo que ele gera dentro de nossos corações.

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