Escrito em junho 29, 2010 | Categoria: Português, Principal
A sexualidade de hoje está intimamente ligada ao conceito de traição. Ter um contato sexual fora do relacionamento é considerado traição, mas será que precisa ser assim?
Vamos tentar entender o processo para ver se ele é valido. Pelo que posso observar me parece que quando um dos nubentes faz sexo com outra pessoa fora do relacionamento é sinal de que ele não ama mais seu cônjuge.
Pela afirmação acima teríamos uma destas duas hipóteses:
Aqui a sexualidade só poderia existir se as pessoas se amassem. O que abriria a possibilidade de transarmos com nossos pais, avós, cachorro, gato, peixinho dourado, etc.

Aqui só amaríamos aqueles que fizessem sexo conosco. Isso excluiria nossos pais, filhos, avós, cachorros, gatos, peixes, passarinhos, etc.
Estou sendo exagerado, pois é só indo até o limite de um paradigma é que podemos realmente passar para outro patamar de entendimento.

Parece-me que amor e sexo são coisas complementares, mas não necessariamente um contido no outro.
Eu já transei sem amar, já amei sem transar e já transei apaixonado e todas as experiências foram boas e engrandecedoras. Não tenho reclamações sobre nenhuma delas. Considero as três possibilidades válidas.
Contudo ainda temos que considerar a possibilidade de que amor e sexo sejam duas coisas independentes. Conheço várias pessoas que lidam muito bem com esta possibilidade.

Quero ressaltar que não existe resposta certa, assim como não existe verdade única. O modelo que funciona para mim não é o que funcionará para você necessriamente. O que eu defendo é a liberdade de escolha. E escolha consciente.
O importante é você descobrir o modelo que funciona para você. Não canso de repetir a frase de meu querido amigo Ricardo Mallet: o caminho da felicidade é não deixar ninguém lhe dizer o que é felicidade.
O problema não é nenhum destes métodos. É acreditar em um, mas na realidade fazer o outro.
A questão é que a restrição da sexualidade simboliza nosso compromisso com a pessoa amada. Leu a palavra que usei? Simboliza. Mas não precisamos simbolizar algo como o compromisso. Vamos fazer um esforço consciente para que as coisas voltem a significar aquilo que elas realmente são.
Uma frase ótima que eu escutei e infelizmente não recordo do autor foi: “fidelidade não está entre as pernas” curto, grosso e direto, sem trocadilhos.
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março 31st, 2012 at 23:47
Amei a o rasocinio que amor e sexo são diferente.concordo totalmente!!!!
setembro 5th, 2011 at 17:25
Olá, creio que não me expressei bem.
Não creio que apenas o relacionamento monogamico seja ideal , mas creio que o “contrato” estabelecido entre o casal deva ser seguido.Se o casal é liberal e os dois gostam de uma vida com terceiros, ótimo, ninguem está traindo ninguém , está dentro dos limites estabelecidos por ambos .
A minha posição contra é de trair sem que o outro saiba, afinal se voce assume um relacionamento monogamico , o outro acredita nesse contrato.mentiras nunca saõ saudáveis , respeito todo tipo de liberdade sexual , se essas estiverem no consentimento do casal .Mas falar que sexo por sexo num contrato monogamico não é traição é ser um pouco egoísta demais com o outro!abs
Então concordamos
setembro 5th, 2011 at 9:47
Não concordo com as afirmações , eu colocaria os balões de sexo e amoe totalmente ligados, são poucas as pessoas que conseguem amar de verdade hoje em dia , por isso a confusão entre paixão , sexualidade, traição. Quando amamos , instintivamente nao iremos trair , não é questão de sermos moralistas , é saber dizer não para possiveis tentaçõs , isso nos faz muito mais completos como seres humanos.Respeito a liberdade de cada casal e o contrato que se estabele entre eles, mas se tel contrato for de monogamia , a traição é errada, o caminho é ficar sozinho e não prejudicar o outro.
precisamos aprender a sermos menos egoistas nessa sociedade tão liquida e fútil
Traição é falar uma coisa e fazer outra. Se a exclusividade sexual não foi acordada não pode ser cobrada. Mas como isso nunca é acordado e sim pressuposto, temos os conflitos que se instauram por ae.
A questão não é considerar ou não a exclusividade sexual como um ato de traição ou não. Isso deveria ser acordado por cada um. A questão é não tentar impor o seu “certo” para as outras pessoas. Como se “certo” fosse 100% monogamia ou 100% relacionamentos não-monogâmicos, cada qual precisa de um conjunto de variáveis para se sentir feliz. Nenhuma unanimidade garantirá 100% de felicidade a 100% da população.
E as vezes a felicidade dependerá justamente de fazer diferente. Pelo que escreveu noto que você não concorda com relacionamentos não-monogâmicos, o que é extremamente válido. Se lhe faz feliz é o que tem que fazer. Agora pressupor que SÓ relacionamentos monogâmicos podem gerar felicidade e que relacionamentos não-monogâmicos são pressupostos de traição…. se é essa a sua premissa, ae nós teremos que concordar em discordar
A regra sempre é válida para o grupo, mas nunca se encaixará 100% no indivíduo. Você como psicanalista e estudiosa do comportamento humano sabe disso.
julho 19th, 2010 at 12:36
Gostaria de ouvir seu comentário a respeito de energias, pois segundo algumas linhas de filosofia, psicologia…o fato de relacionamos com sexualmente com outras pessoas, cria vínculos energetico e até carmas..
Não tenho opinião formada sobre o assunto.
Abraços
abril 30th, 2010 at 14:45
[...] somente uma forma de encarar a sexualidade? Será que o amor é refem do sexo ou vice e versa? Será que não teríamos alternativas? Veja mais [...]
abril 26th, 2010 at 13:23
[...] O símbolo para o comprometimento nos relacionamentos convencionais é a exclusividade. Por isso nos sentimos traídos quando descobrimos que nosso amor se engraçou com outrem. A ação de ficar com outra pessoa no nosso inconsciente é associado como um tipo de falta de comprometimento. Contudo o sexo não necessariamente está contido no amor, ou o amor contido no sexo. [...]
abril 6th, 2010 at 0:05
[...] Talvez se entendermos o porquê da necessidade da exclusividade em um relacionamento afetivo, possamos entender melhor a natureza do ciúme. Outro ponto a ser considerado é a sexualidade. Será que o amor é prisioneiro do sexo? Ou o sexo é prisioneiro do amor? Existem outras possibilid… [...]
abril 1st, 2010 at 13:15
[...] de relacionamentos afetivos. Você já me viu escrever sobre ciúmes, relacionamento aberto, sexo e amor, sobre a necessidade da exclusividade e tantos outros posts sobre [...]
fevereiro 11th, 2010 at 22:01
transar co pexinho dourado foi o mais bizarro
é, defender um comportamente, atér acreditar nele, e fazer outra coisa é, no mínimo, conflituoso.
sinceramente, prefiro os que mentem conscientemente dos que, efetivamente, se enganam…
é, legal, centraliza a primeira figura e tira marca de paragrafo das últimas? ou foi proposital?
Foi preguiça mesmo.. hehehehe
fevereiro 6th, 2010 at 17:27
Mais possibilidades e outros textos com relação a esse tema:
em http://nao2nao1.com.br/como-trair-sua-mulher-com-ela-mesma
em http://papodehomem.com.br/monogamia-para-quem-precisa
Obrigado pelas contribuições. Gostei dos textos sugeridos.
Abraços