duhkhadaurmanasyáñgamêjayatwashwásaprashwása vikshêpasahabhúvah

Juntamente com os obstáculos (vishêpa) aparece: (sahabhuva) a infelicidade (dukha); o desânimo, melancolia, abatimento (daurmanasya); nervosismo (añgamêjayatwa); dificuldade na respiração (shwásaprashwásá).

Note que para o termo daurmanasya eu coloquei suas três acepções. Considere-os como sinônimos e não como três sintomas distintos.

Uma curiosidade é a que termo añgamêjayatwa literalmente quer dizer tremor corporal. “Ele estava tremendo de nervoso”.

Todas as filosofias tentam resolver uma questão existencial. O sáṃkhya quer resolver a causa do triplo infortúnio existencial (dukhatraya), o budismo surgiu para tentar resolver o sofrimento humano e etc. Pátañjali através de sua obra deixa claro que o yôga visa a resolver a instabilidade da consciência e considera-a como fonte dos infortúnios humanos. Podemos pensar que segundo a ótica de Pátañjali ao atacar os efeitos da dispersão e não a dispersão em si não estaria colaborando para a real questão que é estabilizar a consciência.

Contudo sabemos que tudo é uma via de mão dupla, ao resolvermos um obstáculo ou um dos sintomas estamos colaborando para a solução dos chittavritti. O que talvez falhe nas explanações dos yôgas modernos é conscientizar seus praticantes que atacar as dispersões e os obstáculos é um meio para um fim. O que vejo atualmente é a confusão generalizada das pessoas acharem que yôga serve para resolver infelicidade, trabalhar stress e etc. sem sequer serem informadas que isso não é o objetivo, mas tão somente um veículo para expandir a consciência.

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