Escrito em maio 18, 2008 | Categoria: Livros
Sempre há uma preocupação exagerada com “benefícios” do yôga. Todos querem saber o que o yôga faz ou deixa de fazer. Não faço idéia o porquê disso, já que ninguém fica perguntando: “quais os benefícios do karatê”, “para que serve música”, “o que eu ganho fazendo dança”…
Sempre que escuto alguém perguntar por benefícios é impossivel para mim como profissional não ficar chateado, pois o que eu quero ensinar é como a pessoa se conhecer melhor: auto-conhecimento, mas a indefectível frase cai na vala comum, faz com que eu ache que a pessoa me vê como um terapeuta alternativo. Nada contra, mas eu sou yôgin e não terapeuta.
Para aqueles que ainda não entenderam o recado, sugiro que leiam o livro Ioga e Saúde de Selvarajan Yesudian e Elisabeth Haich. Os autores descrevem sobre como o yôga mantém o praticante saudável. Apresentam as técnicas que fazem o praticante se concientizar da respiração, das engrenagens do organismo e como fazer com que tudo isso funcione muito bem.
“… tornar o consciente o nosso corpo e todas as suas atividades. Até o sistema nervoso simpático e todos os órgãos cujo funcionamento independe, habitualmente, da consciência pode tornar-se subserviente à vontade. A incalculável vantagem disso é que se pode evitar qualquer funcionamento defeituosos e proteger o corpo … evitar qualquer palpitação resultante de algum estímulo externo como o medo … podendo controlar as secreções do sistema glandular, posso governar as funções de quase todos os órgãos do corpo…”
“É dificílimo desenvolver a consciência para um nível mais alto de atividade num corpo doente” Pág. 21.
“A energia positiva é doadora de vida, a energia negativa é receptora e conditora de vida. Enquanto ambas estiverem em equilíbrio, estará o indivíduo mental e fisicamente bem.” Pág. 31.
“Está no ar, mas não é o ar; está no alimento, mas não é o alimentol é a força da vitamina; acha-se também contido na água, mas não é identico a nenhum dos elementos químicos da água, que são apenas veículo do prána.” Pág. 53.
“não é permissivel, portanto, o praticá-los sem um mestre responsável.” – Pág. 100
“Só há uma coisa que o Yôgin pode fazer para provar-nos a sua verdade: mostrar-nos o caminho” Pág. 105.
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abril 23rd, 2009 at 22:54
“O corpo é obra do pensamento”
fevereiro 23rd, 2009 at 1:48
É possível, sim, praticar o Yoga sem o auxílio de um mestre!!!! O Yoga, por um certo prisma, é terapia também (lembe-se da própria história do Yesudian, filho de um grande médico de madras, que so conheceu a saúde em um ashram?). Para tanto, foram escrito alguns livros para nós ocidentais – sugiro que leiam qualque um que foi escrito antes de prostituirem o Yoga. Eu gosto muito deste do Yesudian, mas o de Antonio Blay ou os do Caio Miranda são ótimos também////
Não sei se percebeu, mas não fui eu quem disse, foi o próprio Yesudian na página 100 do seu livro que disse que não é possível aprender um Yôga verdadeiro sem um professor.
Aliás, isso é reforçado por grandes mestres como Vivêkánanda, Shivánanda, Aurobindo, Ramakrishna, etc… São eles que falam que é preciso de um Mestre para aprender um Yôga verdadeiro e transformador.
Mas concordo contigo, pois algumas versões ocidentais e mesmo orientais que foram empobrecidas pela “prostituição” e perderam sua carga filosófica e iniciática, transformando-se em meros meios terapeuticos alternativos ou em uma ginástica diferente, esses sim, não precisam de um professor. Basta ver algum vídeo ou ler algum livro que já basta.
Mas yôga de verdade, esse só através de um mestre sincero. Pois o verdadeiro yôga é subjetivo e depende da convivência e direção individualizada.
O grande Shivánanda em sua auto-biografia chega a chamar de egoistas os estudantes que dizem: “não preciso de professor…” http://swasthya.marcocarvalho.com/deus-e-meu-professor-opiniao-de-um-mestre-hindu-sobre-essa-afirmacao/
maio 19th, 2008 at 0:05
hahahah.. boa Anísio..
maio 18th, 2008 at 23:05
Se serve de consolo, tu daria um otimo terapauta, filósovo, historiador, escritor ou professor.
Mas ainda bem que é um Yôgin e Instrutor de SwáSthya!
(nossa, isso ta muita rasgação de cedo pro meu gosto, hehe
)